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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 28/11/2021

28 de Novembro de 2021

Coordenação de Pastoral continua a estudar as DGAE

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02/08/2021 14:19
Por: Redação

Coordenação de Pastoral continua a estudar as DGAE 0

No dia 22 de julho, os coordenadores arquidiocesanos de pastorais e movimentos reuniram-se, por meio do Google Meet, para prosseguirem o estudo das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2019-2023. A reunião foi iniciada com a leitura de uma perícope do Evangelho de São João, extraída da Liturgia do Dia: Festa de Santa Maria Madalena.

“Então, Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: ‘Eu vi o Senhor’, e contou o que Jesus lhe tinha dito” (Jo 20, 18). Segundo o cônego Cláudio dos Santos, coordenador arquidiocesano de pastoral, o testemunho desta santa tem muito a inspirar a ação dos agentes de pastoral. Ela teve um encontro com Cristo e, em seguida, saiu em missão para anunciar a Sua ressurreição. Assim, os participantes da reunião pediram a Deus essa mesma graça: “Dai-nos, por suas preces e a seu exemplo, anunciar também que o Cristo vive” (Oração Coleta da Festa de Santa Maria Madalena).

Tendo estudado os dois primeiros capítulos das DGAE, a respeito do Anúncio do Evangelho de Jesus Cristo e do Olhar de Discípulos Missionários, respectivamente, os coordenadores debruçaram-se no terceiro capítulo: A Igreja nas Casas. Já no princípio do texto, o documento recorda a experiência dos primeiros cristãos, vivida primordialmente nos seus lares: “Eles eram perseverantes no ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações” (At 2, 42).

A imagem da casa, tão evocada pelo documento, relembra o quanto esse local é privilegiado para o encontro com Jesus. A leitura da Sagrada Escritura evidencia o quanto Jesus exerceu o seu ministério dentro das casas: partilhando a mesa com publicanos e pecadores (cf. Mc 2, 15ss), curando e perdoando pecados (cf. Mc 2, 1-12). Ainda que o estilo de vida de Cristo fosse itinerante, os encontros com Ele direcionavam as pessoas para a vida comunitária.

Dentre as imagens da Escritura para referir-se à casa, cônego Cláudio fez menção ao Cenáculo, local onde aconteceu o Pentecostes (cf. At 2, 1-3). Segundo o coordenador arquidiocesano de pastoral, também a reunião com os coordenadores é uma experiência de Cenáculo, pois, nela, Deus nos fala por Sua Palavra, pelo testemunho dos irmãos e, dessa forma, somos impelidos pelo Espírito a continuar nossa missão evangelizadora. “É tão maravilhoso estar com Deus que me sinto impelido a anunciar”, destacou.

Algumas características da casa-comunidade podem ser destacadas: ela manifesta um senso de pertença à família de Deus; é o lugar do reconhecimento mútuo dos cristãos; seu testemunho de comunhão é credível para atrair outras pessoas, como já apontava Tertuliano: “Vede como eles se amam”. Cada comunidade é um ambiente favorável para a escuta da Palavra de Deus e deve estar permanentemente de portas abertas para acolher a todos que chegam e para sair ao encontro dos necessitados. Por isso, aqueles que exercem algum papel de coordenação devem ter um espírito de unidade eclesial e de amor à Igreja.

A casa-comunidade deve estar fundamentada em quatro pilares, de acordo com as DGAE. Em nossa arquidiocese temos nos voltado especialmente para cada um deles no decorrer da vigência do 13º Plano de Pastoral de Conjunto, a saber: 2020 - Pilar da Palavra, 2021 - Pilar do Pão, 2022 - Pilar da Caridade e 2023 - Pilar da Ação Missionária. São quatro alicerces que, mesmo observados anualmente por critério pastoral, precisam ser vividos integralmente, cotidianamente.

O Pilar da Palavra assinala a necessidade do encontro com a Palavra de Deus, particularmente nas Sagradas Escrituras, que se dá concomitantemente com a experiência fraterna de vida comunitária. Dentre os aspectos relativos ao Pilar do Pão, ressalta-se uma afirmação do documento: “Na pastoral, é preciso superar a ideia de que o agir já é uma forma de oração. [...] Nessa perspectiva, os agentes de pastoral correm o risco de se esquecer da dignidade batismal, como verdadeiros sujeitos eclesiais, reduzindo-se a meros voluntários” (DGAE 2019-2023, nº 97). Ou seja, a vida de oração é uma necessidade intrínseca a todo serviço pastoral. Não somos meros voluntários, cooperadores ou funcionários, somos cristãos batizados, filhos amados do Pai.

Já o Pilar da Caridade expressa que o serviço e a solidariedade são realidades indispensáveis para o discípulo de Cristo. Os binômios rezar e servir, amar e contemplar são inseparáveis na vida cristã. Aqui, o cônego Cláudio ponderou que cada um sofre de alguma sede. Mencionou ainda os atuais suicídios de jovens padres. Uma comunidade cristã deve estar atenta às necessidades de todos, inclusive de seus pastores. Por fim, o Pilar da Ação Missionária afirma que, embora o mundo cada vez mais urbano possa nos assustar, ele é uma porta aberta para o anúncio do Evangelho. Segundo o Papa Francisco, se sabemos que alguém vive sem a força, a luz e a amizade com Cristo, isso deve gerar em nós uma santa inquietude (cf. EG, nº 49).

Na reunião dos coordenadores, após a apresentação do capítulo, sucede-se uma partilha a respeito do aprendizado ocasionado pela leitura e estudo do texto. A irmã Patrícia Cnsb, coordenadora da Comissão Arquidiocesana de Iniciação Cristã, comentou que teve a oportunidade de aproximar-se do documento já em 2019. Para ela, a imagem da casa torna-se muito próxima, pois, devido à pandemia, os catequistas puderam entrar na casa dos catequizandos de uma maneira totalmente diferente. Os demais catequistas presentes relataram experiências de participação das famílias durante esse período pandêmico.

Muitos grupos sentiram-se contemplados na explanação do documento, especialmente devido à valorização da Palavra de Deus e à vida comunitária, dentre os quais salientamos: os Círculos Bíblicos, a Comunidade de Vida Cristã (CVX) e os Cursilhos de Cristandade. Ao final da reunião, as atividades propostas na Agenda Pastoral Arquidiocesana para os próximos meses foram apresentadas.

A Coordenação Arquidiocesana de Pastoral empenha-se em promover as iniciativas pastorais da arquidiocese e dar assistência a todas as pastorais, movimentos e demais grupos que desenvolvem suas atividades em nossas paróquias. Para mais informações, entre em contato pelo e-mail coordenacaopastoral@arquidiocese.org.br.

 

Guilherme Brandi



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