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18 de Novembro de 2018

Peregrinos da JMJ Rio2013 pedem refúgio ao Brasil

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Peregrinos da JMJ Rio2013 pedem refúgio ao Brasil

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23/08/2013 13:37 - Atualizado em 26/08/2013 17:31
Por: Da Redação com site ACNUR

Peregrinos da JMJ Rio2013 pedem refúgio ao Brasil 0

Peregrinos da JMJ Rio2013 pedem refúgio ao Brasil / Arqrio

Perseguições religiosas e conflitos armados. Estas são as principais razões que motivaram cerca de 40 peregrinos de diferentes países - que estiveram no Rio de Janeiro por ocasião da Jornada Mundial da Juventude - a pedirem status de refugiados às autoridades brasileiras. Os dados foram divulgados pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) junto à Caritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro (CARJ). A Caritas Arquidiocesana de São Paulo (CASP) também tem recebido pedidos de refúgio por parte de peregrinos. Até agora foram cinco casos. Entre os solicitantes estão nacionais do Paquistão, Serra Leoa e República Democrática do Congo.

Assim como todos aqueles que pedem refúgio no Brasil, os peregrinos da JMJ terão seus pedidos analisados pelo Comitê Nacional para Refugiados (CONARE), que funciona no âmbito do Ministério da Justiça. Para isso, terão de se apresentar à Polícia Federal e serão entrevistados por oficiais de elegibilidade do CONARE. Como de praxe, após avaliação individual o CONARE decidirá quais casos devem ser reconhecidos como refugiados.

No Rio de Janeiro, pelo menos 12 solicitantes relataram perseguições relacionadas a questões religiosas. Em depoimento ao site do ACNUR, um jovem de Serra Leoa relatou a morte de seu pai, executado por ser cristão.

— Meu pai foi morto por ser cristão, e sempre disse à minha mãe que isso poderia acontecer com nossa família. Sendo também cristão, a JMJ foi a única oportunidade que tive para conseguir um visto e sair do meu país, disse o jovem P, católico de 24 anos que vivia em Serra Leoa, no oeste da África. Seu corpo tem cicatrizes de ferimentos causados por grupos religiosos hostis aos cristãos da comunidade onde vivia.

Os peregrinos solicitantes de refúgio no Rio já estão sendo assistidos pela Cáritas Arquidiocesana, por voluntários ligados à Igreja Católica que participaram da JMJ e por autoridades municipais. Muitos foram encaminhados para casas administradas pela Cáritas e estão recebendo doações da Igreja local, enquanto outros seguem hospedados por voluntários da Jornada. Os demais solicitantes que alegam perseguições devido a conflitos armados, como é o caso dos cidadãos originários da República Democrática do Congo, estão sendo acolhidos tanto por voluntários da JMJ como pela própria comunidade de refugiados congoleses que vive no Rio de Janeiro.

Entre os peregrinos entrevistados pelo site do ACNUR, alguns comparam sua saga à de santos da Igreja, que sofreram perseguições por causa da sua fé.

— Muitos desses santos sofreram por anunciar as boas novas de Deus. Mas permaneceram firmes em sua fé, diz A, paquistanês de 24 anos.

— Outros foram humilhados por reis e pessoas poderosas, mas reconstruíram suas vidas em outros países e puderam acolher suas famílias no exílio, disse Atuma, de Serra Leoa.

Segundo o ACNUR, o Brasil possui cerca de 4.200 refugiados reconhecidos pelo governo federal, originários de mais de 70 nacionalidades diferentes. Em 2013, cerca de 300 novos pedidos foram aceitos pelo Comitê Nacional para Refugiados (CONARE), sendo a maioria composta por refugiados originários da Síria, Colômbia e República Democrática do Congo.


* Foto: ACNUR

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