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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 28/11/2020

28 de Novembro de 2020

'O exercício da missão num hospital é semelhante a uma escola, cada dia com seu aprendizado’

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28 de Novembro de 2020

'O exercício da missão num hospital é semelhante a uma escola, cada dia com seu aprendizado’

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18/10/2020 23:15
Por: Redação

'O exercício da missão num hospital é semelhante a uma escola, cada dia com seu aprendizado’ 0

“Nos últimos tempos, assistimos os homens preocupados em desenvolver armas químicas mais potentes do que bomba atômica para matar os homens e destruir nações. Também há os que dizem: ‘se temos a medicina, porque Deus?’ Entretanto, o inimigo – a pandemia da Covid-19 – chegou e encontrou a humanidade desarmada. E agora?”, interrogou o capelão do Hospital Federal de Bonsucesso, padre Vicente Freitas da Silva.

Desde o início da pandemia, padre Vicente acompanha o esforço e as dificuldades dos profissionais da saúde que sofrem com a incerteza e a impotência diante dessa situação. Contou que eles se esforçam para ver os pacientes curados, mas nem tudo podem fazer. Apenas cuidam, e isso fazem muito bem.
“Muitos deles, até do pessoal de apoio, chegaram a perder a vida no exercício da missão. Os pacientes, embora bem cuidados, são medicados com remédios paliativos porque ainda não existe uma vacina contra o vírus. Eles são internados, muitos entubados, e quando ficam bons, recebem alta, mas muitas vezes os médicos não sabem como foram curados”, disse.

Padre Vicente, que começou a exercer o ministério ainda como diácono permanente na Capela Nossa Senhora das Graças, situada no complexo do próprio hospital, na zona norte da cidade, contou que no tempo crítico da pandemia acompanhou não os profissionais de saúde, inclusive médicos, mas também o sofrimento das famílias que tinham pacientes internados.

“Meu campo de missão ficou restrito. Também fui impedido de fazer visitas nos leitos, de acordo com os protocolos de segurança, assim como os 34 agentes da Pastoral da Saúde que fazem parte da minha equipe. Porém, com todas as precauções, não deixei de celebrar nem um só dia, de fazer atendimento pessoal e de ouvir confissões. Acompanhei a aflição das famílias pela falta de contato com os familiares internados”, disse.

Todas as dependências do hospital foram fechadas, e com muito mais restrições de acesso a ala dos contaminados pelo vírus. As famílias só tinham informações por telefone e em horário especificado. Mas, a capela permaneceu aberta das 6h às 17h, e, às 18h, com as portas fechadas, conforme determinação da Arquidiocese do Rio, concluía o plantão com a celebração eucarística.

Padre Vicente disse de sua alegria pela missão, que não tem uma comunidade paroquial, mas o que não lhe falta é uma comunidade de fiéis. Destacou a fé do povo, que é acolhido por pacientes de todas as religiões. “Todos me aceitam”. E chegou até a ministrar, a pedido, o Sacramento da Unção dos Enfermos para evangélicos.

“A pandemia, mais que ter me proporcionado o aumento da minha fé, confirmou o que sempre acreditei e esperei de Deus. Tenho visto a sede que o povo tem de Deus. Uma fé fervorosa. No dia a dia, vejo a ação de Deus permanente no meio de nós, e tudo isso é muito importante para fortalecer a nossa fé e confirmar nosso chamado para o sacerdócio”, salientou.

Padre Vicente acrescentou que o “exercício da missão num hospital é semelhante a uma escola, cada dia com seu aprendizado. É um seminário permanente. Cada pessoa é diferente uma da outro, e cada uma tem a sua necessidade”. Destacou que não tem como se preparar, de pensar em falar isso ou aquilo, mas primeiro que é preciso ouvir para depois ajustar o que dizer para cada situação. “Mas todas as respostas eu encontro diante do Santíssimo Sacramento, nas vigílias que faço de manhã e à noite”, concluiu.

Carlos Moioli


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