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13 de Abril de 2021

Consagrados da Comunidade Aliança de Misericórdia recebem ministério do acolitato

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13 de Abril de 2021

Consagrados da Comunidade Aliança de Misericórdia recebem ministério do acolitato

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14/03/2021 00:00 - Atualizado em 15/03/2021 15:20
Por: Redação

Consagrados da Comunidade Aliança de Misericórdia recebem ministério do acolitato 0

No dia 7 de março, o arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, conferiu o ministério do acolitato para os missionários Ênio José Barbosa, Denilson Donizete Dulianel e Júlio Silva Figueiredo Neto, consagrados da Comunidade Aliança de Misericórdia.

Realizada na Paróquia São Francisco de Assis, em Senador Camará, a celebração contou com a presença dos padres Danilo Rasera, Rodrigo Custódio e Adeilto Custódio de Lima, e do diácono Janilson Santana da Silva.

O chamado ao diaconato permanente
Um dos consagrados que recebeu o ministério, Júlio Neto, de 40 anos, se prepara para o diaconato permanente.
Oriundo da Paróquia Santíssima Trindade, situada na região episcopal Santana, na Arquidiocese de São Paulo (SP), ele ingressou na comunidade em 2000, e faz parte dos primeiros irmãos na fundação da Aliança de Misericórdia.

“A vocação à comunidade veio ao encontro e como resposta a um anseio muito forte em meu coração de jovem no ano  de 1999. Participante ativo da Renovação Carismática Católica, eu sempre desejava, para além da vida intensa de oração e prática carismática, viver ações concretas de caridade e amor ao próximo, em especial os mais pobres. Fazíamos até uma 'pastoral de rua' na época com os jovens da paróquia”, disse.

Júlio Neto contou que conheceu o padre Antonello em julho de 1999, que partilhou de um sonho que estava discernindo e que seria uma nova obra que Deus estava inspirando, que viria a ser a Aliança de Misericórdia.

“Quando ele terminou de contar, eu tive a certeza, mesmo muito jovem ainda, que era a obra que Deus queria que eu consumisse toda a minha vida, e aqui estou com minha esposa Vanessa e minha filha Isabela de 7 anos”, contou.

Segundo Júlio Neto, a vocação ao diaconato permanente nasceu ao final do estudo da teologia quando em um trabalho sobre o Sacramento da Ordem se deu conta que as três dimensões da vida diaconal eram os três pilares do seu carisma.

“No diaconato há os três pilares: anúncio da Palavra, o serviço ao altar e a caridade. E na Aliança de Misericórdia temos também estes três pilares: A Palavra como única regra de vida, a adoração eucarística e o cuidado com os pobres material e espiritualmente. Recebi, ao me atentar a isso, uma clareza muito grande que o Senhor me chamava ao diaconato permanente e para me configurar a Ele como servo de todos para assim servir melhor a Igreja e àqueles a quem Ele quiser me enviar”, afirmou.

Anunciadores da Palavra de Deus
Para Júlio Neto, o ministério do acolitato não é um “ministério menor” como algo transitório, mas algo acumulativo.

“No leitorato demos o passo de sermos anunciadores da Palavra de Deus. Agora no acolitato, recebemos a incumbência de levar o Corpo Eucarístico ao povo de Deus, conforme as palavras de nosso pastor, Dom Orani, não um gesto mecânico, mas levar a totalidade do que a Eucaristia é e realiza na vida do povo de Deus”.

“Com temor e tremor acolhi este novo ministério consciente de sua simplicidade, mas com grandiosidade. Não vejo a hora de levar a Eucaristia aos enfermos, aos presídios, àqueles a quem o Senhor mesmo gostaria de ir (cf. Lc 10,1-9)”, disse.

Missão em Senador Camará
A instituição do ministério foi realizada na Paróquia São Francisco, em Senador Camará, porque a Comunidade Aliança de Misericórdia tem uma casa de missão na área paroquial, na qual os consagrados são chamados a ser uma expressão viva do amor misericordioso de Deus para o mundo, enviados a evangelizar para transformar, transformar o evangelizado em evangelizador.

“Em nossos estatutos aprendemos que os pobres são nossos mestres. São eles que nos ensinam como evangelizar e neles encontramos o Cristo que vamos anunciar. Senador Camará é uma terra de missão. Há mais de 12 anos estamos naquele lugar de grande desafio evangelizador, e para nós receber um dos ministérios ali traz o sentido de entendermos sempre onde o Senhor nos quer: com os pés no chão dos pobres, onde Ele mesmo realiza em nós e naqueles a quem anunciamos a sua graça”, disse Júlio Neto.

O candidato ao diaconato permanente contou que a região de Senador Camará é tomada por forças organizadas do tráfico, na qual a luz do dia se vê pessoas armadas e uma lei própria do lugar.

“Me aproximei de um dos meninos que estava com um fuzil nas mãos para conversar. Sempre nos aproximamos e somos bem recebidos, muita vezes até nos permitem rezar por eles ali na rua e com fuzil nas mãos e tudo. Mas,  perguntei sobre um dos rapazes para o qual, há alguns anos, conversei e rezei muito por ele, e fui surpreendido com a resposta que aquele rapaz, que o nome devo preservar, que tem três filhos, deixou o tráfico e hoje trabalha em um salão de barbearia que abriu para sustentar sua família”, contou.

Júlio Neto acrescentou: “temos a certeza que vale a pena, se fosse só por este já teria valido a pena, mas já foram muitos assim. Quem quiser saber mais nos faça uma visita e venha evangelizar os pobres conosco, saia evangelizado também. Contamos com as orações de todos vocês para nos mantermos fiéis ao nosso chamado e a vocação que o Senhor nos chamou”, completou.

A misericórdia me alcançou
Outro candidato ao diaconato permanente que recebeu o ministério do acolitato é o missionário Denílson Donizete Dulianel, de 43 anos, oriundo da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, Vila Rami, em Jundiaí (SP). Casado há 20 anos com Viviane, ele é pai de Gabriel e Maria Rita.

Denílson Dulianel contou que lecionava matemática nos ensinos fundamental e médio, com muita dificuldade em fazer com que os alunos se interessassem em estudar e compreender a disciplina.

“Ao pesquisar na internet como atrair as crianças para a disciplina, me apareceu um filme sobre São Filipe Néri. Então, comecei a entender a metodologia que ele usava para atrair as crianças a Deus e comecei a me interessar em conhecer melhor a vida deste santo e, depois, de Dom Bosco. Assim, Deus usou desta vocação profissional para me chamar à vocação missionária, junto com minha família”, disse.

Denílson Dulianel contou que ingressou na Comunidade Aliança de Misericórdia em 2016, quando selou sua caminhada de se consagrar a Deus.
“A misericórdia me alcançou primeiramente nesse amor de Pai envolvente que nos atrai a Ele, nos apaixonando por Ele. Depois, não basta que fiquemos com esse amor, ele transborda e nos lança a ir ao encontro dos mais necessitados materialmente e espiritualmente. Assim, esse carisma nos molda nesse amor misericordioso de Deus”, disse.

Feliz pelo ministério, Denílson Dulianel disse ter um “sentimento de uma graça, pois não sou merecedor deste chamado e nem deste carisma, mas Deus sabe de onde Ele me tirou e eu sei de onde eu vim. É uma gratidão e responsabilidade, ao mesmo tempo, por ter sido escolhido por Deus, mesmo na minha pequenez e fragilidade. Só pode ser mesmo por sua infinita misericórdia ter me escolhido”, concluiu.

Rumo ao sacerdócio
E, por fim, o missionário Enio José, natural da cidade de Fartura (SP), recebeu nesta mesma ocasião o acolitato e caminhará com seus irmãos que serão ordenados diáconos permanentes enquanto ele seguirá seu caminho rumo ao sacerdócio.

Carlos Moioli
 
 
Foto:
Da esq. para a dir., padre Danilo Rasera, Enio José, Júlio Neto, Denílson Dulianel,
os padres Adeilto Lima e Rodrigo Custódio, e o diácono Janilson da Silva



 
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