Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 04/07/2020

04 de Julho de 2020

Vamos à Casa do Senhor!

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26/06/2020 14:21
Por: Redação

Vamos à Casa do Senhor! 0

Durante a pandemia da Covid-19, desde 20 de março, os templos da Arquidiocese do Rio de Janeiro não estão recebendo os milhares de fiéis que, rotineiramente, acorrem às celebrações dominicais. Já se vão mais de cem dias sem a celebração pública dos sacramentos, fato inédito, consequência da necessária corresponsabilidade do Governo Arquidiocesano em relação aos poderes públicos, para que as medidas sanitárias impostas no combate ao coronavírus encontrem, também no âmbito eclesial, uma resposta eficaz.

No entanto, mesmo com a ausência dos fiéis, os sacerdotes espalhados por todo território arquidiocesano continuaram, cotidianamente, celebrando a Eucaristia. Experimentou-se uma nova experiência de exercício da fé católica, com a participação virtual na Santa Missa, que passaram a ser transmitidas pelas redes sociais e canais digitais disponíveis. Todos foram pegos de surpresa, e foi necessário um enorme esforço para adaptar-se a essa nova realidade.

No meio dessa nova realidade foi necessária uma verdadeira redescoberta da missão da Igreja, nesse tempo em que não era possível uma presença física dos fiéis junto aos pastores e dos pastores junto aos fiéis. A autoridade eclesiástica lançou mão daqueles instrumentos que o Direito Canônico lhe oferece, como a dispensa do preceito dominical e dispensa da confissão sacramental anual como preparação para a celebração da Páscoa, utilizados como remédios espirituais, nesse momento ímpar, que a impossibilidade da participação nas celebrações dos sacramentos pode gerar na consciência do fiéis.

Os sacerdotes, tiveram que buscar iniciativas criativas, para poderem preencher essa lacuna, gerada pelo isolamento social, buscando continuar, ainda que de modo virtual, a missão e manifestar, assim, essa proximidade da Igreja junto a todos. Não faltaram, também, iniciativas caritativas, de ajuda imediata para tantos que passam por dificuldades. Em todas essas ações não pode passar despercebida a resposta imediata do povo de Deus, seja na participação de modo virtual, seja pela participação ativa nas ações caritativas, manifestando essa forte presença junto àqueles que mais precisam.

Em meio a tantas notícias preocupantes, vivendo as dificuldades de adaptação ao novo modo de socializar-se, aprendendo a guardar, corretamente, as medidas sanitárias. Para muitos, essa presença, ainda que virtual, foi um verdadeiro bálsamo em meio a tantas preocupações e todo ambiente de medo e alerta que foi se instalando. A vivência da fé cristã foi, então, oportunidade de alimentar nos corações a viva esperança que orienta a vida do cristão. Aos poucos foi necessário tomar consciência de que esse período de cuidados e medidas sanitárias poderia se alongar por um período muito maior do que poderíamos prever.

Após quase três meses de medidas restritivas, os governos municipal e estadual começaram a execução de um plano de retomada das atividades, com fases bem definidas e avaliações periódicas da situação para definir o avanço ou retrocesso das medidas de retomada das atividades. O Governo Arquidiocesano, no entanto, fez a opção de, após consultar especialistas e ponderar sobre todas as questões que envolvem essas decisões, usar da prudência. Alongou, ainda, por quase um mês a ausência das celebrações públicas.

No dia 7 de junho, foram apresentadas as orientações para a retomada das celebrações públicas, com as medidas sanitárias necessárias para o retorno das atividades de nossos templos, obedecendo os critérios emanados das autoridades públicas e especialistas consultados, como forma de minimizar as possibilidades de contágio em nossos espaços paroquiais.

No dia 18 de junho, o senhor cardeal anunciou, durante a Jornada de Oração pela Santificação do Clero, que ao entardecer do dia 4 de julho poderemos retomar as celebrações públicas da Eucaristia. Isso significa que voltamos àquela normalidade que vivíamos antes dessa pandemia? Não, vivemos, agora, um novo período de adaptação, teremos que aprender a lidar com esse novo normal que se apresenta no horizonte. Na prática ainda vivemos um contexto de isolamento social. Toda e qualquer medida tomada de relaxamento das medidas devem ser tomadas com consciência e segurança.

Diante do que foi exposto, como na prática se dará esse retorno? Quem poderá participar? Como deveremos nos portar? Quais serão as minhas responsabilidades nesse novo normal que começamos a experimentar? De fato são várias perguntas que surgem e necessárias para que entendamos que ainda não vencemos a pandemia. Ainda temos muitos riscos, mas já podemos dar passos de retomada.

Continua válido o decreto que dispensa do cumprimento do preceito dominical nossos idosos e portadores de doenças crônicas. Todos aqueles que se encontram no grupo de risco para a Covid-19 não devem ser incentivados à participação nas celebrações, assim como aqueles que ainda não sentem a devida segurança para essa participação presencial. Nesse sentido, as celebrações continuarão sendo transmitidas pelos meios digitais e rede de comunicação católica.

“Que alegria quando ouvi que me disseram: Vamos à Casa do Senhor!”(Sl 121). Essas palavras do salmista ressoam aos nossos ouvidos, e muitos são aqueles que de fato experimentam essa alegria. Outros ainda precisarão esperar mais um pouco. Contudo, diante de todo esse caminho que fizemos nos últimos meses, somos chamados a alimentar em nós a certeza de que a esperança não decepciona. Cada pequeno passo - cada pequena vitória nessa pandemia - deve ser celebrado como vitória da esperança contra o medo. Cada um de nós é chamado a viver essa nova normalidade com responsabilidade, fazendo a sua parte, tomando os devidos cuidados, buscando não colocar-se em risco desnecessário e nem provocar esse risco ao próximo.

Que nesse clima de responsabilidade, prudência, segurança e, acima de tudo, com o coração alegre por esse retorno à Casa do Senhor sejamos cada um de nós portadores de Esperança em meio a tantas dificuldades, tristezas, perdas e sofrimento. Que possamos voltar à Casa do Senhor, com alegria, sim! mas, certos de que o Senhor também faz de nossa casa a sua Casa. Que de tudo que vivenciamos nessa pandemia permaneça sempre em nossos corações essa certeza de que nossa casa é, também, a Casa do Senhor!

Padre Carlos Augusto Azevedo da Silva
Vigário paroquial da Paróquia Divino Espírito Santo e São João Batista, no Maracanã



 
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