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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 28/11/2020

28 de Novembro de 2020

Projeto ‘Estudo Bíblico’ Livros do Novo Testamento (34)

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28 de Novembro de 2020

Projeto ‘Estudo Bíblico’ Livros do Novo Testamento (34)

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31/10/2020 00:24
Por: Redação

Projeto ‘Estudo Bíblico’ Livros do Novo Testamento (34) 0

Neste artigo prossegue-se na exposição acerca do sentido bíblico-teológico dos evangelhos. Estes quatro textos lapidares são as colunas de toda a Sagrada Escritura, proporcionalmente (infinitamente superiores) à importância do Pentateuco para o Antigo Testamento.

Nos evangelhos existem vários filões literários, verdadeiros compartimentos sobre a vida e o conhecimento trazidos por Cristo. Eles podem ser visitados a partir da elaboração de algumas perguntas: Quem é este Homem?

A este compartimento dos evangelhos nós chamamos de ‘cristologia’ (conhecimento de Cristo).

Quem são estes homens, os Doze, os discípulos, as mulheres, os curados, os pobres? A este compartimento chamamos de ‘Eclesiologia’ (conhecimento da Igreja).

Quem é esta pomba, este vento, estas línguas de fogo, este testemunhador da verdade? A estes dados chamamos de pneumatologia (a ciência do EspíritoSanto).

Que gestos e palavras são estes que os discípulos experimentam como forma de participar da ação de Jesus (milagres, sofrimentos, pregação)? A isto nós chamamos de missiologia (ciência da missão cristã).

Que futuro novo é este que nasce nas palavras e gestos do Ressuscitado? A este tempo novo nós chamamos de escatologia (ciência das coisas definitivamente redimidas).

E quem é esta Mulher tão grande e silenciosa que percorre toda a vida de Jesus, de Belém a Pentecostes? Esta é a Mariologia (o conhecimento da Mãe de Cristo).

Em cada evangelho Cristo revela uma face definitiva da múltipla Revelação de Deus, sua Verdade mais definitiva e a mais decisiva para nós (soteriologia = Salvação).

Ele se fez letra, papel e tinta’ para que não o esquecêssemos e, mais ainda, para que a cada ‘leitura’ nos tornássemos o que somos e soubéssemos tratar a Deus, como Pai e aos outros como irmãos! E à terra como criação nova (ecossistema da Vida!).
 
 
            GÊNERO EVANGELHO
A santa mãe Igreja defendeu e defende firme e constantemente que estes quatro evangelhos, cuja historicidade afirma sem hesitação, transmitem fielmente as coisas que Jesus, Filho de Deus. durante a sua vida terrena, realmente operou e ensinou para salvação eterna dos homens, até ao dia em que subiu ao céu (cfr. Act. 1. 1-2). Na verdade, após a ascensão do Senhor, os Apóstolos transmitiram aos seus ouvintes, com aquela compreensão mais plena de que eles, instruídos pelos acontecimentos gloriosos de Cristo e iluminados pelo Espírito de verdade (2) gozavam (3), as coisas que Ele tinha dito e feito. Os autores sagrados, porém, escreveram os quatro evangelhos, escolhendo algumas coisas entre as muitas transmitidas por palavra ou por escrito, sintetizando umas, desenvolvendo outras, segundo o estado das igrejas, conservando, finalmente, o carácter de pregação, mas sempre de maneira a comunicar-nos coisas autênticas e verdadeiras acerca de Jesus (4). Com efeito, quer relatassem aquilo de que se lembravam e recordavam, quer se baseassem no testemunho daqueles «que desde o princípio foram testemunhas oculares e ministros da palavra», fizeram-no sempre com intenção de que conheçamos a «verdade» das coisas a respeito das quais fomos instruídos -Lc. 1, 2-4 (DV 19).
Denomina-se ‘Evangelho’ a um gênero literário de escritos do Novo Testamento que tem apenas quatro exemplares na literatura universal: os Evangelhos segundo de São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João.

Na cronologia dos Escritos do Novo Testamento, com a morte dos Apóstolos e o fim de sua pregação oral, este gênero de escritos apareceu depois das cartas autênticas de Paulo e propôs-se transmitir fatos e palavras da vida de Jesus de Nazaré, que as cartas não tinham referido.

Muitos empreenderam compor uma história dos acontecimentos que se realizaram entre nós, como no-los transmitiram aqueles que foram desde o princípio testemunhas oculares e que se tornaram ministros da palavra. Também a mim me pareceu bem, depois de haver diligentemente investigado tudo desde o princípio, escrevê-los para ti segundo a ordem, excelentíssimo Teófilo, para que conheças a solidez daqueles ensinamentos que tens recebido (Lc 1, 1-4).

Os evangelhos transmitem-nos fatos históricos (Dv 19), mas não de maneira "fria" e "isenta", à maneira da historiografia moderna; os fatos e as palavras de Jesus são contextualizados pela Experiência da Fé Apostólica das Comunidades da primeira geração cristã, entre os anos 30 e 70 d.C.
 


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