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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 25/06/2021

25 de Junho de 2021

Dia de oração, reflexão e de ação de graças a Deus pela vida e missão de Dom Jaime

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25 de Junho de 2021

Dia de oração, reflexão e de ação de graças a Deus pela vida e missão de Dom Jaime

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21/02/2021 00:00
Por: Redação

Dia de oração, reflexão e de ação de graças a Deus pela vida e missão de Dom Jaime 0

Os 50 anos do falecimento do quarto arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Jaime de Barros Câmara, no dia 18 de fevereiro, foram marcados com missa na Catedral de São Sebastião, no Centro, que ele mesmo pensou e iniciou a construção, em 1964. Ele fez sua páscoa no Senhor em 1971, em Aparecida (SP), no mesmo dia que celebrava 25 anos de cardinalato, depois de 76 anos de vida, 51 de sacerdócio e 36 de episcopado e servindo à Arquidiocese do Rio durante 28 anos.

“Hoje é um dia de oração, reflexão e de ação de graças a Deus pela vida e missão de Dom Jaime de Barros Câmara. Um dia para afirmar que, passados 50 anos de sua morte, as sementes do Reino que ele plantou com muita dedicação por servir ao Senhor continuam dando frutos”, disse o arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, que presidiu a celebração.

“A Palavra de Deus nos diz que o trigo quando cai por terra e morre produz muitos frutos.

Agradecemos a Deus pela boa semente que Dom Jaime plantou, por todas as pessoas que ele atingiu com a sua missão. Agora, na eternidade, após concluir seus trabalhos, ele contempla a face de Deus”, disse Dom Orani, que celebrou a missa com o báculo usado por Dom Jaime, que faz parte do acervo do Museu Arquidiocesano de Arte Sacra, situado no subsolo da Catedral.

Entre os concelebrantes estavam o bispo auxiliar do Rio Dom Roque Costa Souza, os vigários episcopais dos Vicariatos Urbano, padre Wagner Toledo, e do Norte, padre Aldo de Souto Santos, o pároco da Catedral, cônego Cláudio dos Santos, e demais sacerdotes.

Legado de Dom Jaime
Na homilia, Dom Orani recordou a trajetória fecunda de Dom Jaime, destacando sua “dedicação pelas vocações que foram florescendo por onde passou”, de maneira particular no Rio de Janeiro, onde construiu um novo prédio para o seminário. Ainda no campo da formação, levou adiante o projeto das Faculdades Católicas iniciado por Dom Sebastião Leme, que no seu governo tornou-a Pontifícia Universidade Católica, a PUC-Rio.
“Dom Jaime viveu pobre e serviu aos pobres. No consistório, perguntou ao Santo Padre se podia como cardeal continuar a visitar as favelas e subir os morros. Era o bom pastor que gostava de sentir o cheiro das ovelhas. Para melhor atender o povo de Deus que ele conhecia, com suas necessidades, através das visitas pastorais que realizava, criou 114 paróquias e ordenou dezenas de sacerdotes”, disse.

Dom Orani recordou ainda que a “Vida Consagrada merece um a capítulo à parte no legado deixado por Dom Jaime, pois no seu governo foram fundadas congregações que permanecem até hoje”, como as irmãs de Nossa Senhora de Belém, de Nossa Senhora do Bom Conselho e as Carmelitas do Carmelo São José, em Jacarepaguá.

O arcebispo destacou que Dom Jaime foi uma “referência para a Igreja no Brasil e da América Latina” ao ser presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), e por organizar o 36º Congresso Eucarístico Internacional, no Rio de Janeiro, o primeiro e único realizado no Brasil. Também “soube dialogar com as realidades sociais da cidade e do país, levando adiante a missão, sendo uma presença marcante diante das crises dos governos, em especial a de 1964, já que o Rio era a capital federal”.

Homem de Deus
Dom Orani dividiu sua homilia com o bispo auxiliar emérito Dom Assis Lopes, que conviveu com ele como seminarista, ouviu suas catequeses e sermões, e por ele foi ordenado sacerdote.

“Dom Jaime era um homem de Deus, de vida de oração. Gostava de ir ao seminário quase todos os dias. Muitas vezes entrava na sala e pedia licença ao professor, e ele mesmo dava  aula. Estava ali o pastor dando catequese aos seus futuros padres. Era o catequista da arquidiocese. Após presidir uma ordenação sacerdotal, se ajoelhava, beijava as mãos do padre, pedia bênção. Deus já deu a recompensa a esse pastor que veio colocar fogo no mundo, como diz seu lema, e deixou saudades por sua fidelidade à Igreja”, contou Dom Assis.

“Quando venho à cripta da Catedral, peço a Deus pelos meus formadores aqui sepultados. Além de Dom Jaime, a quem tive a felicidade da convivência, também por meus reitores, Dom João d'Ávila Moreira Lima e Dom Narbal da Costa Stencel. É uma forma de agradecer a minha formação, o tempo de seminário, por tudo o que eles me ensinaram”, concluiu Dom Assis.
 
Homenagem
No final da celebração, o vigário paroquial da Basílica da Imaculada Conceição, em Botafogo, padre Eraldo de Souza Leão Filho, professor de história da Igreja, recordou o legado deixado por Dom Jaime para que a Igreja pudesse dar o seu testemunho em meio à sociedade da época.

Em seguida, na companhia dos concelebrantes e do povo de Deus, Dom Orani rezou e fez uma homenagem a Dom Jaime, depositando flores no túmulo em que está sepultado.

“A Catedral de São Sebastião, onde celebramos, foi pensada e planejada por Dom Jaime, e começou a ser construída em 1964, sete anos antes de ele morrer. Ele foi um pastor que plantou e fez brotar, pela graça de Deus, muitos frutos. A sua vida e seguimento de Jesus é um grande sinal e um convite para que nós possamos continuar nestes tempos complexos com o mesmo vigor, determinação e alegria de servir a Deus e aos irmãos”, concluiu Dom Orani.
 
Carlos Moioli



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