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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 28/11/2020

28 de Novembro de 2020

Projeto ‘Estudo Bíblico’ Livros do Novo Testamento (27)

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28 de Novembro de 2020

Projeto ‘Estudo Bíblico’ Livros do Novo Testamento (27)

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07/09/2020 18:07
Por: Redação

Projeto ‘Estudo Bíblico’ Livros do Novo Testamento (27) 0

Neste artigo a viagem pelos percursos religiosos que caracterizam a literatura canônica e que os contextualizam deve prosseguir, em vista da melhor compreensão da mensagem divina e humana destes textos.
 
ESTRUTURA ECONÔMICA
A Palestina, pequeno território junto do deserto, contava pouco na economia do Império. No entanto, interessa saber algo de sua identidade, para compreender as referências que lemos nos evangelhos utilizadas por Jesus, sobretudo nas parábolas.

Trata-se de um território agrícola, de clima e cultura mediterrâneas: com a produção de trigo, cevada, figueira, oliveira, videira, além do pastoreio de gado de pequeno porte (ovelhas e cabras). No cotidiano das pequenas cidades e dos povoados desenvolvia-se uma pequena indústria e o comércio
O Oriente Médio – e particularmente a Palestina – exerceu uma permanente atração sobre diferentes dominadores ao longo da história. Ora por motivos econômicos, ora políticos ou apenas estratégicos, assírios(733 a.C.), babilônios (588 a.C.), persas (539 a.C.), ptolomeus (323 a.C.) e selêucidas (198 a.C.) se assenhorearam, depredaram e deixaram suas marcas na Palestina. Mas nada se igualou às consequências da dominação romana e às dimensões da resistência desencadeada contra ela, documentadas por Flávio Josefo (37-100 d.C.) em sua obra "A Guerra Judaica"[1].
–––
A economia desta região inseria-se dentro de uma cenário político de uma sucessão infinda de dominação estrangeira, portanto, uma economia doméstica discreta e pobre, com acento na exportação, forma de tributo vassalo a estas nações:
Desde o ano 722 antes de Cristo, o país onde vivia o povo de Israel estava dominado por nações estrangeiras. A partir do ano 63 a.C, este domínio passou a ser feito pelos romanos. Roma era a maior potência política e econômica daquela época. Em 63 a.C, um general de nome Pompeu conquistou a Palestina, que desde então passou a fazer parte do império romano. A palestina funcionava como uma província semiautônoma, pois as autoridades locais foram mantidas[2].
 
A política de taxação e cobrança de impostos, juntamente com o leiloamento do cargo de sumo sacerdócio, aparece como conflito central tanto na revolta dos macabeus, quanto na revolta contra Roma, uma vez que estimularam a cobiça por meio do enriquecimento fácil por parte da elite judaica, principalmente representada pela classe sacerdotal.

A Palestina romana recebe seus dominadores a moeda e, além disso, sofre a presença das Forças Armadas. Como os povos dominados pelos romanos, os judeus estavam obrigados para com o imperador pelo juramento de fidelidade e pelos tributos.

O primeiro, em vista da autonomia reconhecida aos hebreus quanto à religião, não ia além de um obséquio civil, mas os segundos subordinavam realmente a Palestina aos interesses do império.

O que dizia respeito aos impostos diretos era determinado com base no recenseamento. Quanto à arrecadação o procurador providenciava através de funcionários de estado locais recrutados; além dos impostos pelos bens imóveis, exigia-se de todos indistintamente o tributo pessoal ao qual estavam obrigados todos os de maior idade (Mc 12,14):

Aproximaram-se dele e disseram-lhe: “Mestre, sabemos que és sincero e que não lisonjeias a ninguém; porque não olhas para as aparências dos homens, mas ensinas o caminho de Deus segundo a verdade. É permitido que se pague o imposto a César ou não? Devemos ou não pagá-lo?.
A arrecadação dos principais tributos indiretos, ao invés era dada mediante contrato a privados (publicanos), aos quais se encarregavam diretamente da sua arrecadação.

A autoridade romana garantia os arrecadadores de impostos contra o povo, mas ninguém garantia o povo contra as arbitrariedades deles:
Partindo dali, Jesus viu um homem chamado Mateus, que estava sentado no posto do pagamento das taxas. Disse-lhe: “Segue-Me”. O homem levantou-se e O seguiu. Como Jesus estivesse à mesa na casa desse homem, numerosos publicanos e pecadores vieram e sentaram-se com ele e seus discípulos. Vendo isso, os fariseus disseram aos discípulos: “Por que come vosso Mestre com os publicanos e com os pecadores?”(Mt 9, 9-11).


[1]
ROCHA, I. E. Dominadores e dominados na Palestinado século I. história, São Paulo, 23 (1-2): 2004, p. 239-258. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/his/v23n1-2/a12v2312. Acesso 25/08/20.

[2]Situação Política e Religiosa da Palestina na Época de Jesus Cristo Disponível em: https://www.a12.com/redacaoa12/historia-da-igreja/a-palestina-no-tempo-de-jesusAcesso 25/08/20.

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