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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 02/07/2020

02 de Julho de 2020

Projeto ‘Estudo Bíblico’ (22/05/2020)

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02 de Julho de 2020

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22/05/2020 13:17
Por: Redação

Projeto ‘Estudo Bíblico’ (22/05/2020) 0

Livros do Novo Testamento (14)
Neste artigo as Cristologias que compõem a fisionomia teológica dos diversos Escritos do Novo Testamento, e que na unidade e diversidade de linguagens as constituem, permanecem nosso campo de abordagem introdutória ao cristianismo antigo.

R.H. FULLER (1965)
Influenciado por F.Hahn, ele pensa que Jesus entendeu sua missão através dos conceitos da profecia escatológica, e, por fim, confiou a sua justificação à obra do "Filho do Homem".

Como profeta escatológico, ele anunciou não somente a vinda futura da Salvação e do Juízo, mas as inseriu no presente, mediante suas palavras e ações.

Sendo assim, para Fuller é a forma do profeta escatológico, que não é explícita, mas implicitamente abordada, que dá a toda atividade histórica Jesus sua unidade.

Schnackenburg chama atenção para os limites de uma excessiva esquematização, tendo como 'única' base, os escritos do NT.

É evidente que Paulo nos seus escritos é um testemunho que não se deve deixar de lado, na medida que ele considerava a atividade terrena de Jesus, que ele não conheceu, à luz da fé/experiência Pasqual; atingiu assim a elevados títulos.

A PERSPECTIVA DE J.-NOËL ALETTI (1994): Introdução à Problemática e ao Método.
O problema da unidade do NT repousa entre outras coisas para Aletti, na impressão que o leitor cristão tem a única ligação baseada na unidade do conteúdo.

A questão implica de fato uma superação do estado de coisas sobre a problemática da assim chamada "Teologia do NT", após as colocações de R. Bultmann.

Apesar de não ter a pretensão de superar, com uma solução satisfatória, a problemática já indicada, e nem menos de oferecer um estudo do desenvolvimento da Cristologia, mas ele queria, sobretudo, identificar como e por que a Cristologia - com seu componente jesulógico, do qual falaremos imediatamente - gradualmente irrigou ou até invadiu os vários discursos e escritos da Igreja primitiva, e isso implica que todos os escritos chamados Novo Testamento são construídos a partir de Jesus Cristo? Não existiriam outras dimensões estruturantes, que são exatamente as da memória?

Esta demonstração da hipotética estruturação do NT supõe e implica, no entanto, uma confrontação com outras hipóteses.
Diversas questões surgem diante desta perspectiva aberta por Aletti. Para ele existiria além de uma (única) estrutura do Novo Testamento?

A multiplicidade de Cristologias, mesmo sua contradição, forçaria nosso projeto a permanecer apenas um sonho piedoso, fadado à falência antes mesmo de começar?

É necessário recordar que os níveis de estruturação são múltiplos e que, sob pena de expor sua relevância, qualquer análise estrutural deve distinguir esses níveis, para examinar seus relacionamentos, sua hierarquia?

Mas a perspectiva primeira permanece clara: determinar o peso da Cristologia na constituição dos escritos do NT e testar exegeticamente ainda a unidade do NT, em diversos níveis, de perícopes ao conjunto do Cânon, em seus diversos livros.

Partir-se-á sempre dos textos em sua singularidade, para em seguida ver como eles podem formar redes, onde se lê um mesmo sistema de relações, homologias fundamentais, susceptíveis a gerar outras.

Para Aletti, o método histórico-crítico para a exegese do NT vem complementado por uma mediação estrutural.

Esta é capaz de mostrar "estruturas discursavas" de um texto, muito além da fixação de vocabulário, de background ou da originalidade de um texto.

A CRÍTICA À TESE DE J.D.G.DUNN:
Aletti distingue seu projeto de pesquisa sobre a Cristologia daquele do teólogo a protestante Dunn ao afirmar que aqui está claramente indicado o que distingue meu projeto do de um J.D.G. Dunn, por exemplo, que estuda a relação de unidade e diversidade do NT em termos de centro e periferia.

Para Aletti, as duas imagens, "interno/interno" e "centro/em torno ao centro", que tentam, na pesquisa de Dunn, exprimir a dialética da unidade e da diversidade, não são equivalentes, mas ao contrário, complementares.

E ainda, que as duas imagens "centro/periferia" deveriam funcionar homologamente.

Além de não contribuir relevantemente ao exame sobre a fundamentação dos 'status' do NT.


 
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