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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/09/2020

23 de Setembro de 2020

Testemunho de Fé - 2020

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14/06/2020 13:15
Por: Redação

Testemunho de Fé - 2020 0

Testemunho de Fé - 2020
Projeto ‘Estudo Bíblico’
Livros do Novo Testamento (17)

Neste artigo avança-se na direção já iniciada de entender de que maneira o amadurecimento das Cristologias, isto é, da compreensão do Mistério de Jesus, como Filho Unigênito de Deus, estruturou os eixos da unidade e da diversidade que tão bem caracterizam a identidade do Cânon do Novo Testamento.

B. A Diversidade:
A Diversidade é um fato inegável, mas o que se pode concluir disto? Que a diversidade é a norma, como pensa Dunn?
Aletti concorda, sob condição, com esta forma de entender o NT.

Ele afirma, porém, que são um conjunto, como que testemunhos multifacetados, pois, eles se referem ao mesmo Evangelho, sempre em acordo, como se lê em Pedro, Tiago, Paulo ou João. Aletti trata de maneira muito sucinta mas suficiente, a questão da crítica protestante liberal ao Cânon, como fruto do “proto-catolicismo”.

“JESUS-CRISTOLOGIZAÇÃO” E O ESTATUTO DO NOVO TESTAMENTO
A Jesuscrístologia toca o estatuto mesmo do NT porque este apresenta o testemunho apostólico como acesso ao conhecimento de Jesus Cristo.
É pertinente no entanto considerar a síntese deste elementos, que entrecruzam a apostolicidade e a verdade sobre Jesus de Nazaré.
Este testemunho não é verdadeiro apenas porque é apostólico, nem porque diz respeito a Jesus de Nazaré, mas graças à conjunção desses dois elementos: porque os apóstolos viram e ouviram Jesus, porque Ele esteve com eles, porque também ouviram a voz celestial chamando-o de ‘Filho Amado’.

Para demonstrar este princípio Aletti utiliza muitos textos de diversas tradições do Novo Testamento:
• Mt 28,16-20:
Os onze discípulos foram para a Galileia, para a montanha que Jesus lhes tinha designado. Quando o viram, adoraram-no; entretanto, alguns hesitavam ain­da. .Mas Jesus, aproximando-se, lhes disse: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”

• Jo 20,30-31:
Fez Jesus, na presença dos seus discípulos, ainda muitos outros milagres que não estão escritos neste livro. Mas estes foram escritos, para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

• Ap 21,5:
Então, o que está assentado no trono disse: “Eis que eu renovo todas as coisas”. Disse ainda: “Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras”.

• Ap 22,18-20.
Eu declaro a todos aqueles que ouvirem as palavras da profecia deste livro: se alguém lhes ajuntar alguma coisa, Deus ajuntará sobre ele as pragas descritas neste livro; e, se alguém dele tirar qualquer coisa, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, descritas neste livro. Aquele que atesta estas coisas diz: “Sim! Eu venho depressa!”. Amém. Vem, Senhor Jesus! A graça do Senhor Jesus esteja com todos.
Com os textos do Apocalipse, onde o processo da «Jesus-cristologização» manifesta abertamente sua importância para a determinação do estatuto do livro, Aletti pensa que a ‘Cristologisação’ deu ao Apocalipse sua autoridade definitiva (aceitação no Cânon).
Aletti conclui ressaltando o fato que a combinação entre apostolicidade, ‘Jesus-cristologia’ e “Jesus-Cristologização” constitui o critério multíplice da canonicidade (regula fidei) dos livros do NT.

O AMBIENTE SÓCIO-RELIGOSO DO CRISTIANISMO PRIMITIVO:
A partir do momento em que já constatamos que o N.T., constitui-se de uma imensa gama de variados filões de tradições literárias e teológicas, passamos então à contextualização possível destes dados.

Isto é, qual é o contexto sócio- religioso do nascimento destas tradições?
Em que sentido o Cristianismo primitivo exprime no seu "Corpus Literarius" a influência de uma realidade multivariada, ou seja, formada por diversos contextos socioculturais?

Impõe-se a este segundo passo de nossa pesquisa entender historicamente o fenômeno religioso do chamado Cristianismo primitivo.
As características literárias e teológicas, um verdadeiro mosaico, insinuam ao mesmo tempo um quadro sócio-religioso muito complexo.
Existiria um Cristianismo uniforme ao interno do N.T.?

Se entendemos o Kerygma do N.T., como uma constelação de tradições fundadas talvez, sobre um "arquipélago" eclesial, quais seriam as pistas, a nível sócio-religioso para interpretar esta relação entre o fenômeno do discipulado apostólico, depois da Morte e Ressurreição de Jesus; o chamado ‘tempo da Igreja’ com o seu anúncio "missionário" do Kerygma cristão e o contexto sócio-religioso circunstante?

Quais são as funções e configurações do cristianismo, que testemunham uma tal vitalidade e variedade literária, nos primeiros séculos do Cristianismo?


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