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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 31/10/2020

31 de Outubro de 2020

Reconhecer e repartir o dom de Deus

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31 de Outubro de 2020

Reconhecer e repartir o dom de Deus

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03/07/2020 23:58
Por: Redação

Reconhecer e repartir o dom de Deus 0

“Porás à parte o dízimo de todo fruto de tuas semeaduras, de tudo o que o teu campo produzir a cada ano”. (Dt 14,22)

“Tomarás as primícias de todos os frutos do solo, que colheres na terra que te dá o Senhor, teu Deus, e, pondo-as num cesto, irás ao lugar escolhido pelo Senhor, teu Deus, para aí habitar seu nome. Apresentar-te-ás diante do sacerdote, que estiver em serviço naquele momento, e lhe dirás: reconheço hoje, diante do Senhor, meu Deus, que entrei na terra que o Senhor tinha jurado a nossos pais nos dar. O sacerdote, recebendo o cesto de tua mão, depô-lo-á diante do altar do Senhor, teu Deus. (Dt 26,2-4).

Deus ordena a seu povo que sejamos fiéis (Dt 14,22). Assim é o desejo do cristão obediente e fiel ao Senhor. Torna-se um dizimista por amor. Partilha esse dom e todos os dons que Deus Lhe dá.

Quando falamos no dízimo, queremos dizer a décima parte do todo. A palavra em si significa a “décima parte” de alguma coisa. Como exemplo: se dividirmos o dia (24) horas por dez (10), acharemos a décima parte, ou seja, o dízimo do nosso tempo diário, que são 2 horas e 24 minutos.
O povo judeu foi o primeiro povo da Antiguidade a acreditar em um só que governa o Universo (isto é o monoteísmo). Foi também o primeiro povo a acreditar que, se o homem vive, é por vontade e querer desse Deus, a cuja “imagem e semelhança” o homem foi feito.

Por esse motivo passou a fazer parte da vida desse povo a retribuição; esta feita por intermédio da religião mosaica. Todo judeu oferecia a décima parte de seus bens, como retribuição dos bens recebidos de Deus.

Como nós, cristãos, temos nossas raízes nesse povo judeu, herdamos dele certas formas de homenagear o nosso Deus, que acreditamos ser o Pai de todos os homens. O dízimo é uma das mais antigas formas de retribuição do homem a Deus.

Não podemos deixar de reconhecer que, com o passar do tempo, tais formas de retribuição foram deturpadas. O dízimo, que inicialmente era uma necessidade de o homem manter sua solidariedade com seus irmãos através da Igreja, passou a ser uma obrigação imposta pela Igreja dos tempos antigos, perdendo o verdadeiro sentido que tinha no princípio.

Atualmente, a Igreja pretende redescobrir seu verdadeiro sentido para que nós cristãos possamos entender melhor o porquê da reimplantação do dízimo, que não é invenção nossa e sim um pedido dos nossos bispos.

Como sabemos, a Igreja é formada por pessoas que devem unir-se em comunidade. Em outras palavras, cada membro da Igreja é e deve sentir-se responsável pelos outros que formam a Igreja. Deus é pai de todos e quer a plena realização de todos. Ora, ninguém pode chegar a essa realização sozinho.

Por isso, o sentido do dízimo é hoje riquíssimo, pois é um dos meios pelos quais cada cristão demonstra sua responsabilidade para manter a Igreja a que pertence, seja a Igreja – Templo, como também a Igreja – Povo de Deus.

Se o dízimo fosse apenas uma campanha financeira, não teria sentido e nem deveria existir. É importante saber que, por intermédio do dízimo, o cristão reconhece que deve devolver, retribuir a Deus uma parte dos bens que lhe são dados pelo mesmo Deus.

O dízimo não é pagamento de sacramentos e nem esmola dada à Igreja, ao padre ou a Deus. Antes de tudo, o dízimo é a manifestação da corresponsabilidade de cada um para com a comunidade cristã da qual faz parte.

Quando alguém devolve o dízimo, assim faz como diz a palavra: “Pagai o dízimo (Mal 3,10). Portanto, ele não deve ser feito não como uma obrigação imposta, mas sim como reconhecimento do que tudo o que tem e possui vem de Deus. Ao conseguirmos algo é porque Deus quer e permite. Todas as coisas pertencem a Deus, mesmo que estejam em poder de determinada pessoa. Essa atitude deve levar cada um de nós à conscientização de que fazemos parte de uma comunidade pela qual cada um de nós é responsável.

Devolver o dízimo, “pagar” o dízimo não quer dizer isentar de outras responsabilidades para com a comunidade.

Pelo contrário, a devolução, o pagamento do dízimo deve ser o início do cumprimento da responsabilidade de cada um para com a Igreja, principalmente com a comunidade, onde se vive.

Diácono Claudino Affonso Esteves Filho
Coordenador arquidiocesano da Pastoral do Dízimo


 
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