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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 31/10/2020

31 de Outubro de 2020

Projeto ‘Estudo Bíblico’

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10/05/2020 00:00
Por: Redação

Projeto ‘Estudo Bíblico’ 0

Projeto ‘Estudo Bíblico’
Livros do Novo Testamento (10)

Neste artigo trataremos ainda das muitas temáticas introdutórias à leitura correta dos 28 livros que compõem o conjunto do Novo Testamento.
ANÁLISE E PROPOSTAS DE SUPERAÇÃO DO PROBLEMA:
Numa segunda etapa parte-se para uma dimensão de análise destas questões levantadas, na prospectiva de soluções adequadas a uma visão mais correta do Cânon.


Segundo Child (1984), existe uma difusa má compreensão do significado preciso do Cânon. Como se fosse uma mera atividade chamada 'eclesiástica', externa à literatura bíblica que se impôs aos textos. Esta é a visão de alguns autores protestantes.
Ao contrário, o papel fundamental da autoridade desenvolveu-se ao interno de uma comunidade de fé e culto, através de suas particulares tradições.
A consciência do Cânon se desenvolveu como um elemento constitutivo da Igreja cristã e repousa profundamente no interior mesmo da literatura do NT.

O estabelecimento do Cânon constitui uma combinação de critérios histórico-teológicos.

Igualmente importante é perceber nas raízes históricas das tradições a consciência profunda do Cânon, para entender este processo, pois a compreensão das raízes históricas profundas da consciência canônica na Tradição é que suscita um entendimento da natureza do processo.
Longe de serem condutores objetivos da tradição recebida, os tradutores, autores e redatores do Novo Testamento efetuaram uma interpretação maciça do material por todo processo de seleção, modelagem e transmissão.

O Cânon como processo está em contato com um fato central. Ele não ‘inventa’ o seu conteúdo, mas foi a preocupação de tornar a forma ocasional em que o Evangelho foi recebido pela primeira vez em um meio que permitiu à Fé plena e sinceramente testemunhar a gerações sucessivas de crentes, que não haviam experimentado diretamente a Encarnação e Ressurreição de Cristo (1 Pd 1,8: ‘Pois, mesmo sem tê-Lo visto, vós o amais; e ainda que não estejais podendo contemplar seu corpo neste momento, credes em sua pessoa e exultais com indescritível e glorioso júbilo.’ E sobretudo, Jo 20, 29: ‘Disse-lhe Jesus: Creste, porque me viste. Felizes aqueles que creem sem ter visto!’)

Deste tipo de concepção do Cânon em íntima relação com o processo vivo das tradições eclesiais ao interno do NT pode-se criticar como falsa a visão de diversos autores ( interpretação protestante) neste campo. Igualmente J.D.G.Dunn que entende o Cânon como ‘congelamento da tradição’.

R.E.Brown, teólogo católico, distingue entre o texto literal ou canônico e o significado eclesiástico, diversamente de E. Best (congelamento da tradição em contexto particular). Ele entende o nível canônico do texto como um ‘amarrado’, para um específico nível histórico de coletores iniciais da tradição.
Uma reflexão teológica sobre o Cânon, no contexto da diversidade e da dinamicidade das tradições, muito bem representadas nos diversos textos e formas que o compõem, parte de um preciso pressuposto: ‘O Cânon do Novo Testamento estabeleceu um contexto a partir do qual a tradição evangélica era interpretada’.

Contra S.F.D.Moule, Brown afirma que a Igreja antiga julgou a partir daquilo que ela entendia como sendo proveniente do testemunho apostólico. Ao estabelecer um cânone, ele separou o testemunho apostólico e estabeleceu uma distinção entre ele e a tradição eclesial posterior. No entanto, foi uma avaliação consciente da igreja anterior em relação ao testemunho apostólico que estabeleceu os parâmetros do Cânon.

O skandalon do cânone é que o testemunho de Jesus Cristo ganhou sua forma normativa por meio de um processo interpretativo da era pós-apostólica.

Significativamente, a polaridade teológica não estava entre ‘palavra e tradição’ reconhecidamente a palavra criada na tradição - mas entre diferentes formas de tradição. O canônico é a autoridade e, mais tarde, a tradição da Igreja é derivativa do canônico.

CONCLUSÃO: A RELAÇÃO ENTRE O CÂNON DO NT E A VARIEDADE NO CRISTIANISMO PRIMITIVO

É dentro do contexto da relação que se justifica todo este itinerário. Isto é, aquela relação que se estabelece entre o Cânon do NT e o cristianismo primitivo, como um grande mosaico de influências religiosas e culturais. Childs se afasta da visão representada pela obra de J. D.G.Dunn.

Para ele, Dunn continua a pressionar a questão da diversidade dentro do Novo Testamento. Enquanto, ao contrário, foi uma importante função do Cânon preservar um vasto conjunto das diversas tradições.

Segundo Childs, as falhas de Dunnconsis têm no fato que ele primeiro isola uma posição doutrinária através da reconstrução histórica e literária, e, depois, a opõe diretamente a outra vertente do Novo Testamento.

Ele ainda erra por examinar as tradições dentro do contexto canônico a fim de determinar como o material foi realmente ouvido, mas com base em uma reconstrução moderna que apresenta tensões dentro do Cânon, que historicamente nunca foram percebidas dessa maneira. O método de Dunn justapõe essas variáveis, abstraindo-as de seu contexto literário e, em seguida, encontrando uma série de contradições flagrantes.

Assim, para concluir, Childs considera como erro de E.Käsemann e J.G.Dunn (visão protestante moderna) que reside em simplificar muito a variedade de possibilidades relacionais disponíveis para uma comunidade religiosa.

Pois, para Childs, o significado do Cânon do Novo Testamento reside, não em negar a presença da grande variedade, mas em seu papel de oferecer diretrizes sobre como a variedade deveria ser entendida à luz da unidade em Cristo.


 
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