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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 06/08/2020

06 de Agosto de 2020

‘Pedimos a Deus por Dom Eugenio, ele que conhece bem essas terras por onde caminhou e serviu, também possa nos ajudar nesses tempos tão difíceis’

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06 de Agosto de 2020

‘Pedimos a Deus por Dom Eugenio, ele que conhece bem essas terras por onde caminhou e serviu, também possa nos ajudar nesses tempos tão difíceis’

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12/07/2020 16:16
Por: Redação

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‘Pedimos a Deus por Dom Eugenio, ele que conhece bem essas terras por onde caminhou e serviu, também possa nos ajudar nesses tempos tão difíceis’

O arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, presidiu missa em sufrágio da alma do Cardeal Eugenio de Araujo Sales, no oitavo ano de sua páscoa, o nascimento para a vida eterna.

A celebração foi realizada no dia 9 de julho, às 12h, na Cripta da Catedral de São Sebastião, no Centro, e contou com a presença de bispos auxiliares e eméritos, e sacerdotes.

Os fiéis que conviveram e serviram juntamente com Dom Eugenio também estiveram presentes. Porém, foi necessário fazer uma inscrição prévia, uma vez que a capacidade da cripta foi reduzida, respeitando as regras vigentes da pandemia da Covid-19.

Dom Orani iniciou a celebração bendizendo a Deus pela vida e pela missão de Dom Eugenio.
“Agradecemos ao Senhor por esse pastor que gastou a própria vida pelo povo de Deus, pela missão que desempenhou para a Igreja no Brasil, mas, de maneira especial, no Rio de Janeiro. Pedimos ao Senhor para que ele possa contemplar a visão beatífica, as alegrias eternas”, destacou.
Dom Orani ainda enfatizou que aproveitou a oportunidade para a criação do Fundo Sacerdotal Cardeal Sales, bem como do Vicariato Episcopal para a Cultura.

“Dom Eugenio trabalhou pela promoção das vocações de forma muito intensa. O Fundo Sacerdotal a ele dedicado é o meio pelo qual conseguiremos arrecadar fundos para os estudos eclesiásticos. Entusiasta da cultura, Dom Eugenio incentivou a criação do Pontifício Conselho para a Cultura, nos tempos do pontificado de São João Paulo II. Diante das necessidades, chegou o tempo de criar em nossa arquidiocese o Vicariato para a Cultura, a fim de que possamos manter um diálogo com a sociedade”, explicou.

Na homilia, o arcebispo do Rio recordou a missão daquele que, por mais de 30 anos, doou a própria vida em benefício do povo carioca.
“Passados oito anos do falecimento de Dom Eugenio, vemos que ele foi alguém que teve como lema 'Gastar a vida pelo Evangelho'. Temos a certeza de que ele gastou a própria vida pela causa do Reino”, disse.

O arcebispo convidou a assembleia a interceder por Dom Eugenio, mas também a rogar pela intercessão dele junto a Deus.
“Ao celebrar essa Eucaristia, temos a certeza de que a vida não termina na morte. Rezamos por alguém que está vivo, que partiu, mas nos ensinou e viveu em Cristo, para que ele esteja contemplando a glória de Deus, nascendo para a vida eterna. Ao mesmo tempo, pedimos a Deus por Dom Eugenio, ele que conhece bem essas terras por onde caminhou e serviu, também possa nos ajudar nesses tempos tão difíceis”, completou.
Segundo Dom Orani, o amor a Cristo e à Igreja foi uma marca fundamental na vida e no episcopado do Cardeal Sales.

“Seja como padre, bispo ou cardeal, Dom Eugenio amou a Igreja. Ele não procurou outra direção. O amar e servir marcou desde a sua fidelidade ao Santo Padre à preocupação com a Igreja no Brasil, bem como nesta cidade. Ainda assim, ele sofreu perseguições, incompreensões e dificuldades, tal como todo profeta”, acrescentou.

De acordo com o arcebispo, as questões sociais também foram um marco no episcopado de Dom Eugenio.
“Ele sempre esteve preocupado com as questões sociais, desde a educação básica, com a alfabetização através das emissoras de rádio, no Nordeste, a Campanha da Fraternidade, as comunidades de base, a Pastoral do Menor, o Banco da Providência, além de muitos outros, como com relação aos perseguidos políticos”, afirmou.

Outro ponto relevante foram as vocações sacerdotais e religiosas.
“Vendo as necessidades paroquiais do Rio, Dom Eugenio colocou as religiosas à frente da administração de paróquias, e os padres, vindo de outras comunidades paroquiais, celebravam aos fins de semana nas comunidades ainda sem párocos. Essa assistência perdurou durante muito tempo. Enquanto isso, criava um novo seminário e animava os vocacionados, até que todas as paróquias pudessem ter seus párocos, tal como acontece nos dias de hoje. Ele foi alguém que sempre colocou a confiança no Senhor, caminhando com a Igreja”, pontuou.
 
Breve histórico
Neste ano, a Arquidiocese do Rio celebra o centenário de nascimento do Cardeal Eugenio de Araujo Sales, nascido no dia 8 de novembro de 1920, em Acari, no Rio Grande do Norte. De família muito católica, era bisneto de Cândida Mercês da Conceição, uma das fundadoras do Apostolado da Oração na cidade de Acari.

Ingressou no Seminário Menor, em 1931, e realizou os estudos de filosofia e teologia no Seminário da Prainha, em Fortaleza, no Ceará, entre 1931 a 1943. Depois dos estudos seminarísticos, foi ordenado sacerdote pela imposição das mãos de Dom Marcolino Esmeraldo de Sousa Dantas, bispo diocesano de Natal, no dia 21 de novembro de 1943.

Em junho de 1954, foi nomeado bispo auxiliar de Natal, e como administrador apostólico em 1962. Já em 1965, recebeu a mesma função na Arquidiocese de São Salvador da Bahia, função que exerceu até 29 de outubro de 1968, quando foi nomeado arcebispo de Salvador.

No Consistório do dia 28 de abril de 1969, presidido pelo Papa Paulo VI, Dom Eugenio de Araujo Sales foi nomeado cardeal e recebeu as insígnias cardinalícias no dia 30 de abril do mesmo ano. No dia 13 de março de 1971, o Papa Paulo VI o nomeou arcebispo do Rio de Janeiro, função que exerceu até 25 de julho de 2001.

Dom Eugenio faleceu no dia 9 de julho de 2012, aos 91 anos, e foi sepultado na cripta da Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro.
 
Da Redação 


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