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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 31/10/2020

31 de Outubro de 2020

Projeto ‘Estudo Bíblico’ Livros do Novo Testamento (20)

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31 de Outubro de 2020

Projeto ‘Estudo Bíblico’ Livros do Novo Testamento (20)

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03/07/2020 00:00 - Atualizado em 04/07/2020 00:10
Por: Redação

Projeto ‘Estudo Bíblico’ Livros do Novo Testamento (20) 0

Neste artigo destacamos ainda as avaliações críticas necessárias à utilização de métodos sociológicos em análises de contextos da religião. Pois, a consideração dos contextos socioculturais e históricos referentes ao nascimento e desenvolvimento do cristianismo pode determinar melhor a fisionomia do Cânon do Novo Testamento.

4.2 - O MODELO DE REFERÊNCIA

Não existe uma coisa em função de si mesma. O modelo de referência para uma sociologia do cristianismo primitivo é inicialmente o conjunto da sociedade no período em que se inicia.

Mas, hoje em dia é muito usual escolher diferentes pontos de referência para a análise do cristianismo primitivo, como por exemplo, a sociedade judeu-palestinesa ou as comuindades cristãs primitivas.

Porém, do ponto de vista social, como conjunto, o cristianismo primitivo era certamente um movimento não integrativo, ao contrário, ele expunha seus membros a um intensivo conflito com a sociedade.

Internamente, no entanto, os grupos cristãos primitivos desenvolveram uma considerável e verdadeira força integrativa.

Uma definição do papel social do cristianismo primitivo é de central importância. Sociologicamente, dois seriam os papéis fundamentais: criar ordem e dominar conflitos.

O primeiro exclui conflitos manifestos em particular de setores centrais.

O segundo é reagir aos conflitos através das vias da mudança ou da adaptação.

Em um segundo momento, Theisen passa a analisar algumas ideias sobre uma teoria social do cristianismo primitivo. Em outras a palavras, ele aplica o aparato das teorias da sociologia da religião ao assim chamado fenômeno do cristianismo dos primeiros séculos.

Ele parte da questão que o acesso crítico às fontes do cristianismo primitivo, antes de qualquer coisa, viria da análise dos textos canônicos do N.T.
Theissen supõe que as mediações socioanalíticas seriam capazes de uma avaliação objetiva, que estas categorias poderiam traduzir a distância hermenêutica entre o texto e seu contexto real e aquele do contexto do leitor hodierno, com suas interrogações e background cultural e religioso.

Aparecem nesta análise os diversos perigos deste forte incremento do interesse pelo mundo social do cristianismo primitivo, como manipulações e possíveis reducionismos.

4.3 - OS PROBLEMAS DA ANÁLISE SOCIOLÓGICA

Partindo das diversas interrogações sobre o uso de diversos métodos de análise sociológica da religião e da opinião de G. Theissen sobre a oportunidade de utilizar a confluência de diversos métodos na análise do C. P., Scroggs (1980), adverte para dois possíveis problemas:

1. O primeiro, um conhecimento preciso do método, e o segundo conhecer as pressuposições teoréticas e as implicações do uso destes métodos, perguntando-se pela compatibilidade com outras pressuposições (como p.ex. do método teológico).

2. Um segundo grupo de problemas se refere à questão do acesso às verdades teológicas dos textos, que veem estudados como fontes materiais para o conhecimento sociológico.

De fato a natureza epistemológica de diversos métodos em sociologia coloca a questão do ‘reducionismo’ como uma possibilidade real, como se poderia verificar em Feuerbach , Durkheimen ou em sistemas marxistas fechados.

O problema de fundo do imanentismo como pressuposto categórico, aplicado à análise dos textos do NT, implicaria em sérias dificuldades para uma justa compreensão dos mesmos.

Esta questão se colocou aos adeptos das ‘teorias da libertação’ pela Pontifícia Congregação da Doutrina da Fé (1984) .
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