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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/09/2020

23 de Setembro de 2020

Projeto ‘Estudo Bíblico’ Livros do Novo Testamento (28)

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23 de Setembro de 2020

Projeto ‘Estudo Bíblico’ Livros do Novo Testamento (28)

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16/09/2020 18:01
Por: Redação

Projeto ‘Estudo Bíblico’ Livros do Novo Testamento (28) 0

Projeto ‘Estudo Bíblico’
Livros do Novo Testamento (28)
           
Neste artigo, o panorama da literatura canônica é exposto como forma de nos aproximando da ‘realidade’ material (economia, cultura religiosa, geografia) dos hagiógrafos e antigos destinatários, extrairmos com fidelidade sua Mensagem Divina e eterna.
 
A RELIGIÃO NA PALESTINA DE JESUS
Muitas religiões e cultos pagãos fervilhavam pelo império, que gozavam de uma relativa liberdade de culto e de proselitismo. Neste horizonte de paganismo e isso queria dizer, politeísmo, o cristinismo antigo começava a florescer.
As religiões romanas primitivas modificaram-se não só pela incorporação das novas crenças em épocas posteriores, como também pela assimilação de grande parte da mitologia grega.

O ritual romano diferencia claramente dois tipos de deuses, os indigetes e os novensides ou novensides.
Os indigetes eram os deuses nacionais protetores do Estado e os títulos dos primeiros sacerdotes. As festividades fixas do calendário indicavam seus nomes e natureza; trinta desses deuses eram venerados em festivais especiais.

Os novensides foram divindades posteriores, cujos cultos foram introduzidos no período histórico.
As primeiras divindades romanas incluíam, além dos indigetes, uma série de deuses, cada um dos quais protegia uma atividade humana e tinha seu nome invocado quando tal atividade era exercida. Assim, por exemplo, Jano e Vesta guardavam, respectivamente, a porta e o lar; os Lares protegiam o campo e a casa; Pales, os rebanhos; Saturno, a semeadura; Ceres, o crescimento dos cereais; Pomona, os frutos; e Consus e Ops, as colheitas.

OS TEMPLOS DE JERUSALÉM
Já na Palestina de Jesus, o Templo de Jerusalém[1] concentrava as principais instituições judaicas. Israel construiu dois templos. O primeiro no período de Salomão (IX se. A.C) e o segundo, depois do exílio da Babilônia (após o IV séc. a.C), que será destruído em 70 d.C pelos Romanos e nunca mais será reedificado, finalizado por Herodes no tempo de Jesus.
O Templo de Jerusalém situava-se no cume do Monte Moriá (também chamado Monte do Templo), no leste de Jerusalém.
 
De acordo com a Torá (a Bíblia hebraica), o primeiro templo foi construído no local onde Abraão  havia oferecido Isaque como sacrifício.
O Templo foi construído durante o reinado de Salomão, utilizando o material que havia sido acumulado em grande abundância por seu pai e antecessor, o Rei Davi. Foi saqueado várias vezes e acabou por ser totalmente incendiado e destruído por Nabucodonosor II, que levou todos seus tesouros para a Babilônia.

O segundo Templo foi reconstruído após o retorno do cativeiro na Babilônia, sob orientação de Zorobabel. O Templo começou com um altar, feito no local onde havia o antigo templo, e suas fundações foram lançadas em 535 a.C. Sua construção foi interrompida durante o reinado de Ciro, e retomada em 521 a.C., no segundo ano de Dario I. O templo foi consagrado em 516 a.C.

Diferentemente do primeiro templo, este Templo não tinha a Arca da Aliança, o Urim e Tumim, o óleo sagrado, o fogo sagrado, as tábuas dos Dez Mandamentos, os vasos com Maná nem o cajado de Aarão. A novidade deste templo é que havia, na sua corte exterior, uma área para prosélitos que eram adoradores de Deus, mas sem se submeter às leis do judaísmo.

Nos 500 anos desde o retorno, o templo havia sofrido bastante com o desgaste natural e com os ataques de exércitos inimigos. Herodes, querendo ganhar o apoio dos judeus, propôs restaurá-lo. As obras iniciaram-se em 19 a.C., e terminaram em 27 d.C,
Era o centro religioso, o lugar de Deus, do sacerdócio, das festas nacionais; mas também onde as pessoas ligadas ao culto exerciam o poder político[2].

Todo o varão judeu adulto pagava uma dracma[3] por ano de imposto ao templo. Isso transformava o Templo no centro econômico do povo de Deus.
 
A Sinagoga era a instituição religiosa mais importante depois do Templo, aonde todo o bom judeu acudia, cada sábado. O próprio Jesus frequentava a Sinagoga (Lc 4,16-38).
Lugar sagrado de proclamação da Torah e dos sacrifícios cultuais, purificações e oferendas (votos), também servia de escola e centro de cultura.
 

[1] O Templo era o lugar do encontro com Deus através da oração e, principalmente, dos sacrifícios; era o símbolo da proteção divina sobre o seu povo, da presença do Senhor sempre disposto a escutar as petições e a socorrer aqueles que O invocavam na necessidade.

[2]http://www.morasha.com.br/leis-costumes-e-tradicoes/o-templo-de-jerusalem.html

[3]O dracma grego foi uma moeda muito influente durante a antiguidade. Por mais que o Império Grego já tivesse perdido sua força no tempo de Jesus, a moeda continuava a ser muito conhecida pelo povo. Confira algumas passagens em que o dracma é citado: “Qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a achar?” Lucas 15:8. Cf. https://jafetnumismatica.com.br/moedas-biblicas/



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