Arquidiocese do Rio de Janeiro

26º 21º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 06/06/2020

06 de Junho de 2020

‘Jovens: Amem a Legião. Não deixem a Legião de Maria morrer’

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

06 de Junho de 2020

‘Jovens: Amem a Legião. Não deixem a Legião de Maria morrer’

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

10/05/2020 00:00
Por: Flavia Muniz

‘Jovens: Amem a Legião. Não deixem a Legião de Maria morrer’ 0

O Senatus Assumpta do Rio de Janeiro comunicou, no dia 5 de maio, a páscoa da segunda secretária, irmã Zélia Rainha, a última remanescente da fundação da Legião de Maria no Brasil.

Nascida no dia 7 de fevereiro de 1927, no Rio de Janeiro, a legionária Zélia Rainha era a filha caçula de Eduardo Rainha e Maria do Patrocínio Ramos. Estudou no Instituto de Educação, atual Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro, no bairro Maracanã, de onde obteve a formação em educação básica. Graduou-se em Direito e em Letras (português-francês). Lecionou e foi diretora de escola, até se aposentar. Era solteira e consagrada pelo Método de São Luís Maria Grignon de Monfort.

Ainda na juventude, pertenceu à Pia União das Filhas de Maria (PUFM), sendo a presidente da congregação de PUFM na Paróquia Nossa Senhora da Salette, no bairro do Catumbi, onde residia com a família. Por volta do ano de 1950, a convite de sua grande amiga Yolanda Ribeiro, e motivada pelo irmão saletino João Creff - fundador da Legião de Maria, em terras brasileiras -, teve seu ingresso no primeiro Praesidium da Legião de Maria no Brasil, instalado na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, na Rua do Riachuelo, no Centro: o Praesidium Refugium Peccatorum, ativo ainda hoje e a cujas reuniões semanais a irmã Zélia assiduamente frequentou, até pouco antes de ser internada em função de sua arritmia cardíaca e alterações da pressão arterial, vindo a óbito.

Ao lado de Yolanda Ribeiro, a maior extensionista da Legião no Brasil, Zélia foi uma das grandes cooperadoras pela expansão da Legião em todo o Estado do Rio de Janeiro, após a aprovação pelo Cardeal Dom Jaime de Barros Câmara, em 1951.

Ela e Yolanda foram as responsáveis pelas traduções, para o português, do primeiro Manual da Legião de Maria, das orações e dos primeiros boletins, todos em língua francesa, visto que a Legião no Brasil teve início a partir da visita do irmão Creff ao Senatus de Paris, junto ao qual obteve os primeiros materiais para iniciar a Legião no Brasil.

Ao longo de sua trajetória como legionária, Zélia esteve presente nos grandes momentos da Legião no país, bem como da Igreja. Atuante e firme em defesa da unidade legionária e da fidelidade às normas da associação, pronunciava-se corajosamente, sempre que preciso, para defender os interesses da Legião no Brasil; e enfrentou muitos embates, em prol da obediência legionária e, por isso mesmo, da preservação do ideal do fundador Frank Duff. Exortavam veementemente, ela e Yolanda, a que sempre se obedecessem às determinações do Concilium Legionis Mariae e do Manual. E, não raro, foram, ambas, duramente criticadas e injustamente incompreendidas.

Zélia presidiu o Senatus Assumpta do Rio de Janeiro mais de uma vez, e seu vigor apostólico e zelo ardente pela Legião afloravam e costumavam ser decisivos, pela coerência, pela firmeza e por sua sabedoria, em questões de grande relevância para os destinos da Legião de Maria no Brasil.

Aos 93 anos, a legionária Zélia Rainha serviu fiel e devotadamente a Nossa Senhora, pela Legião de Maria do Brasil, que ajudou a expandir. Lúcida e bem disposta, Zélia, até poucos meses antes da internação, ainda era a responsável pelas traduções dos boletins do Concilium Legionis Mariae, cuja sede está em Dublin-Ir, e que são enviados, periodicamente, para os Conselhos do Brasil.

Grande incentivadora dos jovens, idealizou, com Yolanda, e, juntas, fundaram a Secretaria da Juventude Legionária do Senatus Assumpta. Zélia sempre foi admirada e amada pelos jovens, que sempre faziam questão da sua presença e das suas palavras nos eventos que realizavam. Eles não lhe poupavam carinhos e afagos quando em sua companhia. A eles, dirigiu estas palavras no I Fórum da Juventude Legionária do Rio de Janeiro, realizado em fevereiro de 2019: "Agora, eu já não tenho mais forças. Trouxemos a Legião até vocês. Eu já fiz a minha parte. Cabe a vocês, jovens, agora, não deixar que a Legião de Maria se extinga, levando-a adiante. Jovens: Amem a Legião. Não deixem a Legião de Maria morrer".

Nossas orações elevem a alma de nossa irmã Zélia Rainha à presença de nossa Celestial Comandante, acompanhadas de nossa mais sincera, imensa e eterna gratidão a mais esta aguerrida centuriã do exército de Maria Santíssima, o qual, em Sua honra e pela Glória de Deus, com Maria segue e com Maria avança, terrivelmente em ordem de batalha.
 
Flávia Muniz
Secretaria da Juventude Legionária do Senatus Assumpta do Rio de Janeiro


Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.