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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 29/10/2020

29 de Outubro de 2020

Descanse em paz

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10/05/2020 23:05 - Atualizado em 11/05/2020 12:40
Por: Redação

Descanse em paz 0

Mario Nogueira Filho, nasceu na cidade de Lambari no estado de Minas Gerais em 15 de novembro de 1943 e lá viveu sua infância e adolescência. Foi ordenado no dia 7 de dezembro de 1969 pelo Cardeal Dom Jaime Câmara. 

Sua vida sacerdotal iniciou-se na Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Realengo e após o falecimento do Monsenhor Manoel Rodrigues de Santa Rosa, foi transferido para a Matriz de São Sebastião e Santa Cecília de Bangu onde tomou posse como vigário coadjutor no dia 10 de janeiro de 1972. A pedido do Padre Celso José Pinto da Silva, vigário da Matriz de Bangu, teve como principal missão cuidar da catequese desta paróquia.
Chegou a residir na antiga casa paroquial, uma das casas da antiga Vila Operária da Fábrica de Tecidos Bangu, que se situava no local onde hoje se encontra o estacionamento do supermercado Intercontinental. No ano de 1976 morou temporariamente em um apartamento na rua Ubaldo Ramalhete e a antiga casa paroquial da Vila Operária foi destinada à catequese. Em 1977 passou a residir na atual casa paroquial de forma definitiva e nela permaneceu até seus últimos dias de vida.

No ano de 72, participou da fundação do SARE (Serviço de Assistência Religiosa aos Enfermos) , nesta paróquia, que possuía o objetivo de visitar e assistir os enfermos em suas necessidades materiais e espirituais.

Em 28 de agosto de 1978, Padre Mário foi nomeado Vigário desta Matriz, tomando posse no aniversário de 70 anos da paróquia, 8 de setembro de 1978.

Com objetivo de expandir a evangelização nesta região, fez a benção da pedra fundamental da Capela filial desta Matriz, a Capela de Nossa Senhora de Fátima do Sandá, em outubro de 1983.

No ano de 1984 promoveu o primeiro Encontro de Jovens com Cristo na Escola Presidente Médici com a participação de mais de 70 jovens.
Durante toda a década de 80, Monsenhor Mário, teve um grande zelo com as festas dos padroeiros e com a realização de círculos bíblicos, encontro de jovens e encontro de casais. Alguns destes encontros eram realizados nos colégios da região. Se preocupava com a formação dos coordenadores das pastorais e principalmente da formação dos catequistas.

Em Julho de 1991 adquiriu uma máquina copiadora que o possibilitou aprimorar os folhetos com os cânticos que seriam entoados nas Santas Missas e que ele mesmo chamava de “folheto branco”, estes ficavam guardados atrás do altar de mármore em caixas separadas. Alguns deles foram reproduzidos em antigos mimeógrafos. Monsenhor Mário acreditava firmemente na evangelização através da música. A partir dos anos 90, costumava propor um canto final no qual andava por toda a Igreja cantando junto à comunidade.

Em 1996 promoveu uma reforma na estrutura que suportava os três sinos, pois a mesma estava seriamente comprometida. Alertado por profissionais da Prefeitura, arrecadou fundos para que a obra fosse feita. O restauro demandou 4 meses de execução.

No fim dos anos 90 restaurou a tradicional Congregação das Filhas de Maria. Dom Karl Josef Romer em visita pastoral no ano de 1998 incentivou a iniciativa. Neste mesmo período fundou a pastoral da solidariedade que tinha objetivo a entrega de cestas básicas, roupas e materiais de higiene aos necessitados. No ano de 98 doava-se 200 cestas por mês, mas antes da entrega aos carentes, Pe. Mario fazia questão de rezar o Santo Terço com os presentes.

No ano de 2003 precisou promover algumas obras de reparo na Igreja com o objetivo de restaurar o frontispício de Santa Cecília, parte do teto e as portas de madeira que ganharam uma restauração em sua aparência original ao contrário da tinta cinza que os cobria.

Padre Mario tinha grande carinho pelas visitas das imagens peregrinas de Nossa Senhora. Nossa Senhora da Penha, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora do Loreto... Foram várias as santas imagens que visitaram nossa Paróquia e foram acolhidas com muito entusiasmo e piedade pelo nosso pároco.

Em 2006 restaurou a centenária imagem de Nossa Senhora da Conceição, feita em Portugal no ano de 1909 especialmente para ornar o altar primitivo da Matriz e algumas outras imagens da Igreja.

Mas a festividade que o Monsenhor Mario teve o prazer de participar foi o Centenário da Paróquia São Sebastião e Santa Cecília realizado no mês de setembro de 2008. Uma série de eventos marcaram este acontecimento, inclusive um interessante fórum a respeito dos 100 anos da Matriz de Bangu. Nesta oportunidade discursou, o nosso querido padre, a respeito de sua trajetória até aquele momento e disse: “Uma coisa que aprendi de graça: Gostar e amar Bangu. Gostar e amar este bairro. Minha vida foi feita aqui. Minha história foi feita aqui. Há duas cidades que eu amo, a minha Lambari lá no sul de Minas e aqui, aqui eu construí o meu sacerdócio, tenho tentado viver o “meu” Evangelho, a minha Fé e o meu trabalho de padre junto com minha comunidade”. E concluiu “Se deram o privilégio, alegria e a honra de celebrar com vocês cem anos, é porque Ele quis que eu estivesse aqui para celebrar com meu povo esta data tão bonita, tão linda e tão cheia de significados”.

Padre Mario deixou a função de pároco e se tornou o primeiro pároco emérito desta paróquia em julho de 2015, quando o Padre Felipe Lima chegou a esta paróquia. Continuou exercendo suas funções sacerdotais, mas já demonstrava dificuldades devido a seu estado de saúde que lhe imputava alguns momentos de esquecimento ou de mal estar excessivo. Valente e corajoso, nunca temeu dificuldades e não abandonou suas responsabilidades até que não fosse possível prosseguir.

Em 2018, sua vida sacerdotal foi coroada pelo Papa Francisco que lhe conferiu o título de Monsenhor. Na cerimônia em que Dom Orani lhe entregou seu título, disse à imprensa: “Recebi essa notícia com muita alegria. A responsabilidade sempre existe, mas com ela, a alegria de servir ainda mais a Igreja de Cristo. Minha vocação vem desde criança, passou pela família e se firmou no seminário. Mesmo com os desafios e dúvidas, a graça de Deus prevaleceu para que eu pudesse servi-Lo da melhor forma possível”

Monsenhor Mario deixará uma falta irreparável em seus paroquianos, que já estavam acostumados a ouvirem suas pregações e suas célebres frases. Como a que usava com frequência na abertura da Missa: “Sejam todos bem-vindos à casa do Pai”. Ou ainda a que pode ser aplicada com grande perfeição nos dias de hoje: “Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem”.

Descanse em paz!


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