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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 30/10/2020

30 de Outubro de 2020

Uma comunicação que consola

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22/05/2020 13:10
Por: Redação

Uma comunicação que consola 0

A unidade da Igreja forma com os seus membros um vínculo, que é fruto da ação do Espírito Santo recebido pelo Batismo. A comunicação, em uma constante, empenha-se de manifestar de modo universal a Igreja nesta unidade. Por um lado é algo que se dá na rotina das atividades, por outro ocorre um profundo empenho na cobertura de momentos de dificuldades e tensões.

Na atual pandemia, inúmeros têm sido os esforços para perpetuar o vínculo da unidade. A criatividade tem tornado o confinamento algo positivo para muitos grupos e paróquias que, através de lives e reuniões virtuais, têm demonstrado suas forças e manifestado, de modo pleno, um papel fundamental na sociedade de hoje. Neste mesmo sentido, em ressonância com as comunidades, o Sistema de Comunicação de nossa arquidiocese se empenha para manter programação especial.

As notícias em relação à pandemia, de modo geral, têm causado na sociedade muita dor. Para muitos se impõem como um sentimento de frustração, manifestando-se quase que invencível. Porém, há uma superação possível que, por hora, não vem a partir de boas notícias, mas da expressão da vitalidade da fé, através da caridade e dos numerosos momentos de orações transmitidos. As notícias negativas são contrapostas por imagens, textos e vídeos dos veículos oficiais e dos fiéis que apresentam positivamente as ações da Igreja.

A mensagem é codificada e transformada de várias maneiras para que cheguem aos corações dos fiéis o consolo e a esperança. A esperança se dá através de todos os meios: logo no início da pandemia, o Cardeal Orani João Tempesta, aproveitando o imediatismo da comunicação, além de transmitir pronunciamentos oficias pela rádio e jornal, esteve primeiro em uma live em sua rede social. A proximidade gerada não só trouxe credibilidade para as medidas tomadas em relação à prevenção do contágio da Covid-19, mas, de modo imediato, levou a figura do pastor a muitas pessoas. Além dessa, muitas foram as ações que, mesmo em meio ao distanciamento social, possibilitaram o fortalecimento do povo de Deus, através da positividade do arcebispo do Rio.

Na história da nossa arquidiocese, numerosos foram os casos que a comunicação pôde consolar. Em junho de 2015, Kailane, uma menina de 11 anos, foi atingida por uma pedrada na cabeça, por ser adepta do candomblé. No dia 19 deste mesmo mês, apenas após três dias, Dom Orani a recebeu junto aos seus familiares, como um gesto de solidariedade. Mesmo aqueles que não têm fé, ao verem o arcebispo receber uma menina vítima de intolerância, compreendem que a fé católica se realiza no diálogo, e consideram intolerável tamanha atrocidade. A notícia do acolhimento e do diálogo torna-se mais forte do que a violência.

Quantas são as imagens que consolam. Como não se lembrar da imagem da pomba sobre o caixão onde estava Dom Eugenio Sales. O velório ocorreu em 10 de julho de 2012, na Catedral da arquidiocese, que ele mesmo havia inaugurado durante a sua atuação como arcebispo do Rio de Janeiro. O vazio causado por tão grande personalidade eclesiástica é preenchido pela pomba, representando, dentre outros significados, a presença de Deus naquele momento. Sem a fotografia seria impossível ter nas mentes esta imagem tão viva.

Uma comunicação cristã é aquela que vai em busca dos que sofrem, anunciando a todos o Cristo crucificado e ressuscitado. A dor e dúvida é superada pelo consolo e pela Verdade. Em dezembro de 1969, três padres franceses e um diácono brasileiro foram presos em Belo Horizonte. Essas prisões causaram muita comoção pelas injustas acusações e pela carência de contato com os religiosos. Neste sentido, Dom Jaime Câmara, cardeal arcebispo do Rio na época, convocou toda a imprensa para a manhã do dia 13 de dezembro, e publicou uma homilia a ser lida em todas as igrejas da arquidiocese. Nesta homilia, ele reforçou o papel da Igreja em sua ação evangelizadora e a necessidade da liberdade religiosa. As suas palavras trouxeram conforto e esperança a todos. Ele disse: “As crises não nos trazem medo. Pelo contrário: conseguem atilar a nossa fé.” Concluiu a sua fala citando Isaías 35, 4: “Dizei àqueles que têm o coração perturbado: Coragem, não tenhas medo, eis que nosso Deus vem e nos salvará".

É claro que a história apresenta diversos momentos da criatividade dos comunicadores que possibilitaram chegar à mensagem de fé e de esperança a muitos corações. A pandemia será marcada pelos resultados trágicos, mas também pelas mensagens de consolo que a Igreja, fiel a sua história, insistentemente anuncia.

Seminarista Carlos Ébano


 
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