Arquidiocese do Rio de Janeiro

30º 15º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 04/07/2020

04 de Julho de 2020

O que é a infodemia?

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

04 de Julho de 2020

O que é a infodemia?

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

29/05/2020 00:00 - Atualizado em 30/05/2020 01:23
Por: Redação

O que é a infodemia? 0

Ultimamente, dormimos e acordamos com notificações nas telas em nossos telefones celulares. Sons que pouco a pouco se tornam reconhecíveis e distinguidos, mensagens de aplicativos dos veículos de notícias ou dos nossos grupos de mídias sociais, que num processo simbiótico com a nossa vida cotidiana se tornaram parte de nós, causando uma certa dependência. Nunca existiu uma época em que as pessoas estivessem tão conectadas, em um estilo de vida quase 100% do tempo online.

Mesmo estando em casa isolados e seguros contra a contaminação do coronavírus, a nossa mente se mantém mais ativa do que nunca e está em uma grande exposição de informações, verídicas ou fakes. E atualmente, todas estão debatendo o mesmo assunto: a contaminação que estamos tentando evitar.

Esta realidade “hiperconectada” não trouxe somente informações, mas alguns desafios para os indivíduos e a própria sociedade, como a “infodemia”.
 
Mas o que é “infodemia”?
 
Com o atual cenário que estamos vivendo, Covid-19, os meios de comunicação, como jornais, programas de rádio, noticiários, grupos de WhatsApp e outras mídias sociais, estão produzindo uma quantidade de informações absurdas. Não somente das grandes empresas de comunicação, mas também de diversos órgãos públicos, personalidades conhecidas e indivíduos que com os novos meios de comunicação adquiriram “voz” e se tornaram também fonte de informações.

Esta realidade com este excesso de informações é conhecida como “infodemia”. Ela pode ser caracterizada como uma epidemia de informações, que traduzindo, seria uma grande quantidade de noticias e matérias jornalísticas sobre algum tema preocupante, como pandemias, catástrofes, previsões, guerras etc., que causam angústia, ansiedade e medo no indivíduo e na população, complicando ainda mais o contexto vivido.

O medo e o pânico coletivo podem provocar nas pessoas diversas reações preocupantes, como ignorar as recomendações dadas pelos especialistas de saúde, medidas que podem ser prejudiciais, como automedicação, um esgotamento mental a ponto de fazer com que queiram distanciamento total das informações básicas.  Estas ações provocadas pelo nível de estresse elevado podem causar um grande impacto negativo em uma realidade pandêmica como a que estamos vivendo do coronavírus.

Exemplificando, poderíamos dizer assim: sabemos que existe uma grande preocupação do Ministério da Saúde quanto ao número de leitos e UTIs disponíveis em todo o país, e caso haja ainda um grande crescimento de pacientes e a pandemia tome ainda proporções mais absurdas, não haveria leitos suficientes para todos. Desta forma, a indicação dos órgãos públicos é que as pessoas que tivessem sintomas leves deveriam permanecer em casa no isolamento, somente os casos emergenciais e graves deveriam ser conduzidos ao hospital. Porém, as pessoas com sintomas leves, mas em estado de pânico e mal-informadas, poderiam encher os hospitais, levando a demora nos atendimentos, e até mesmo dificultando para os que realmente necessitariam.
 
O que fazer para evitar este cenário?
 
Vale a pena recordar que em tudo na nossa vida temos a necessidade de manter um equilíbrio e um bom discernimento, e isso inclui o tema das informações.

A primeira atitude é criar uma metodologia para abastecer-se das informações. Ao longo do dia, procurar horários específicos para se informar pelos principais canais com noticiários tradicionais (TV e rádio) ou pelos meios digitais (aplicativos no celular). Um exemplo diário a ser utilizado seria escolher um horário na parte da manhã, da tarde e da noite para acompanhar as notícias. Obviamente que isto não se aplicaria aos momentos urgentes, como algo acontecido em um momento determinado do dia.

O segundo passo para combater o excesso das informações é evitar as fake news. Evitando receber notícias de blogs ou fontes desconhecidas que estimulem o sensacionalismo, diminuímos já em parte uma quantidade de informações desnecessárias. Por exemplo, quando receber mensagens em grupos de WhatsApp, procure verificar a fonte, se o link com o site da notícia é conhecido e confiável. É muito importante saber se a notícia é verdadeira ou se não está contada de forma parcial. Aqui vale a pena lembrar que o discernimento é sempre muito importante, pois também somos responsáveis pelas notícias que passamos a frente.

É claro que vivemos em um meio social no qual não podemos escapar das notícias de um evento tão impactante para o mundo inteiro como o coronavírus, porém, podemos diminuir a grande avalanche de notícias que bombardeiam nossas mentes o dia inteiro. Desta forma, estaremos cuidando não somente da nossa saúde física, mas também da nossa saúde mental.

Padre Arnaldo Rodrigues


 
 
Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.