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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 06/06/2020

06 de Junho de 2020

De Nazaré ao Rio de Janeiro: ‘Onde tudo começou’

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06 de Junho de 2020

De Nazaré ao Rio de Janeiro: ‘Onde tudo começou’

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15/05/2020 01:29
Por: Redação

De Nazaré ao Rio de Janeiro: ‘Onde tudo começou’ 0

A Arquidiocese do Rio de Janeiro fez programação especial para os sábados de maio, mês dedicado a Virgem Maria. Para rezar o Ângelus, às 12h, o arcebispo metropolitano, Cardeal Orani João Tempesta, convidou reitores dos principais santuários marianos do Brasil e do mundo para participarem juntos com o povo de Deus.

No dia 9 de maio, Dom Orani rezou o Ângelus – a Oração Regina Coeli ou Rainha do Céu, por ser durante o tempo pascal – com o frei Bruno Varriano, guardião da Basílica de Nossa Senhora da Anunciação, em Nazaré, na Terra Santa.

Durante o momento de oração, Dom Orani afirmou que é de Nazaré que brota a esperança de novos tempos, a aurora da salvação, quando o Senhor lembrou de Sua misericórdia.

“Hoje, vamos onde tudo começou, quando o Anjo anunciou a Maria que ela seria a Mãe do Redentor. Estamos em um momento muito diferente e difícil. Sabemos que foi em Nazaré que Maria disse 'sim' ao plano de Deus. Queremos, justamente de Nazaré, a esperança que brota desse momento atual, no qual há sofrimento e dificuldade, mas sempre colocando tudo nas mãos do Senhor”, contou.

Segundo frei Bruno Varriano, que rezou direto da Gruta da Anunciação, “neste tempo de pandemia, de dificuldade mundial, algo que nos ajuda a refletir é pensar: 'por que o verbo se fez carne?'. São Bernardo de Claraval, o cantor da encarnação, nos diz que 'o Verbo encarnado é o mestre, que com seu exemplo ensina e nos coloca em confronto com a verdade sobre nossa indigência, de cuja dolorosa experiência brotará nossa humanidade'. Então, o Verbo se fez carne, se fez fragilidade. Experimentamos, agora, a fragilidade humana, porque vivemos a experiência da nossa impotência. Deus se abaixa para encontrar o homem na sua humanidade e realidade”, comentou.

Para o religioso franciscano da Ordem dos Frades Menores (OFM), é esse encontro que permite o surgimento de gestos concretos de generosidade para com o próximo. “Esse é um tempo de graça, mesmo sabendo do sofrimento. A partir desse tempo, nascem gestos humanos de compreensão. Criamos muitas barreiras em nossos convívios e atividades. Parecíamos tão próximos, mas esse tempo nos ajuda a tirarmos as barreiras, como por exemplo, entre pais e filhos que agora se olham e dão espaço para o essencial”, acrescentou.

Ele também afirmou que, durante as peregrinações – agora paralisadas devido à pandemia – alguns missionários precisaram ser afastados das atividades da basílica. “Passaram pela basílica muitos grupos com pessoas com coronavírus. Os sacristãos, confessores e missionários tiveram contato com elas. O Ministério da Saúde precisou colocar, em um só dia, quatro de nossos missionários em isolamento. Hoje, pedimos a Deus tal como Jesus: 'Pai, se é possível, afasta de nós esse cálice'. Porém, que não seja feita a nossa, mas a sua vontade. Esse tempo nos faz, em Cristo, rezarmos desse modo”, completou.

Por fim, frei Bruno enfatizou a presença do Senhor em meio a Humanidade nesse tempo difícil. “Deus vai na realidade de cada homem, vivendo a nossa experiência humana, exceto no pecado. Por isso, Nazaré é esperança, pois nos lembra que Deus nos amou de fato e que não estamos sós. Ele está conosco”, encerrou.

Da Redação


 
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