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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/09/2020

23 de Setembro de 2020

Projeto ‘Estudo Bíblico’ Livros do Novo Testamento (15)

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23 de Setembro de 2020

Projeto ‘Estudo Bíblico’ Livros do Novo Testamento (15)

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29/05/2020 17:10
Por: Redação

Projeto ‘Estudo Bíblico’ Livros do Novo Testamento (15) 0

Neste artigo, o processo de formação do Novo Testamento continua a ser explicado a partir da gênesis da Fé em Cristo (Cristologia), base do Kérygma Apostólico, porém, novas questões se abrem ao leitor que se interroga sobre a Identidade do Cânon do Novo Testamento.

A HISTÓRIA DA REDAÇÃO E SUAS QUESTÕES:
A questão do Cânon, já tratada, introduz a problemática analisada por Aletti.
A sua abordagem parte do princípio que é necessária uma análise do tipo estrutural, se queremos justificar ao menos os contornos de um cânon na Cânon ou, inversamente, destacar uma verdadeira unidade real ou a diversidade irredutível do cânon do Novo Testamento.
O resultado de sua indagação evita, metodologicamente, uma dialética de exclusão entre diversidade e unidade.

A “Cristologisação” deve comportar um exame do conjunto do NT em dois níveis, um diacrônico, pelo qual supomos uma evolução histórica de todos os livros, ao seu interno e no conjunto do cânon.

E um sincrônico, que segundo ele, deve privilegiar evidentemente a composição sincrônica dos textos.
A confluência destes dois níveis suscita, contudo, uma difícil questão, a saber, na suposição de que existe, essa estrutura do Novo Testamento tem uma dimensão diacrônica e qual? Se não, qual é o uso de uma abordagem que respeite a diacronia?

A MEDIAÇÃO ESTRUTURAL E SUA PERTINÊNCIA:
Aletti tenta estabelecer uma nova premissa para demonstrar a Unidade do Cânon do Novo Testamento: ‘Tentarei estabelecer que as conclusões até agora apresentadas contra a unidade teológica do cânon do Novo Testamento permanecem exegeticamente - com isso quero dizer - estruturalmente – insuficientes’.

Eis o ponto de vista central, nesta afirmação de intento, bem resumido. Ele lembra ainda que contra a tese da “Jesuscristologisação”, como redução da riqueza e da variedade do NT, com a maioria dos exegetas, ele reconhece que existem aí diversos níveis de estruturação, porém o mais importante constitui o fato que através desta mediação se pode determinar as relações que determinam o conjunto dos textos do NT.

Formulando um modo de organização de fundo. Deste momento em diante tentaremos resumidamente apresentar a obra de Aletti, como estruturação o conjunto do NT, denominado por ele como “Jesuscristologisação”.

A ESTRUTURAÇÃO “JESUSCRISTOLOGISAÇÃO” DO NT E SUA CONSEQUÊNCIAS:
Diversos são os pontos de chegada em relação aos textos do NT a partir da pesquisa de Aletti:
1º) Uma disseminação cristológica maciça, o que não implica sempre um desenvolvimento da Cristologia como tal;
2º) Diversos tipos de relação estruturante, não inteiramente sobrepostas, onde Cristo desenrola um papel fundamental;
3º) Além destas relações, a “Cristologisação” torna relativamente homólogas a soteriologia, a escatologia e a ética de livros diversos.

JESUS CRISTO E A UNIDADE DO NT: QUESTÕES DE MÉTODO:
Aletti retoma a tese de Dunn. Para ele, a maneira de tratar esta problemática é ‘mais histórica que mais sensível às variações de superfície’
Eis porque ele evitou falar de centro unificador e de uma periferia diversificados. Aletti supera as aparentes ‘diversidades’ com o método estrutural.
Sobre este argumento, contra a exegese do NT que exacerba a diferença, ele toma como exemplo a escatologia dos diversos livros do NT: “a escatologia de alguns é mais realizada que a de outros, mas sua estrutura permanece a mesma, a tensão entre o ‘já’ e o ‘ainda não’ não desaparece: a Ressurreição Final é mais do que nunca um objeto de esperança!”

Isto não significa que todos os livros têm a mesma escatologia ou ética, mas que estruturas semelhantes entre eles existem e podem ser percebidas.


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