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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 13/04/2021

13 de Abril de 2021

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29/03/2021 13:19
Por: Cardeal Orani Jõao Tempesta

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Com a celebração do Domingo de Ramos até a celebração do Tríduo Pascal, entramos naquela que é a semana maior da Igreja: celebramos neste domingo a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e teremos a primeira proclamação do Evangelho da Paixão. Nos dias da semana serão proclamadas as passagens do Evangelho que descrevem os dias anteriores à Paixão de Cristo. Na Quinta-feira Santa celebraremos a instituição da Eucaristia. Na Sexta, a celebração da Paixão do Senhor, às 15h. No sábado santo, viveremos a grande celebração da Vigília Pascal, celebrando a Ressurreição do Senhor e renovando as promessas batismais. É uma semana da Grande Graça para a Vida da Igreja!

Mesmo com todas as restrições que estamos tendo e devem ser seguidas pelo bem do próximo, este é um tempo de bela e intensa participação na vida da Igreja e de nossas comunidades. Tempo de se dedicar mais e mais intensamente às coisas de Deus, principalmente para clamar a Deus que nos livre de todo o mal. Que possamos adentrar esta semana com o coração aberto, com maior disponibilidade interior e exterior para a celebração destes santos mistérios.

A exortação que é lida antes da bênção dos Ramos nos ajuda a adentrar na grandeza desta celebração e desta semana: Meus irmãos e minhas irmãs: durante as cinco semanas da Quaresma preparamos os nossos corações pela oração, pela penitência e pela caridade. Hoje aqui nos reunimos e vamos iniciar, com toda a Igreja, a celebração da Páscoa de nosso Senhor. Para realizar o mistério de sua morte e ressurreição, Cristo entrou em Jerusalém, sua cidade. Celebrando com fé e piedade a memória desta entrada, sigamos os passos de nosso Salvador para que, associados pela graça à sua cruz, participemos também de sua ressurreição e de sua vida.

A Liturgia de hoje consta de duas partes: a primeira delas é marcada pela alegria e pela acolhida, onde relembramos a solene entrada de Jesus em Jerusalém. Na segunda parte, temos a proclamação do Evangelho da Paixão, neste ano na versão de S. Marcos (que poderá ser a versão breve), feita de forma dialogada para que possa assim favorecer a atenção da assembleia.

Na primeira parte, dedicada à Liturgia da Bênção dos Ramos, repetimos o gesto de acolhida a Jesus em sua entrada em Jerusalém, conforme é narrado no Evangelho de Marcos. Contemplamos Jesus que é aclamado e entra em Jerusalém para dar a vida. Os ramos que são abençoados são depois levados para casa e tornam-se como que um sinal de nossa pertença a Cristo: serão colocados em nossas portas ou junto ao crucifixo, e quantas vezes ao entrarmos numa casa identificaremos que são cristãos pelos ramos que estarão colocados em algum lugar da casa.

Neste final de semana, temos também a conclusão da Campanha da Fraternidade com o gesto concreto da Coleta da Solidariedade, no qual somos convidados a levar o resultado financeiro de alguma penitência que nós nos tenhamos privado nesta Quaresma e compartilhar com os irmãos que mais necessitem. Não deixemos de lado este gesto de solidariedade.

A segunda parte da celebração é marcada pela leitura da Paixão de Cristo, neste ano segundo o relato de S. Marcos. A proclamação é feita de forma dialogada para favorecer a atenção de todos e são muitos os aspectos a considerar dentro dos tantos fatos narrados dentro do relato, episódios estes que querem mostram a grandeza do mistério da morte e ressurreição de Cristo. Os relatos da paixão são tão ricos de conteúdo e significados que comumente são considerados um evangelho à parte, o Evangelho da Paixão. Mesmo com tantos fatos narrados, a realidade fundamental é enriquecida em suas manifestações: Deus nos ama e, o homem rejeitou esse amor aderindo ao pecado: Deus vem reconciliar o mundo consigo por meio da entrega do seu Filho Unigênito, que por meio da cruz traz novamente a dignidade de filhos e filhas de Deus. Devemos ler os relatos da paixão de Cristo na perspectiva da manifestação do amor sem limites de Deus em relação ao homem.

Na primeira leitura, tirada do profeta Isaías (Is 50,4-7), temos o relato do primeiro cântico do servo sofredor. São quatro os cânticos do servo apresentados por Isaías, onde é apresentada a figura de um servo que se oferece ao sofrimento e à morte em obediência ao Pai. A Tradição da Igreja viu neste servo a figura de Jesus Cristo, servo fiel e obediente.

O Salmo 21, salmo que será proclamado por Jesus quando estiver no alto da cruz, fala também de um servo sofredor que clama ao Pai em sua dor e que, mesmo em meio a tantas dores, confia no Senhor.

A segunda leitura (Fil 2, 6-11) é um dos hinos cristológicos mais importantes do Novo Testamento, trazendo de maneira bem detalhada o rebaixamento do Verbo de Deus (Kenosis) e logo após sua exaltação para a Glória de Deus Pai: “Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua proclame: 'Jesus Cristo é o Senhor' para a glória de Deus Pai. ”

Vivamos intensamente esta semana plena de graças que o Senhor tem a nos conceder. Procuremos a participação presencial em nossas celebrações e, acima de tudo, a intensa participação espiritual nesses dias da Semana Santa. Rezemos por nossos doentes! Rezemos por aqueles que sofrem! Rezemos por todos aqueles para quem a cruz de cada dia tem se tornado mais pesada em seu caminhar. Cristo, o servo sofredor, entende, compartilha e nos acompanha em nossos sofrimentos. Deus abençoe e guarde a todos.

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

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