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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 06/08/2020

06 de Agosto de 2020

Paróquia Santo André completa centenário de fundação

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06 de Agosto de 2020

Paróquia Santo André completa centenário de fundação

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03/07/2020 22:15
Por: Redação

Paróquia Santo André completa centenário de fundação 0

A Paróquia Santo André, situada no bairro de São Cristóvão, completou no dia 29 de junho seu centenário de fundação. A paróquia foi erigida em 1920 pelo primeiro cardeal do Rio de Janeiro, Dom Joaquim Arcoverde.

Segundo o pároco atual, padre Márcio Luiz da Costa, a data seria comemorada com uma trezena, a presença dos últimos párocos e uma missa solene presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta. Também estavam programados uma exposição fotográfica e um documentário com depoimentos dos paroquianos mais antigos da comunidade.

“Não foi a celebração que preparamos, desejamos e sonhamos. Mas, por causa da pandemia, tivemos que transferir a comemoração para novembro, encerrando no dia 30, na memória do padroeiro paroquial, Santo André”, disse.

À frente da comunidade paroquial desde o dia 1º de novembro de 2018, padre Márcio disse que já celebrou a festa do padroeiro por duas vezes.
“O padroeiro não é um santo popular, mas querido pelos fiéis da comunidade. A sua festa é caseira, só com a presença dos paroquianos e pessoas que têm o mesmo nome do padroeiro, André”, disse.

É a primeira vez que padre Márcio atua como pároco. Após a ordenação, ele trabalhou por dois anos como vigário paroquial na Paróquia São Braz, em Madureira, depois, mais dois anos como diretor espiritual no Seminário Propedêutico Rainha dos Apóstolos.

“Após a ordenação, fiquei servindo a arquidiocese de outras maneiras. Mas chegou a hora de assumir uma paróquia, e estou feliz pela experiência, apesar dos desafios. Os prédios são antigos, com problemas estruturais. Também é uma região, próxima à Avenida Brasil, com muita violência. Porém, encontrei aqui um povo de muita fé, a maioria de origem nordestina, que não esquece de suas raízes e gosta muito de festa junina. A maioria mora em comunidades, mas os fiéis têm muito afeto pela matriz. Celebro 14 missas semanais, sete na semana e sete nos finais de semana”, disse.
Atualmente, a paróquia tem a matriz e mais três capelas. Um pouco antes de chegar, o território paroquial era bem maior, mas foi desmembrado com a criação da nova Paróquia São João Paulo II, no Caju.

“A Paróquia Santo André é antiga e tinha muitas capelas. Com o desmembramento, ficamos com a matriz e mais três capelas. Meu primeiro desafio foi estruturar a paróquia, as pastorais, na sua nova realidade. Com o desmembramento, muitos fiéis ficaram vinculados à nova paróquia, no Caju. Tenho pregado a comunhão e a unidade, explicando que o desmembramento não foi divisão, mas para crescer, somar, facilitar e melhorar o trabalho pastoral.

Carlos Moioli

História de Fé
Em 1872, na região do bairro de São Cristóvão, foi construída uma capela em louvor a São João Batista. Anos depois, passou a ser a Igreja de São João Batista e Nossa Senhora do Alívio e, logo após, Matriz da Ponta do Caju, também dedicada ao Apóstolo Santo André, administrada pelos Padres Agostinianos até 1909.

O decreto oficializando a Paróquia Santo André da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro foi formalizado em 29 de junho de 1920.
Durante aproximadamente 40 anos, a partir de 1939, o padre Porfírio Vilena de Souza foi o grande administrador da vida cristã na comunidade. Após seu falecimento, padre Abdalla assumiu em 4 de janeiro de 1978. Neste período, ocorreu a demolição do antigo templo de Santo André, em meados dos anos 1970, decretado pelo governo do Estado do Rio de Janeiro para a construção da Linha Vermelha.

Em 1975, a pedra fundamental da nova Matriz de Santo André foi lançada pelo bispo auxiliar Dom Alberto Navarro, e, em 5 de dezembro de 1976, foi finalizada a construção.

Em 2012, o 17o pároco, padre Wellington Gusmão, ao assumir as atividades paroquiais, iniciou, com as bênçãos do atual arcebispo Dom Orani João Tempesta, o processo de criação de uma área pastoral no Caju, onde já se contava com a doação do prédio da antiga Cruzada de São Pedro pela Congregação das Irmãs Vicentinas para a Arquidiocese do Rio de Janeiro, iniciado no período de pastoreio do 16o pároco, padre Julio Cesar.

O bairro já contava com várias capelas e fiéis, neste período, ainda paroquianos de Santo André. O objetivo com essa iniciativa era fundar uma paróquia e assim construir uma identidade de fé na localidade. Após dois anos de muito trabalho e dedicação do povo de Deus à Igreja, foi possível a iniciação da área da Pastoral do Caju, desvinculada de Santo André. Dessa forma, uma capela em honra a São João Paulo II foi oficializada, e o nome escolhido e votado pelos membros do conselho de pastorais de Santo André, representado por várias lideranças de pastorais que atuavam nas capelas situadas no bairro (Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora Conquistadora, São Sebastião, São Pedro e São Luiz), incluindo as capelas que estão nos limites de São Cristóvão.

Com oração e ajuda dos dizimistas e benfeitores da Paróquia de Santo André, até 2017, foi possível realizar a evangelização na realidade pastoral do Caju. Neste mesmo ano em 1º de dezembro, foi elevada ao título de paróquia, tendo como primeiro pároco, padre Marcelo Freitas, então vigário da Paróquia de Santo André.

A história da comunidade cristã de Santo André é marcada por uma evangelização que não se limita aos muros dos templos da matriz e suas capelas. Sobretudo, com o querer do povo de Deus e o direcionamento dos párocos que incansavelmente ao longo de todos esses anos se dedicam a construir e solidificar novas áreas de atuação pastoral para servir aos fiéis que buscam a Jesus Cristo. Foi assim com todas as capelas que estiveram sob o pastoreio de Santo André. Prova disto, são as comunidades de fé que deram vida nova nas várias comunidades dos bairros de São Cristóvão e Caju. Exemplo dessas ações concretas são as capelas Nossa Senhora Conquistadora e São Pedro, edificadas pelo 14o pároco, padre Afonso Crispim, e Nossa Senhora de Fátima, inaugurada na vigência pastoral do padre Wellington Gusmão Mendes, em 12 de junho de 2017.
Atualmente, padre Márcio Luiz é o 19o pároco, tendo a Matriz de Santo André e as capelas Nossa Senhora dos Pobres, Imaculada Conceição e Nossa Senhora de Fátima sob seu pastoreio. Com uma história centenária, a comunidade da Paróquia de Santo André faz parte da trajetória de milhares de pessoas. Portanto, a transformação pela presença de Deus nos templos em que Santo André intercede constitui uma atuação em nome da Igreja de Jesus Cristo e sob a intercessão de Nossa Senhora, sempre venerada e amada pelo povo.

PÁROCOS
21/7/1920 – Padre Luiz Maria Corrêa Cavalcanti (encarregado)
19/2/1921 – Cônego Bento Maussen
29/4/1922 – Padre Luiz Maria Corrêa Cavalcanti (encarregado)
31/5/1927 – Padre Aramis Ferreira Serpa (encarregado)
31/1/1929 – Padre Claudio Argot
13/9/1930 – Padre Julião Ortiz
12/10/1934 – Padre Manoel Florentino Gomes da Silva (anexada à paróquia de São Cristóvão)
27/6/1935 – Padre José Francisco Monteiro
1938 – Padre Wilson Veiga
18/8/1938 – De novo anexada à Paróquia de São Cristóvão (padre M. Gomes, encarregado)
22/12/1939 – Padre Porfirio de Souza (monsenhor Souza)
4/1/1978 – Provisão de vigário ecônomo – padre Francisco Coutinho Abdalla
1980 a 1997 – Padre Jorge Vieira da Silva
1997 a 2008 – Padre Afonso Henriques Salgado Crispim
2008 – Padre Martin
2009 a 2012 – Padre Júlio Cesar Costa da Silva
2012 a 2017 – Padre Wellington Gusmão Mendes
2017 a 2019 – Padre Edmar Augusto da Costa
2019 a atual – Padre Marcio Luiz da Costa
Adriana Lima

Fonte: relatos históricos de 90 e 95 anos


 
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