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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 28/11/2021

28 de Novembro de 2021

Festa de Sant’Ana, copadroeira da Arquidiocese do Rio de Janeiro

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28 de Novembro de 2021

Festa de Sant’Ana, copadroeira da Arquidiocese do Rio de Janeiro

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02/08/2021 14:27
Por: Redação

Festa de Sant’Ana, copadroeira da Arquidiocese do Rio de Janeiro 0

‘Quando a família está constituída sobre o Evangelho, a sua presença se torna diferente no mundo’

 

O arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, presidiu duas missas na memória de Sant’Ana e São Joaquim, avós de Jesus e pais de Nossa Senhora, no dia 26 de julho.

Na primeira celebração do dia, realizada na Igreja de Sant’Ana, no Centro, onde está instalado o Santuário de Adoração Perpétua, o arcebispo fez memória de dois eventos que aconteceram no final do mês de julho no Rio de Janeiro: a primeira Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, em 1955, e a Jornada Mundial da Juventude, com a presença do Papa Francisco, em 2013.

Na acolhida, Dom Orani pediu a intercessão de Sant’Ana, a copadroeira da arquidiocese, por todas as intenções da Igreja no Rio de Janeiro, de maneira especial, pelos avós e idosos.

Na pessoa do pároco e reitor, padre José Laudares, pediu pelo clero arquidiocesano e pelos padres sacramentinos, a quem é confiada a administração da paróquia e santuário desde 1926.

 

Dia dos Avós e Idosos

Na homilia, Dom Orani destacou que foi celebrado no dia anterior, 25 de julho, o primeiro Dia dos Avós e dos Idosos, com uma mensagem especial e concessão de indulgência plenária, data instituída pelo Papa Francisco como um presente do Ano da Família Amoris Laetitia a ser celebrado a cada ano no quarto domingo do mês de julho, próximo à Festa de Sant'Ana e São Joaquim, por tradição, o Dia dos Avós.

“O Papa Francisco quis solenizar o Dia dos Avós incluindo os idosos, porque nem todos são avós, e fez isso no Ano da Família Amoris Laetitia – a alegria do amor em família – para que a família seja um caminho de diálogo e de harmonia entre as gerações. As famílias devem valorizar a sabedoria dos idosos e a juventude, com todo seu dinamismo, devem levar adiante os grandes ideais de um mundo mais justo, humano, fraterno e cristão”, disse.

 

Promessas de Deus

A Festa de Sant’Ana e São Joaquim, segundo Dom Orani, foi introduzida na liturgia durante a caminhada da Igreja, por serem exemplos de pessoas que acreditaram nas promessas de Deus, mesmo diante do sofrimento da esterilidade. Ao abriram-se à graça de Deus, tornaram-se participantes da história da salvação com o nascimento de Maria, a que seria a mãe do salvador.

“O grande anúncio dos apóstolos foi o Cristo Senhor e Salvador, no qual eles foram testemunhas de Sua ressurreição, missão de toda a Igreja até os confins do mundo. Quando amamos uma pessoa, queremos conhecer um pouco mais de sua vida. Os fatos relacionados ao nascimento de Jesus foram revelados por Maria aos evangelistas, que chegaram a elencar toda a sua descendência. Nos evangelhos da infância, vemos com clareza que José, o pai putativo de Jesus, da casa de Davi, foi quem deu o nome à criança, o filho de Maria, mas também de Deus”, disse.

 

De onde viemos?

O arcebispo observou que muitas narrativas ficaram perdidas na história, por outro lado, vários escritos antigos foram conservados e, embora não fossem colocados como textos canônicos, serviram para conhecer os pais de Maria Santíssima, e, portanto, os avós maternos de Jesus. Como alicerce de vida cristã, de bons pais e família feliz, o povo de Deus soube valorizar seus exemplos, cuja devoção permanece atual.

“Também tive uma bela experiência de conhecer meus antepassados. Ainda não era padre quando apareceu em São José do Rio Pardo um tio mais velho de meu pai, chamado Camilo, junto com seus familiares. Ele veio da Itália, da cidade natal da família. Após a ordenação, como padre, depois como bispo, tive a oportunidade de visitar a cidade e conhecer os familiares, um pouco da história dos antepassados. Isso ajudou o relacionamento com os atuais descendentes. É muito importante saber de onde viemos, quem são nossos parentes mais longínquos”, contou o arcebispo.

 

Cultura cristã

Segundo Dom Orani, as familias hoje devem ter Sant’Ana e São Joaquim como exemplos de quem tem compromisso de passar a fé e os valores adiante para as novas gerações. “Eles cumpriram a missão como pais. Deles, Maria recebeu uma boa educação, teve conhecimento das escrituras e das promessas que Deus fez aos antepassados, de maneira especial, acerca da vinda do Messias”, disse.

O arcebispo observou que o Ocidente sempre teve a tradição de respeitar os idosos, alicerce da família desejada por Deus, mas que, nos últimos tempos, os valores cristãos estão se perdendo. “Foi até preciso elaborar um estatuto para garantir os direitos dos idosos”, disse. Muitas vezes, afirmou, “sobressaem nas mídias ideologias que fazem com que a família seja diluída aos poucos, gerando dificuldades de convivência.


“O mundo se afasta de Deus, da fé, dos valores cristãos. Hoje, se fala muito sobre discriminação, mas se existisse uma cultura cristã de respeito uns com os outros, não seria preciso fazer leis. Por isso a necessidade de sempre retomar, de anunciar de novo a importância e a responsabilidade que a família cristã tem na sociedade. Precisamos constituir, numa sociedade em mudança, familias cristãs que sejam fermento no meio da massa. Quando a família está constituída sobre o Evangelho, a sua presença se torna diferente no mundo. A melhor visão de família é a sonhada por Jesus Cristo e defendida pela Igreja”, completou.

 

Segunda missa

À noite, Dom Orani presidiu a segunda missa, na Paróquia de Sant'Ana, situada na Estrada do Mendanha, em Campo Grande, a convite do pároco, padre Rafael José da Silva Xavier.

“Celebrar a festa da padroeira Sant’Ana é uma grande solenidade para a paróquia porque é o dia de sua identidade e de sua história. Para nós cristãos, celebrar Sant’Ana e também São Joaquim é conhecer um pouco da história da salvação. Ao mesmo tempo, é a oportunidade para valorizar a presença dos avós em nossa vida, na família, na comunidade”, disse o arcebispo.

 

Carlos Moioli

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