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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 28/11/2020

28 de Novembro de 2020

Pastoral Afro-brasileira, um dom de Deus em nossa Igreja

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28 de Novembro de 2020

Pastoral Afro-brasileira, um dom de Deus em nossa Igreja

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20/11/2020 17:16
Por: Redação

Pastoral Afro-brasileira, um dom de Deus em nossa Igreja 0

A Pastoral Afro-brasileira faz parte das pastorais sociais específicas. Integra, portanto, a comissão para o Serviço da Caridade, de Justiça e da Paz, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A missão das pastorais sociais é a mesma de Jesus o Bom Pastor, que dá a vida pelas ovelhas, recordando-nos do “convite à responsabilidade, sob forma de empenho direto, de quem se sente parte do mesmo destino” (cf. Fratelli Tutti, Papa Francisco).

O Documento de Aparecida incentiva as dioceses, paróquias e comunidades a organizarem pastorais sociais, inclusive a Pastoral Afro-brasileira, estando em sintonia com os sentimentos de São João Paulo II: “Sei que a vida de muitos afro-americanos nos diversos países não está isenta de dificuldades e problemas. A Igreja, bem consciente disto, compartilha os vossos sofrimentos e acompanha-vos e apoia-vos nas vossas legítimas aspirações a uma vida mais justa e digna para todos”.

A Arquidiocese do Rio de Janeiro realiza, junto à Pastoral Afro, um grande e belo trabalho não somente religioso, mas social, buscando despertar as consciências para as reais necessidades da população afro-brasileira em nossa cidade. Temos uma grande expressão negra em nossa cidade e em nossa arquidiocese, por exemplo, o expressivo número de vocações sacerdotais negras. Bispos, padres, religiosos e religiosas são afro-brasileiros, tanto na sua cor quanto na sua genealogia. Aqui agradecemos a Dom Roque Costa Souza e ao padre Wilson Cosmo de Souza Júnior, assessores de nossa pastoral.

Em todas as atividades realizadas pela Pastoral Afro, destacamos dois pontos muito importantes e que delineiam toda a sua ação pastoral: a valorização das características dos afro-brasileiros, ajudando-os a compreender que possuem bons motivos para alegrarem-se de serem quem são; a promoção da união que não isola ninguém, buscando trabalhar juntos por uma sociedade melhor.

Vinculada ao Vicariato para a Caridade Social e organizada a seis anos, a Pastoral Afro-Brasileira possui em nossa arquidiocese oito grupos instituídos e divididos em cinco vicariatos. Somos organizados em oito grupos que se reúnem periodicamente. Cada grupo tem características diferentes que funcionam de acordo com a realidade da sua região. Trabalhamos em paróquias e desenvolvemos atividades religiosas, socioculturais e sociopolíticas.

Durante o ano, algumas atividades são realizadas em nossa arquidiocese, buscando ser uma expressão concreta da responsabilidade da Igreja com esta necessidade. Ao menos quatro vezes no ano ocorrem encontros de formação, reunindo os diversos grupos, com temas como: o negro na Bíblia, reflexões sobre os documentos da Igreja e reflexões sobre as questões sociais que envolvem a população negra. Também na programação anual são incluídos encontros com professores para a implantação da Lei 10.639. Neste sentido há um trabalho que ocorre em diversas escolas com palestras com alunos, abordando a história do negro.

Quando falamos do âmbito sociopolítico, vemos uma profunda preocupação com a realidade social que estamos inseridos. Neste sentido, dentre as diversas atuações dos membros nos vários movimentos sociais, a Pastoral Afro-RJ participa anualmente da caminhada pela liberdade religiosa e da caminhada da mulher negra. No mês da Consciência Negra é realizada uma série de eventos on-line, refletindo sobre temas específicos a nós.
No âmbito sociocultural, são realizadas palestras em espaços culturais, como rodas de samba, rodas de jongo e rodas de dança com temática religiosa (Grupo Mariana em homenagem a Maria). Frequentemente ocorre o Cineclube, no qual discutimos vídeos com a temática afro. Elaboramos vídeos sobre mulheres negras, comemorando o Mês da Mulher Negra.

Para colaborar com a unidade nas paróquias, os membros da Pastoral Afro frequentam também outras pastorais, em conjunto com outros grupos, como catequese, vicentinos, Pastoral da Criança e outras. E mesmo mantendo todos protocolos de segurança por causa da Covid-19, em conjunto com os vicentinos entregamos bolsas a pessoas com mais necessidades em Bangu e Santa Cruz.

Neste ano de 2020, a Pastoral Afro-Brasileira (Pab-RJ), na Arquidiocese do Rio de Janeiro, organizou uma série de eventos no Mês da Consciência Negra, cujo dia é comemorado em 20 de novembro, como uma forma de chamar à reflexão sobre as condições de injustiça e desigualdade que afetam esse importante segmento da sociedade brasileira. Já é uma tradição.

A comemoração sempre tem sua abertura no primeiro sábado de novembro, com romaria e missa na Basílica Nacional de Nossa Senhora de Aparecida, em Aparecida (SP). Neste ano, a abertura da 24ª Romaria das Comunidades Negras aconteceu no dia 7 de novembro, sob a presidência do bispo animador da pastoral, Dom Zanoni Demettino Castro. Em vista da pandemia, a romaria aconteceu majoritariamente de modo on-line, porém, de forma vibrante, festiva e alegre.

A primeira comemoração deste mês dedicado à consciência negra foi realizada no dia 8 de novembro, na Paróquia Menino Jesus de Praga, na Vila Aliança, em Bangu, tendo como destaque a exposição dos santos e santas negros. “Nossa Igreja precisa dar visibilidade aos santos e santas negros que assumindo a vivência profunda do Evangelho, se tornaram uma referência para toda Igreja e para a comunidade negra”, disse a coordenadora paroquial, Anazir de Oliveira.

Outra palestra realizada aconteceu no dia 13 de novembro, na Paróquia São Sebastião, em Parada de Lucas, e foi fundamentada nas “Primeiras impressões sobre a Carta Encíclica 'Fratelli Tutti', baseada na fraternidade e amizade social.

Também a nível nacional, além da romaria anual, a cada três anos ocorre o CONENC (Congresso Nacional das Entidades Negras Católicas), cujo o objetivo é formar as diversas lideranças.

A Pastoral Afro tem também a sua expressão a nível internacional. A cada três anos acontece o EPA (Encontro de Pastoral Afro-Americana e Caribenha) - Celam. O último aconteceu em Cáli com a participação de três representantes. Este ano, devido à necessidade do distanciamento, nossas atividades foram modificadas, e passamos a realizar encontros virtuais, refletindo temas como o Evangelho e as Cartas Paulinas.
A Pastoral Afro-Brasileira, de modo especial em nossa arquidiocese, é uma forte presença contra toda realidade que possa ferir a dignidade humana, especialmente contra a população negra – “nos envergonham as expressões de racismo, demonstrando assim que os supostos avanços da sociedade não são assim tão reais nem estão garantidos de uma vez por todas” (Papa Francisco, Fratelli Tutti).

Expressar visivelmente por meio das diversas iniciativas apresentadas pela Pastoral Afro acima é uma forma de criar consciência que “somos membros uns dos outros” (Papa Francisco), responsáveis por nossos irmãos, recordando a “dignidade inalienável de toda a pessoa humana, independentemente da sua origem, cor ou religião, e a lei suprema do amor fraterno” (Papa Francisco, Fratelli Tutti).

Cecília Maria Costa da Silva
Pastoral Afro-Brasileira da Arquidiocese do Rio de Janeiro






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