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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 22/06/2021

22 de Junho de 2021

Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro: Cem anos de história

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Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro: Cem anos de história

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21/02/2021 00:00
Por: Redação

Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro: Cem anos de história 0

A Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro está completando 100 anos de vida. As atividades acadêmicas iniciaram no dia 21 de fevereiro de 1921, por deliberação do Capítulo Geral do ano precedente e com a aprovação da Santa Sé com o nome de Escola Teológica da Congregação Beneditina do Brasil.
 
Nesta ocasião o Arquiabade da Congregação Beneditina do Brasil era Dom José de Santa Escolástica Faria, eleito aos 7 de julho de 1918. Recebeu a Bênção Abacial no Mosteiro de São Bento de São Paulo no dia 24 de junho de 1921 e faleceu na Cela São Gerardo, Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro no dia 1º de maio de 1923. O seu corpo está sepultado no claustro do Mosteiro do Rio de Janeiro.
 
Após iniciar suas atividades no prédio do Mosteiro de São Bento no Rio de Janeiro, a Escola Teológica logo foi transferida para a Cela de São Gerardo, no Alto da Boa Vista, onde permaneceu até 1937. No período de 1938 a 1946 passou a funcionar no Priorado de São Bernardo, na Fazenda de Três Poços, município de Volta Redonda, Estado do Rio de Janeiro, recebida como doação em testamento ao Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, sob a dependência direta do Arquiabade da Congregação Beneditina, onde permaneceu até 1946. Em 1947 voltou para o Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, ocupando a Torre do Olimpo, onde permanece até o ano de 1971, quando então foi transferida para o antigo preliminar, nas instalações do então prédio do Colégio de São Bento, que funcionava ao lado da Igreja Abacial. Nesta época, a Escola Teológica estava sob a direção de Dom Cirilo Folch Gomes, nomeado por Dom Abade Martinho Michler em 1960, e que permaneceu nesta função até o ano de 1980, quando foi substituído por Dom Emanuel Xavier Oliveira de Almeida, ficando como diretor até janeiro do ano 2000.
 
Após o Concílio Vaticano II a Escola Teológica passou a acolher leigos e também seminaristas de várias Dioceses e Arquidioceses e também diversos membros de congregações religiosas.  Os primeiros seminaristas foram da Arquidiocese de Niterói. Pouco tempo depois as dioceses de Petrópolis, Nova Friburgo e Nova Iguaçu também passaram a enviar os seus seminaristas, além de muitas congregações religiosas, tais como: Orionitas, Franciscanos Conventuais, Capuchinhos, Palotinos, Agostinianos descalços, Vocacionistas e muitas outras.
 
No ano de 1970, a Escola Teológica passou a ter os seus estatutos atualizados e reformulados pelo Capítulo Geral, tendo em vista ao crescente número de alunos externos, tanto seminaristas quanto leigos. Nessa reestruturação, a partir de 1973, deixou de aplicar o regime seriado e adotou o sistema de créditos, segundo o uso vigente nas Instituições de Ensino Superior. Em 1974 a então Escola Teológica da Congregação Beneditina do Brasil deixa as dependências do antigo Colégio de São Bento e passou a ter a sua sede na Rua Dom Gerardo, nº 42, no 5º andar, no mesmo andar onde também funcionava a Livraria “Lumen Christi” e também a Administração do Mosteiro.
 
No ano de 1977, seu curso de Teologia foi afiliado ao Pontifício Ateneu de Santo Anselmo, em Roma, por decreto da Congregação para a Educação Católica (Prot. nº 213/77), com direito de conferir grau eclesiástico de Bacharel aos concluintes do Curso.  Para consolidar esta filiação D. Cirilo Folch Gomes foi enviado a Roma para obter o doutorado. Na sequência outros monges também foram encaminhados: D. Antonio Henrique Campolina Martins, D. José Palmeiro Mendes e D. Eduardo de Souza Schulz, para que pudessem aprofundar os seus conhecimentos e ensinar na Escola Teológica, com os graus requeridos.
 
O intercâmbio entre Santo Anselmo e a Escola Teológica tornou-se frequente com a presença de renomados professores do Pontifício Ateneu Santo Anselmo, de Roma, que enriqueceram com seus cursos o ensino de teologia ministrado. Com o incentivo de D. Abade Inácio Barbosa Accioly, que governou o mosteiro de 1969 a 1992, muitos monges beneditinos do Mosteiro de São Bento da Bahia, em Salvador; Olinda, São Paulo e Garanhuns, passavam longos anos em nosso mosteiro para a formação filosófica e teológica. Também muitos outros da Argentina, Peru, Paraguai e também monges cistercienses provenientes dos diversos mosteiros do Brasil.
 
A partir de 1994 passou a ter um triênio filosófico seguido de um quadriênio teológico-pastoral. Em 1999, por decisão do Capítulo Geral da Congregação Beneditina do Brasil, teve início o processo de sua desvinculação, passando a ficar sob a jurisdição do próprio Mosteiro do Rio de Janeiro e passou a ter o nome de Instituto de Filosofia e Teologia do Mosteiro de São Bento. Em 1997 foi transferida para o espaço da antiga Escola Popular onde permaneceu até o ano de 2004, quando voltou ao prédio da Rua Dom Gerardo, nº 42, desta vez ocupando o sexto e o sétimo andar, ficando neste local até o ano de 2013. Esta mudança ocorreu devido à necessidade de adequar às exigências do Ministério da Educação, uma vez que, sob a direção de Dom Anselmo Chagas de Paiva, nomeado diretor em maio do ano 2000, teve início a elaboração do projeto para o reconhecimento dos cursos, visando oferecer aos alunos uma titulação válida em seus respectivos diplomas.
 
Com o reconhecimento junto ao Ministério da Educação passou então a ter o nome de Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro, com os cursos de Bacharelado em Teologia, Filosofia e Licenciatura em Filosofia.  Tendo em vista a necessidade de uma restauração no prédio da Rua Dom Gerardo, n. 42, sobretudo a sua fachada externa, no ano de 2013 a Faculdade de São Bento passa a ocupar o prédio da Rua Dom Gerardo, nº 64, onde permanece até os nossos dias.
 
Atualmente, a Faculdade de São Bento edita uma revista acadêmica com publicação semestral chamada “Coletânea”, e conta com a colaboração dos professores da própria instituição e de muitos outros importantes articulistas, fazendo, assim, um significativo intercâmbio cultural com outras revistas acadêmicas, oriundas de várias faculdades e universidades nacionais e estrangeiras.  Também conta com a oferta de Cursos de Pós-graduação em diversas áreas: Ciências da Religião; História Antiga e Medieval - Religião e Cultura; Filosofia Moderna e Contemporânea; História da Arte Sacra, Ensino Religioso e Teologia Espiritual.
 
Ao longo desses anos, muitos bispos foram formados pela então Escola Teológica da Congregação Beneditina do Brasil, e citamos apenas alguns: D. Clemente Isnard, OSB; Bispo emérito de Nova Friburgo (RJ); D. Gregório Paixão, OSB, Bispo Diocesano de Petrópolis (RJ); Dom Paulo Francisco Machado, Bispo de Uberlândia (MG); Dom Edmilson Amador Caetano, O.Cist, Bispo de Guarulhos (SP); Dom Tarcísio Nascentes dos Santos, Bispo de Duque de Caxias (RJ); Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, Bispo de Itacoatiara (AM).
 
Além dos professores monges: D. Anselmo Chagas de Paiva, D. Henrique de Gouvêa Coelho, D. Mauro Maia Fragoso, D. Basílio Silva, D. Policarpo Nascimento da Luz e D. Tomás Peres. A Faculdade de São Bento também conta com o auxílio de D. Jeremias Antônio de Jesus, Bispo Emérito de Guanhães (MG) e residente no Mosteiro de São Bento, que atualmente leciona algumas disciplinas de cunho pastoral, como homilética, Doutrina Social da Igreja e também catequética. Dom José Palmeiro Mendes atua como vice-diretor e responsável pela CPA.
 
A Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro tem por missão realizar-se como comunidade voltada para o conhecimento e a cultura, no rigor Filosófico/Teológico e na objetividade científica, sob a luz da fé cristã e na busca da verdade, promovendo a educação integral do ser humano através do ensino, da pesquisa e da extensão, formando profissionais competentes, habilitados ao pleno desempenho de suas funções.
 
D. Anselmo Chagas de Paiva, OSB
Diretor da Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro


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