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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 13/04/2021

13 de Abril de 2021

Seminaristas recebem hábitos talares

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Seminaristas recebem hábitos talares

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18/03/2021 00:00 - Atualizado em 23/03/2021 15:19
Por: Carlos Moioli

Seminaristas recebem hábitos talares 0

Às vésperas do Domingo Laetare, o Domingo da Alegria, que prepara os fiéis para a Páscoa do Senhor, 15 seminaristas receberam hábitos talares com sobrepeliz para o uso litúrgico, durante missa presidida pelo arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, realizada na Catedral de São Sebastião, no dia 13 de março.

Os seminaristas – que receberam os hábitos talares de seus pais, padrinhos e dos sacerdotes de suas paróquias de origem –, são os que concluíram o propedêutico e ingressam neste ano no Seminário Arquidiocesano de São José, no Rio Comprido.  

O hábito talar é o sinal externo de um compromisso, de quem deseja corresponder ao chamado de Deus e de ser um instrumento de salvação. Que distingue e identifica alguém que está discernindo a vocação e renuncia a própria vida, que concretiza plenamente na vocação sacerdotal. É um sinal de santificação e mortificação para as coisas mundanas, um rompimento, um despojar-se do homem velho e um passo para configurar-se a Cristo, o eterno sacerdote.

Entre os concelebrantes estavam o bispo auxiliar e animador Dom Roque Costa Souza, o reitor do Seminário Arquidiocesano de São José, cônego Leandro Câmara, o reitor do Seminário Propedêutico Rainha dos Apóstolos, padre Adriano de Abreu Figueira, e o pároco da Catedral, cônego Cláudio dos Santos.

Ser sinal de quem busca o Senhor

Na homilia, ao refletir as leituras do dia, dentro do contexto da caminhada quaresmal e do evento "24 horas para o Senhor", instituído pelo Papa Francisco, que neste ano tem como tema: “Ele perdoa todos os teus pecados” (Sl 103, 3), Dom Orani destacou a necessidade da abertura de coração para reconhecer as limitações e os pecados e, ao mesmo tempo, fazer a experiência da graça de Deus para melhor servir aos irmãos e irmãs.

“Somos chamados ao serviço do povo de Deus para anunciar a boa notícia do Evangelho. Sabemos da nossa fragilidade, de nossos pecados, e nos colocamos penitentes. Necessitamos da misericórdia de Deus e, da mesma forma, também devemos, através de nossa experiência pessoal, anunciar essa mesma misericórdia”, disse.

O arcebispo destacou que a celebração da investidura, sinal de quem busca servir a Deus, acontece num momento muito especial para Seminário São José, próximo ao dia do seminário, dentro do Ano de São José.

“O hábito talar que os nossos novos seminaristas maiores recebem recorda que são homens penitentes, chamados à conversão, que buscam ao Senhor. Ao servir no altar e na Igreja, devem procurar ser sinais na vida, na missão, no serviço. Ainda mais, também ser um sinal junto aos irmãos mais necessitados, às pessoas que sofrem e que passam dificuldades, para que de fato, a Igreja esteja presente em todas as situações humanas”, disse.

Destacando a celebração da investidura do hábito talar, o reitor do Seminário São José, cônego Leandro Câmara, recordou uma frase de São João Bosco: “Quando um filho deixa o lar para obedecer à vocação, Jesus ocupa seu lugar na família”.

“São momentos como estes que marcam o início de uma etapa de formação. Me fazem lembrar esta frase quando penso na saudade que vivem os familiares de um jovem vocacionado. Penso que desta forma os familiares de um seminarista devem abrir-se a tudo o que Cristo tende a realizar na vida deles”, disse. 

Cônego Leandro acrescentou que além disso, o próprio seminarista deve confortar seu coração nesta esperança de que o Senhor, que é o autor do chamado, vai cuidar de tudo. “A obra que Deus realiza na vida de um jovem chamado ao sacerdócio não fica restrita a ele, mas se estende a todos os seus”.

“Eu testemunho o quanto Deus realizou na vida da minha família, através da minha vocação sacerdotal, e continua realizando. E vejo muitos outros testemunhos da graça acontecendo em situações familiares, em que existe até uma certa hostilidade ou indiferença à experiência vocacional do filho, mas que depois se convertem radicalmente em amor a Cristo, à Igreja e ao sacerdócio”, enfatizou cônego Leandro, desejando “Que Deus realize muitos milagres na vida desses jovens e nas vidas dos seus familiares”.

Ação de graças

Dom Orani lembrou, como intenção especial da missa, a comemoração dos oito anos de pontificado do Papa Francisco, eleito em 2013 “para a missão de Pedro, um sinal da unidade entre nós”. 

Também fez memória dos 50 anos da nomeação de Dom Eugenio de Araujo Sales, ocorrida no dia 13 de março de 1971, pelo Papa São Paulo VI, como arcebispo do Rio de Janeiro, destacando que nesta mesma data estava sendo inaugurada em Acari, no Rio Grande do Norte, o memorial Dom Eugenio.

Carlos Moioli

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