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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 30/10/2020

30 de Outubro de 2020

‘A Oração do Rosário tem sido minha arma de batalha’

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30 de Outubro de 2020

‘A Oração do Rosário tem sido minha arma de batalha’

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22/05/2020 12:26
Por: Redação

‘A Oração do Rosário tem sido minha arma de batalha’ 0

Minha vivência neste período de pandemia tem sido uma mistura de sentimentos. Apesar de estar cumprindo o isolamento social em residência com meu marido e minha filha, por sermos do grupo de risco, não deixei de cumprir minha missão como médica e presidente da Federação das Filhas de Maria.

Como médica, eu me coloquei à disposição para orientar e atender, de forma remota, a todos que me procuram. São dúvidas, orientações quanto a sintomas e sinais mais diversos que vão desde uma topada com o pé até queixas maiores. Também pessoas que querem simplesmente conversar e desabafar sobre seus medos e suas angústias. Algumas choram, por se verem sozinhas e aflitas, sem terem com quem desabafar. E neste grupo não estão só idosos.

Existem profissionais de saúde que estão na frente de batalha e que se veem impotentes e sozinhos em relação a um inimigo invisível. É o medo de se contaminar, contaminar suas famílias e amigos. É o medo da morte que bate as suas frentes, pois não se sentem protegidos apenas com máscaras e luvas, mas, mesmo assim, têm que ir em frente. É doloroso ver a fragilidade daquele que deveria ser forte. É a preocupação e o medo, por ter um único irmão também médico, que trabalha em um sucateado hospital público e que se mostra preocupado, por estar dando plantão sozinho, já que seus dois colegas foram contaminados e estão afastados sem substituição.

São senhoras idosas, homens, jovens que procuram para desabafar o medo da solidão, da falta de assistência governamental na área da saúde em caso de precisarem recorrer a um hospital.

Atualmente, estou acompanhando remotamente a evolução diária de dois rapazes que trabalharam comigo e estão positivos laboratorialmente para o coronavírus, assim como duas senhoras, com outras queixas clínicas não ligadas ao Covid-19.

A falta do contato presencial médico-paciente é algo muito estranho para quem está acostumado a olhar o paciente nos olhos, examinar e auscultar. Não poder usar meu estetoscópio, medir a temperatura e os sinais vitais... Tudo muito estranho e impessoal. Mas, é o que me é possível no momento.
Quanto à Federação das Filhas de Maria, procuro orientar as companheiras de como devem proceder em seus cuidados de higiene, alimentação e prevenção de contágio. Sempre enviando notícias boas, informar sobre as atividades da Arquidiocese do Rio, postar o folheto da missa, liturgia diária, eventos online das paróquias, para que possam participar ativamente e ocuparem suas cabeças e vida com atividades salutares para o corpo, mente e coração. Também venho ligando individualmente, dentro do possível, para saber como cada uma está. Venho entrando em contato com as coordenadoras dos centros de Pia União das Filhas de Maria para que façam o controle de nossas irmãs também desta forma.

Estou fazendo graduação em teologia no São Bento, e no período da tarde temos aulas por videoconferência quase todos os dias; e a cobrança é muito maior, pois temos uma grande quantidade de material para ler e trabalhos e testes para fazer.

Também tenho o meu marido e filha para cuidar e dar apoio físico e emocional. Noto que eles veem em mim um norte. E procuro fazer com que fiquem tranquilos e apoiados, para vencermos esta batalha juntos.

Mas posso te afirmar com todas as letras que, se não fosse a minha fé em Jesus Cristo e o amor a Virgem Maria, não conseguiria realizar esta tarefa como estou realizando. Não me deixo abater por notícias pessimistas ou catastróficas, e procuro levar o amor e a esperança a cada pessoa que me procura para falar. É uma força muito grande que tem me sustentado desde o início deste quadro de pandemia. A Oração do Rosário tem sido minha arma de batalha e as minhas orações, o alimento e vitamina para meu corpo e meu Espírito. Também Dom Orani e todo seu trabalho e motivação têm sido minha inspiração para continuar no eixo: não posso deixar meu pastor caminhar sozinho. Tenho que me manter em ação e caminhada.

Ana Maria Loyola, presidente da Federação das Filhas de Maria


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