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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 29/10/2020

29 de Outubro de 2020

Projeto ‘Estudo Bíblico’ (15/05)

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15/05/2020 02:17
Por: Redação

Projeto ‘Estudo Bíblico’ (15/05) 0

Livros do Novo Testamento (12)

Neste artigo prossegue-se na busca dos elementos que caracterizam a compreensão dos Escritos do Novo Testamento. Estes elementos coincidem com a Formação da Fé cristã, pautada na Revelação dos Evangelhos. Mas, esse contexto é uma precisa decisão da Igreja Apostólica, que nos comunicou as páginas do Novo Testamento.

1. CRISTOLOGIA E DIVERSIDADE DE FORMAS DO NOVO TESTAMENTO
Diversos elementos internos e externos, desde as raízes no judaísmo até a inculturação missionária no mundo greco-helenístico, contribuíram para a forma deste amplo espectro do cristianismo, que vemos refletido literária e teologicamente nos escritos do NT.

Uma conclusão obrigatória se impõe nestes termos, quando pensamos a realidade da Fé Apostólica no Cristo distribuída ao longo dos tão diversos textos que compõem o Cânon do Novo Testamento.

A saber que em resumo, se a distinta linha unificadora que atravessa o Novo Testamento e o cristianismo do primeiro século é estreita, a diversidade circundante é ampla e suas margens externas nem sempre são prontamente discerníveis. Uma unidade identificável, sim: mas ortodoxia, seja no conceito ou na realidade, não.

2. AS DIVERSAS VISÕES CRISTOLÓGICAS NO NOVO TESTAMENTO
Diversos exegetas e teólogos bíblicos, católicos e protestantes disputam ao longo desse século passado (séc. XX) uma visão ortodoxa acerca da identidade da Fé Cristológica, isto é, dos ‘credos’ em Cristo que fundam as bases dos Escritos inspirados do Novo Testamento.

Passaremos em resenha algumas destas visões e interpretações:

1. A VISÃO DE R. SCHNACKENBURG:

A Cristologia do NT e a Questão do Método Crítico:

O percurso da ‘História da Cristologia do NT’ levou o teólogo católico R.Schnackenburg (2005) à constatação que apesar de todo escritor do Novo Testamento, necessariamente ter seu próprio modo de falar, cunhando expressões e pontos de vista peculiares, eles estavam comprometidos com a Tradição à sua frente e com a confissão da comunidade.

Através do método histórico-crítico , o texto vem compreendido a partir dos dados que ele mesmo oferece, desde uma perspectiva de crítica interna e externa ao texto.

A questão de fundo que emerge pois com tal variedade, em um processo de evolução e de desenvolvimento progressivo e flutuante, coloca a seguinte questão: poder-se-ia falar de fato acerca de uma cristologia neotestamentária homogênea?

Do ponto de vista de um histórico-crítico não se pode conceber uma ou a cristologia do NT.

E se, no entanto, na medida em que se quer falar de unidade da cristologia do NT não se pode como método encontrá-la na superfície dos textos, ao contrário, deve-se através de uma indagação que encontre os fundamentos mesmos sobre os quais repousam as afirmações cristológicas, e que as relacionam, permitindo assim, uma verdadeira coleta.

A FORMULAÇÃO DAS CRISTOLOGIAS DO NT: DIVERSAS PROPOSTAS:
R. Schnackenburg passa em revista cinco autores, com diversas propostas de formulação e solução para a problemática da unidade das cristologias no NT, buscando aos mesmos avaliar seus resultados.

R. P. CASSEY (1958)
O artigo de Cassey se dirige contra a tese de J.A.T. Robinson, segundo o qual em At 3,20s existiria a mais antiga Cristologia do NT.

Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para serem apagados os vossos pecados. Virão, assim, da parte do Senhor os tempos de refrigério, e Ele enviará aqu'Ele que vos é destinado: Cristo Jesus. É necessário, porém, que o céu o receba até os tempos da restauração universal, da qual falou Deus, outrora, pela boca dos seus santos profetas (At 3, 19-21).

Não se encontraria neste contexto uma correlação entre o Messias e sua Parusia. Ele, no entanto, quer demonstrar, sobretudo através do título "Cristo Senhor" que o desenvolvimento da cristologia é profundamente variado, e que não existe por detrás da doutrina cristológica uma "teologia bíblica".

A crítica de Schnackenburg a Casey consiste na pretensão deste de querer remontar à vida mesma de Jesus, através das 'chaves' que serviriam de elementos de interpretação da pessoa de Jesus.

A formação kerigmática dos evangelhos, que representa já uma interpretação, não vem suficientemente considerada por Casey. Não vem reconhecido por estes autor um dado fundamental, isto é, que no evento da Ressurreição reside o ponto de partida de toda a cristologia da Igreja Primitiva.


 
 
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