Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 28/11/2021

28 de Novembro de 2021

Eucaristia: Fonte do amor em ações

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28 de Novembro de 2021

Eucaristia: Fonte do amor em ações

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07/09/2021 12:56
Por: Dom Oranu

Eucaristia: Fonte do amor em ações 0

Orani João Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro

RESUMO
A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro vive a experiência pastoral desafiadora de uma grande cidade brasileira, caracterizada pela diversidade étnica, cultural, social, econômica e religiosa. Neste contexto, Eucaristia, Sacramento da unidade na Igreja, é uma poderosa força de unificação em nossa missão pastoral, que tem a responsabilidade de evangelizar uma população de mais de seis milhões de habitantes. A partir da reunião do nosso povo em torno da Mesa da Palavra e do Pão, realizamos atividades de promoção humana e social, de forma a testemunhar em ações o amor de Deus por nós, que se manifestou na encarnação do próprio Filho.

SUMÁRIO
INTRODUÇÃO 4
PARTE I – Eucaristia: Correspondência ao desejo do coração humano 6
A redução do chamado 8
Cristo Redentor 11
Este é o dia que o Senhor fez para nós (Sl 117) 13
Eu sou o pão da vida (Jo 5, 35) 15
Vinde Senhor Jesus! (cf. Ap 22, 20) 17
Chega aos confins do universo a sua voz (Sl 18, 5) 19
PARTE II – Eucaristia: a força transformadora 23
Dos órfãos ele é pai, e das viúvas protetor (Sl 67) 24
O Reino de Deus está próximo (Mc 1, 15) 25
Uma só carne (Mt 19, 6) 27
E Deus viu tudo quanto havia feito, e era muito bom (Gn 1, 31) 29
Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância (Jo 10,10) 31
Por tudo dai graças (1Tes 5,18) 33
Recebei, pois, a instrução (cf. Sb 6, 25) 36
Meu Pai trabalha sempre, e eu também trabalho (Jo 5, 17) 39
O pobre, o de espírito abatido, o que treme diante de minha palavra (cf. Is 66, 3) 41
Seja o vosso “sim”, sim e o vosso “não”, não (Mt 5, 37) 44
PARTE III – Maria: síntese da vida de Eucaristia 47
Resumo Esquemático............................................................. ................................49
SIGLAS
AL Amoris Laetitia
CIC Catecismo da Igreja Católica
CL Christifideles Laici
CV Caritas in Veritate
DAp Documento de Aparecida
DCE Deus Caritas Est
EE Ecclesia de Eucharistia
EG Evangelii Gaudium
EN Evangelii Nuntiandi
GE Gaudete et Exsultate
GS Gaudium et Spes
LS Laudato Si
MN Mane Nobiscum Domine
QA Querida Amazônia
RH Redemptor Hominis

INTRODUÇÃO
À sede do coração humano corresponde o Verbo feito carne, feito companhia. Esta presença tem um efeito totalizante: o ser humano inteiro e todos os seres humanos. Uma vez integrados na comunhão com Aquele que traduz e revela na integralidade o desejo misericordioso para o qual fomos criados, percebemo-nos participantes da força transformadora de Deus no mundo.

A primeira parte da nossa palestra identifica a correspondência entre o desejo do coração humano por Deus e o Desejo gratuito de Deus pelo homem que, despojando-se da sua majestade, faz-se um de nós. Mais do que isso, torna-se alimento que nos congrega e nos transforma em participantes da sua ação no mundo.

A segunda parte mostra a necessidade de transformação que o mundo tem e o consequente chamado de todos os batizados que, como consequência deste pertencer a Cristo, são fermento na massa. A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro vive esta experiência e manifesta, por isso, a Misericórdia de Deus transbordada em ações pelos mais frágeis nas dramáticas periferias humanas de um grande centro urbano.

A terceira parte identifica, como síntese perfeita do amor Eucarístico em ações, Maria, a mãe da Igreja. Sua perfeita comunhão com Cristo manifesta, na dramaticidade da vida cotidiana, a própria identificação com a Misericórdia divina.

PARTE I – Eucaristia: Correspondência ao desejo do coração humano
Minha alma tem sede de vós, minha carne também vos deseja, como terra sedenta e sem água! (Sl 62, 2)
Neste mundo secularizado em que vivemos, o grito do salmista ecoa hoje com impressionante atualidade. São tantos aqueles que vivem em situação de carência! Carências de ordem material, moral e espiritual caracterizam a imensa pobreza com a qual nos deparamos e somos chamados a enfrentar, atendendo ao chamado do Mestre que nos pede: “dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16). Mas, da mesma forma que os Apóstolos, a nossa limitada capacidade é desproporcional para suprir as inúmeras necessidades do povo: “só temos cinco pães e dois peixes” (cf. Mt 14, 17). Entretanto, essa incapacidade, longe de ser um desestímulo para a Igreja que caminha, é antes o sinal da Misericórdia do Senhor, que realiza, através da nossa pobre humanidade, o Encontro com o ser humano, faminto e sedento. De fato, “entre Ele e nós, a desigualdade é infinita” (CIC 2007).

Mudança de Época
A V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, realizada na cidade de Aparecida, em 2007, ressaltou a mudança de época na qual estamos inseridos e que é caracterizada pela perda da concepção integral do ser humano e, consequentemente, da sua relação com Deus, com o mundo e o próximo (cf. DAp 44). Parece ao homem de hoje, que aquela sede e fome que traz dentro de si pode ser saciada pelo consumo. Pessoas e coisas são, por isso, consumidas como objetos de um individualismo disseminado que, longe de saciar, aumenta ainda mais a angústia, provocando no mundo uma desordem e um desequilíbrio (cf. LS 204).

Da mesma forma que a Samaritana, busca-se no consumo, uma saciedade enganadora – “tiveste cinco maridos, e o que tens agora não é teu” (Jo 4, 18) – mas que no fundo não é realmente capaz de satisfazer; a sede inerente ao ser humano permanece – “dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede” (Jo 4, 15). De fato, o ser humano “permanece para si próprio um ser incompreensível e a sua vida é destituída de sentido, se não lhe for revelado o amor" (RH 10).
Entretanto, a sede manifestada pelo Senhor ao pedir à Samaritana, “dá-me de beber!” (Jo 4, <div class=
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