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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 25/09/2020

25 de Setembro de 2020

Afonso, um santo além do seu tempo!

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Afonso, um santo além do seu tempo!

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01/08/2020 03:22
Por: Redação

Afonso, um santo além do seu tempo! 0

Afonso nasceu em Marianella, perto de Nápoles, cujo “mapa múndi da Itália” é semelhante a uma “bota de viajante”, onde aprendeu música, pintura, Direito Civil e Eclesiástico, o qual também foi missionário em várias situações pastorais, escritor de obras espirituais e teológicas, fundador da Congregação Redentorista, moralista e bispo da Igreja, servindo-se do seu conhecimento para elevação da dignidade humana, ferida pelos sistemas opressores em nível social e religioso.

Ele foi profundamente marcado pelos seus pais, Dona Ana Cavaliere, piedosa e brisa suave, e Dom José Giuseppe, capitão da Marinha Real e de temperamento fortíssimo, repercutindo em sua visão de mundo. Afonso ao buscar um Deus tão próximo deparava-se com esses dois modelos entronizadas nele, a mãe e pai: “do devocionismo materno e rigidez paterna”.  Teve, portanto, de pacificar esse conflito interior, sobretudo na juventude reconciliou-se consigo e com seu pai para redescobrir a imagem de um Deus, Senhor e Mestre, Irmão e Pai, menos vingativo e punitivo, bem além de todas as coisas criadas e projetadas em sua realização pessoal.

Afonso ao integrar essa dualidade encontrou forças em Deus para promover a família e a sociedade, através da passagem de crise de consciência para o seguimento seguro, sereno e equilibrado ao Cristo, o Redentor. Consequentemente, rompeu a hipocrisia social, abandonando uma vida de falsidade e aparência. Frustrou-se com a justiça manipulada pelo poder econômico, posto acima da lei. Converteu seus fracassos e sucessos no aperfeiçoamento dos seus dons artísticos e espirituais. Renunciou ao seu “espadim de nobre”, tomando para si a proteção de Nossa Senhora das Mercês. 

Assim, amadurecido e provado, Afonso pôde atravessar “descalço” muitas outras tempestades do seu tempo, e entre elas desenvolveu seu trabalho missionário junto aos mais abandonados via as três facetas do Redentor: no presépio, onde amor procura simplicidade; na Eucaristia, na qual amor procura união; na cruz, onde amor procura oblação. Visitou incansavelmente o Hospital dos Incuráveis, onde muitos doentes ficavam esquecidos, reencontrando neles o amor verdadeiro de Deus. Deixou Nápoles para trás, onde praticamente existiam seis padres para cada família rica, indo viver nas periferias existenciais e geográficas junto aos mais abandonados.

Afonso sob a régia do Concílio de Trento rompeu com a corrente dos “jansenistas” que propagava uma fé fria e racionalista, de puro conformismo com o sofrimento e acontecimentos da vida, enfatizando-se excessivamente a culpa e o pecado. Propôs a proximidade pastoral com as pessoas e santidade ao alcance de todos, não somente aos religiosos, padres e bispos, como forma dos leigos viverem a radicalização do Batismo no concreto e existencial. Incentivou a comunhão diária, caridade com os pobres e oração mental como maneira segura de santificar-se, purificar-se, domar os impulsos carnais e pacificar os afetos, para servir livre e desapegadamente a Deus e ao próximo. 

Enfim, Afonso por meio de suas obras e trabalhos pastorais nos ensinou que temos um Deus próximo, incentivador da volta ao primeiro amor, nunca castigador e incapaz de virar seu rosto para nós, muito menos de nos olhar com raiva e frieza, porque Ele é um Deus que sempre nos ama e perdoa, prezando sempre pela vida acima dos interesses econômicos e ideológicos em defesa dos pobres. 

Padre José Geraldo de Souza, C.Ss.R., reitor da Igreja Santo Afonso



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