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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 22/06/2021

22 de Junho de 2021

Pastoral da População de Rua

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Pastoral da População de Rua

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01/06/2014 00:00 - Atualizado em 08/06/2014 01:22

Pastoral da População de Rua 0

01/06/2014 00:00 - Atualizado em 08/06/2014 01:22

Pastoral da População de Rua / Arqrio

O cenário das ruas das grandes cidades permite encontrar um povo que luta e resiste para sobreviver. Escondidos, ora em marquises e viadutos, ora em prédios ou casas desocupadas, os moradores de rua sofrem o estigma da exclusão social. Igual sorte cabe aos catadores de materiais recicláveis que, puxando pesados carrinhos, andam pelas ruas e lixões das cidades coletando materiais para vender. Sem reconhecimento oficial, estes homens e mulheres são, via de regra, esquecidos pelos poderes públicos, que optam pela reedição de medidas excludentes. É verdade que tem havido algumas mudanças na legislação existente para que eles possam ser incluídos de verdade, mas como é difícil passar da aprovação das leis, decretos e portarias à aplicação das mesmas. Como é longo e moroso o caminho da inclusão. Como é longo também o caminho da conversão pastoral. Situações como esta fazem-me lembrar a resposta dos trabalhadores da vinha da parábola: “ninguém nos contratou” (cf. Mt 20,7).

Abandonados, nas ruas, sofrem as consequências das operações de toda ordem, e nos lixões trabalham sem as mínimas condições de higiene e salubridade.

É nessa multidão de pobres e miseráveis que somos convidados a localizar rostos concretos (cf. DA 65), de antigas e novas pobrezas, desde moradores de rua até crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e social (cf. DA 184-190). Não se trata simplesmente de pobreza, mas de exclusão social. Os novos pobres, hoje, não são somente “explorados”, mas “supérfluos” e “descartáveis” (cf. DA 65).

As expressões da nossa fé, o compromisso solidário e a vida fraterna fazem nascer a esperança e tecem novas relações pautadas no reconhecimento dos direitos e na defesa da vida. Redescobrimos que somos, sim, responsáveis por nossos irmãos (cf. Gn 4,9). Não podemos nos esquecer do mandato do Senhor Jesus aos discípulos: “dai-lhes vos mesmos de comer” (Lc 9,13).

Numa pesquisa feita em 2007 foi constatado que a população de rua é predominantemente de homens com idade entre 25 a 44 anos. Esta realidade é fruto de uma mudança socioeconômica, que gera o desemprego estrutural caracterizado pela diminuição da mão de obra empregada na indústria, pela fragmentação do processo produtivo e pela flexibilização das relações de trabalho. Um verdadeiro “salve-se quem puder” (cf DGAE 26).

Assim, a Pastoral do Povo em Situação de Rua assume como missão ser presença junto ao povo da rua e dos lixões, ajudando a reconhecer os sinais de Deus presentes em sua história e a desenvolver ações que transformem esta dura realidade, e estimular ações junto à população de rua e catadores de materiais recicláveis que ajudem a construir alternativas em defesa da vida e na elaboração de novas políticas públicas. Dar visibilidade às questões referentes à população de rua e denunciar as ações violentas e discriminatórias.

É preciso ir aos moradores de rua lá onde vivem: na própria rua e levar a mensagem do Evangelho de que são convidados a participar do banquete do Reino (cf. Mt 22,9)

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Pastoral da População de Rua / Arqrio

Pastoral da População de Rua

01/06/2014 00:00 - Atualizado em 08/06/2014 01:22

O cenário das ruas das grandes cidades permite encontrar um povo que luta e resiste para sobreviver. Escondidos, ora em marquises e viadutos, ora em prédios ou casas desocupadas, os moradores de rua sofrem o estigma da exclusão social. Igual sorte cabe aos catadores de materiais recicláveis que, puxando pesados carrinhos, andam pelas ruas e lixões das cidades coletando materiais para vender. Sem reconhecimento oficial, estes homens e mulheres são, via de regra, esquecidos pelos poderes públicos, que optam pela reedição de medidas excludentes. É verdade que tem havido algumas mudanças na legislação existente para que eles possam ser incluídos de verdade, mas como é difícil passar da aprovação das leis, decretos e portarias à aplicação das mesmas. Como é longo e moroso o caminho da inclusão. Como é longo também o caminho da conversão pastoral. Situações como esta fazem-me lembrar a resposta dos trabalhadores da vinha da parábola: “ninguém nos contratou” (cf. Mt 20,7).

Abandonados, nas ruas, sofrem as consequências das operações de toda ordem, e nos lixões trabalham sem as mínimas condições de higiene e salubridade.

É nessa multidão de pobres e miseráveis que somos convidados a localizar rostos concretos (cf. DA 65), de antigas e novas pobrezas, desde moradores de rua até crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e social (cf. DA 184-190). Não se trata simplesmente de pobreza, mas de exclusão social. Os novos pobres, hoje, não são somente “explorados”, mas “supérfluos” e “descartáveis” (cf. DA 65).

As expressões da nossa fé, o compromisso solidário e a vida fraterna fazem nascer a esperança e tecem novas relações pautadas no reconhecimento dos direitos e na defesa da vida. Redescobrimos que somos, sim, responsáveis por nossos irmãos (cf. Gn 4,9). Não podemos nos esquecer do mandato do Senhor Jesus aos discípulos: “dai-lhes vos mesmos de comer” (Lc 9,13).

Numa pesquisa feita em 2007 foi constatado que a população de rua é predominantemente de homens com idade entre 25 a 44 anos. Esta realidade é fruto de uma mudança socioeconômica, que gera o desemprego estrutural caracterizado pela diminuição da mão de obra empregada na indústria, pela fragmentação do processo produtivo e pela flexibilização das relações de trabalho. Um verdadeiro “salve-se quem puder” (cf DGAE 26).

Assim, a Pastoral do Povo em Situação de Rua assume como missão ser presença junto ao povo da rua e dos lixões, ajudando a reconhecer os sinais de Deus presentes em sua história e a desenvolver ações que transformem esta dura realidade, e estimular ações junto à população de rua e catadores de materiais recicláveis que ajudem a construir alternativas em defesa da vida e na elaboração de novas políticas públicas. Dar visibilidade às questões referentes à população de rua e denunciar as ações violentas e discriminatórias.

É preciso ir aos moradores de rua lá onde vivem: na própria rua e levar a mensagem do Evangelho de que são convidados a participar do banquete do Reino (cf. Mt 22,9)