Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 04/07/2020

04 de Julho de 2020

Mensagem do novo bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro: Mons. Célio da Silveira Calixto Filho

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04 de Julho de 2020

Mensagem do novo bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro: Mons. Célio da Silveira Calixto Filho

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27/05/2020 07:37 - Atualizado em 29/05/2020 17:14
Por: Redação

Mensagem do novo bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro: Mons. Célio da Silveira Calixto Filho 0

O Papa Francisco nomeou no dia 27 de maio, o cônego Célio da Silveira Calixto Filho como novo bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ). O presbítero atualmente é pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Tomás Coelho. A nomeação de um novo auxiliar foi solicitada pelo arcebispo, Cardeal Orani João Tempesta, por necessidades pastorais.

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Seja bem-vindo monsenhor Célio Calixto para doar sua vida 'em favor dos homens'

A Nunciatura Apostólica no Brasil publicou no dia 27 de maio, memória de Santo Agostinho, a decisão do Papa Francisco de nomear o cônego Célio da Silveira Calixto Filho para o ofício de bispo auxiliar desta Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Com gratidão e reverência agradecemos a solicitude do Santo Padre, que sempre tem demonstrado carinho para com a Igreja no Rio de Janeiro. Ele que nos alegrou com sua presença entre nós, em 2013, na primeira viagem apostólica internacional de seu pontificado, conduzindo a Jornada Mundial da Juventude, com jovens do mundo inteiro.
Acolhemos com alegria o cônego Célio Calixto, atual pároco, desde o dia 5 de junho de 2017, da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Tomás Coelho, que agora ganha o título de monsenhor. Ele vem para auxiliar meu ministério episcopal, juntamente com os demais bispos auxiliares, no pastoreio do povo de Deus a mim confiado, nesta terra abençoada pelo Cristo Redentor, vivo e ressuscitado, e pelo glorioso mártir São Sebastião.
Monsenhor Célio Calixto será ordenado sucessor dos apóstolos no próximo dia 22 de agosto, na memória de Nossa Senhora Rainha, às 8h30, na Catedral de São Sebastião. Como lema escolheu o mesmo de sua ordenação sacerdotal: “Pro Hominibus Constituitur” (“Em favor dos homens”), expressão contida no Livro de Hebreus (Hb 5,1).
O segundo de quatro filhos do casal Célio da Silveira Calixto e de Maria Blandina Junqueira Calixto, o novo bispo auxiliar eleito nasceu no dia 8 de maio de 1973, na cidade mineira de Passos, na Diocese de Guaxupé.
Ainda criança, foi morar com sua família na cidade de Icém, sendo paroquiano do padre João Chaves, de feliz memória, na Paróquia Nossa Senhora da Abadia, período em que foi acentuando os ideais de partilha da vida comunitária e paroquial. Esta cidade, situada no interior da região Noroeste de São Paulo, fica na Diocese de São José do Rio Preto, onde anos mais tarde fui servir como bispo diocesano.
Ainda na adolescência, quando tinha 15 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro com sua família. Já nesta época, queria ser engenheiro mecânico como o pai, conseguindo realizar o sonho ao se formar na UFRJ, recebendo a colação de grau no dia 24 de abril de 1996.
O jovem engenheiro mecânico nunca tinha pensado em ser padre, mas no último ano da faculdade ao participar de um retiro das pastorais Universitária e da Juventude, veio o desejo de se doar mais, de trabalhar pela evangelização da juventude.
A vocação para o sacerdócio foi se confirmando, e ingressou no Seminário Arquidiocesano de São José, no Rio Comprido. Neste período, enfrentou os desafios da obediência e do celibato, o que exigiu grandes renúncias, mas se preparou para a sua consagração total.
Após cursar filosofia na Faculdade Eclesiástica de Filosofia João Paulo II (1996-1997) e teologia no Instituto Superior de Teologia da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (1998-2001), foi ordenado diácono no dia 8 de dezembro de 2001, pelo Cardeal Eusébio Oscar Scheid e, na Catedral de São Sebastião, foi ordenado sacerdote no dia 28 de setembro de 2002. Já ordenado obteve o grau de mestre em teologia sistemático-pastoral na PUC-Rio, em 2014, com a dissertação “O memorial: continuação da obra redentora de Jesus Cristo”.
Ainda diácono, exerceu o ministério na Paróquia São José Operário, na Vila do Pinheiro, no Complexo da Maré, e após a ordenação, serviu como pároco, até outubro de 2005.
No terceiro ano como padre, teve dúvidas sobre a vocação, se seria de fato a vida pastoral ou contemplativa. Foi quando fez, de novembro de 2005 a dezembro de 2006, uma experiência em um mosteiro da Ordem Cisterciense, os monges trapistas, na Abadia Nossa Senhora do Novo Mundo, em Campo do Tenente, no Estado do Paraná. A experiência foi fundamental para o seu ministério. Além de fazer grandes amizades, ela marcou a sua vida, tornando-se um padre melhor.
Retornando à Arquidiocese do Rio de Janeiro em janeiro de 2007, foi provisionado vigário paroquial na Paróquia São Brás, em Campo Grande. Em maio do mesmo ano, assumiu como pároco na Paróquia São Sebastião, em Bento Ribeiro.
De fevereiro de 2008 até setembro de 2012, foi diretor espiritual do Seminário Arquidiocesano de São José. Depois, foi transferido para a Paróquia Santos Anjos, no Leblon, onde permaneceu como pároco até maio de 2017 e, por último, pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Tomás Coelho.

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

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‘Somos chamados e enviados como instrumento da misericórdia de Deus’

Carlos Moioli

O cônego Célio da Silveira Calixto Filho, de 47 anos, atual pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Tomás Coelho, foi eleito pelo Papa Francisco, no dia 27 de maio, para o ofício de bispo auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. O anúncio de sua nomeação, que coincidiu com o aniversário de seu batismo, foi feito nos estúdios da Rádio Catedral, às 7h, pelo arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, com a presença dos bispos auxiliares da arquidiocese. Sua ordenação episcopal foi marcada para o dia 22 de agosto, às 8h30, na Catedral de São Sebastião, no Centro.

Durante entrevista, o cônego, agora monsenhor Célio Calixto, explicou que o seu lema episcopal será o mesmo que adotou quando foi ordenado sacerdote: “Pro Hominibus Constituitur” (“Em favor dos homens”), expressão retirada do Livro de Hebreus (Hb 5,1).
“A vocação é um dom precioso, um mistério do amor de Deus a ser cultivado por quem o recebe. Experimentamos a misericórdia daqu'Ele que chama. Somos chamados e enviados como instrumento da misericórdia de Deus para tantas pessoas. Foi o que nos motivou a escolher o lema da ordenação sacerdotal, e que desejo concretizar na nova missão como bispo auxiliar na Arquidiocese do Rio”, disse.

Caminhos de Deus
O novo bispo eleito explicou ainda que a sua vocação surgiu em 1995, no último ano do curso de engenharia mecânica que fez na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na época, ele participava da Pastoral Universitária e da Paróquia Nossa Senhora da Esperança, em Botafogo. O pároco era o padre Niwaldo Pires Rosa, falecido em 2007, e o padre jesuíta Valdeli Carvalho da Costa, hoje residindo em São Paulo, que celebrava a missa dos jovens.
“O despertar da vocação sacerdotal foi num retiro da Pastoral Universitária e Pastoral da Juventude, conduzido pelo bispo animador dessas pastorais, Rafael Llano Cifuentes, auxiliado pelo padre Jorge Luiz da Silva (padre Jorjão). Eles foram os instrumentos de Deus no início da minha caminhada vocacional. Comecei a participar do Grupo Vocacional Arquidiocesano (GVA) enquanto fazia estágio e procurava emprego, e entrei no Seminário São José, em 1996, praticamente recém-formado”, disse.

Tempos de seminário
Em preparação ao sacerdócio no Seminário São José, monsenhor Célio Calixto contou que cursou a filosofia e teologia de 1996 a 2001. Na época, monsenhor, hoje Dom Assis Lopes, era o reitor, monsenhor Elia Volpi o diretor espiritual, Dom Karl Josef Romer o bispo animador e Dom Eugenio de Araujo Sales, o arcebispo.
“Foi um período belo e difícil, como para a maioria, acredito eu, em que somos purificados de muitas coisas e preparados, de certa maneira, para os desafios que virão. Quando estávamos nos últimos meses da teologia, Dom Eusébio Oscar Scheid chegou ao Rio, e fomos a primeira turma que ele ordenou, em 2002. Fiz grandes amizades no seminário, que felizmente ainda perduram”, disse.

Primeiro amor
Monsenhor Célio Calixto recordou que durante o tempo de seminário teve momentos de dúvidas, pensando na vocação monástica, mas seguiu adiante. A dúvida voltou nos primeiros anos de ministério, quando fez uma experiência na Abadia Trapista Nossa Senhora do Novo Mundo, no Paraná, em 2006.
“Foi um período muito abençoado e enriquecedor para minha vida e ministério, em que o amor pela contemplação cresceu, mas foi superado pelo primeiro amor: a vida pastoral”, disse.

Pastor de almas
Ainda era diácono quando monsenhor Célio Calixto foi convidado para servir o povo de Deus na Paróquia São José, no Complexo da Maré, e depois de ordenado, continuou como pároco.
“Dizem que a primeira paróquia a gente nunca esquece. No meu caso, foi na Maré, na São José Operário, onde tenho bons amigos até hoje. As comunidades se sentem desprestigiadas pelas autoridades em muitos aspectos, mas quando acolhem o padre, que está ali para servir aquele povo sofrido e guerreiro, retribuem de forma muito carinhosa”, afirmou.
Ele acrescentou que também foi bem acolhido na Paróquia São Brás, em Campo Grande, sendo vigário do padre Vilmar Diniz Pereira, e depois na Paróquia São Sebastião, em Bento Ribeiro, cujas breves passagens foram intensas do ponto de vista pastoral.

Formador
Em 2008, monsenhor Célio Calixto voltou para o Seminário São José, desta vez, para auxiliar na formação dos futuros sacerdotes. Na época, o bispo animador era Dom Wilson Tadeu Jönck, e o reitor, monsenhor Helio Pacheco Filho, continuando nas reitorias de Dom Roque Costa Souza e cônego Leandro Câmara.
“Alguns colegas brincam que quando a gente não está bem formado, tem que voltar como formador. Foi o que aconteceu. Mas, foi uma experiência muito gratificante como diretor espiritual e responsável pela liturgia, junto com o padre Fábio Luiz de Souza”, disse.

Vida pastoral
Depois do período como formador no seminário, monsenhor Célio Calixto voltou a exercer o trabalho pastoral na Paróquia Santos Anjos, no Leblon.
“É uma comunidade paroquial que tem uma particularidade muito interessante. Em um bairro da Zona Sul, que abriga um pouco do sonho de Dom Helder Câmara, materializado na Cruzada São Sebastião. Ele, como ‘construtor de pontes’, quis reduzir a distância entre as classes sociais, o que não é fácil, mas todos os párocos lá se esforçaram por levar adiante esse projeto”, afirmou.
Há três anos, no dia 5 de junho de 2017, ele assumiu o pastoreio da Paróquia atual, Nossa Senhora de Fátima, em Tomás Coelho, na Zona Norte.
“Fui sucessor do padre Ary da Costa Araújo que partiu de forma tão inesperada e dolorosa depois de um trágico acidente. Ele era um pastor muito dedicado, e no início foi muito desafiador por esse motivo, mas aos poucos conseguimos superar as dificuldades”, concluiu.

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Mensagem do novo bispo auxiliar eleito

“Todo sumo sacerdote é tirado do meio dos homens
e instituído em favor dos homens
nas coisas que se referem a Deus,
para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados.
Sabe ter compaixão
dos que estão na ignorância e no erro,
porque ele mesmo está cercado de fraqueza.” (Hb 5,1-2)

Estes versículos da Carta aos Hebreus foram escolhidos por nossa turma, por ocasião da Ordenação Sacerdotal no dia 28 de setembro de 2002. Retornei a eles há alguns dias, quando fui surpreendido por um telefonema de nosso Cardeal Dom Orani João Tempesta, que me perguntava sobre renovar o “sim” dado ao plano de Deus repetidas diversas vezes ao longo de meu caminho vocacional.
Confirmada a intenção de continuar doando-me no serviço à Igreja do Senhor na nova missão apresentada, não pude deixar de reparar no carinho da Divina Providência, ao comunicar-me a nomeação ao Episcopado no Centenário de São João Paulo II, exemplo de pastor que deu a vida pelas ovelhas (cf. Jo 10,11). Surpresa maior foi a de descobrir, ao reler os textos deste Santo Papa, que sua Ordenação Episcopal foi num 28 de setembro, dia de minha ordenação sacerdotal! E as coincidências não param por aí: o anúncio oficial foi marcado para 27 de maio, dia em que fui batizado!
Enormes são os desafios que se apresentam, mas a graça de Deus não haverá de faltar, como não faltou até hoje. Renovo o desejo de ser instrumento de comunhão na Igreja, sob a autoridade do Sumo Pontífice, conforme o Decreto “Christus Dominus”, n.3, agradecendo ao mesmo Sumo Pontífice pela nomeação e a Dom Orani pela indicação e confiança.
Agradeço também o carinho do povo de Deus e dos irmãos no sacerdócio, contando com suas preces nesta nova etapa do ministério pastoral.
Por fim, gostaria de citar um pequeno trecho da Homilia da Ordenação Episcopal, proposta no Ritual Romano, que pretendo fazer ressoar ao longo de minha vida:

“O episcopado é um serviço, e não uma honra;
o Bispo deve distinguir-se mais pelo serviço prestado
que pelas honrarias recebidas.
Conforme o preceito do Senhor, aquele que é o maior
seja como o menor,
e aquele que preside, como o que serve”


Rio de Janeiro, 27 de maio de 2020.
Monsenhor Célio da Silveira Calixto Filho

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