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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 05/06/2020

05 de Junho de 2020

Projeto ‘Estudo Bíblico’

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03/05/2020 17:42
Por: Redação

Projeto ‘Estudo Bíblico’ 0

Projeto ‘Estudo Bíblico’
Livros do Novo Testamento (9)

Neste artigo prosseguimos pelas estradas sinuosas da formação dos livros do Novo Testamento, o Cânon, a reunião dos Escritos inspirados por Deus para que bebêssemos da ‘água pura’ da Verdadeira Revelação de Cristo.

O Problema teológico: O Método Crítico e a problemática do Cânon do Novo Testamento

Childs (1994) parte de uma situação menos coesa para a avaliação da questão teológica do Cânon: Se existe um consenso em relação a certos aspectos dos problemas históricos associados ao desenvolvimento do Cânon do Novo Testamento, o mesmo não pode ser dito sobre a interpretação teológica do Cânon.

Partindo do debate iniciado por E. Käsemann, apresentam-se alguns pontos que auxiliam a captar sinteticamente os aspectos mais relevantes do debate exegético teológico sobre o Cânon do NT.

1º) Como se pode lidar com a grande diversidade de perspectivas que se apresentam ao interno do Cânon do NT? Para Käsemann, muito longe de ser a base para a unidade da Igreja, é, ao contrário, a maior razão de sua desunião.

Na mesma perspectiva, JD.G.Dunn vê o NT como um complexo de contradições e tensões, da qual salvar-se-ia um único conceito comum em linha de continuidade: aquela do Cristo como "O Exaltado".

Para Childs, se coloca, a partir destas perspectivas, as seguintes questões: Como se pode decidir pelo autêntico Evangelho, em meio a tantas vozes conflitantes? Dever-se-ia decidir por um Cânon dentro do Cânon?

2º) Da Escola Inglesa e Americana, Childs extrai muitas questões: Seria proveitoso e necessário falar de níveis de autoridade canônica (R. E.Brown e J.D.G.Dunn )?

Em que medida a função teológica do Cânon do NT depende da redescoberta do momento histórico particular, no qual a autoridade atribuiu primeiramente um nível da Tradição?

É correto falar do Cânon como tradição congelada no tempo e que, como pensa E. Best, serve simplesmente para ilustrar como os cristãos de então entendiam autoridade?

Estas são as típicas questões do pensamento protestante moderno sobre o Cânon, as dificuldades teológicas dos cristãos que em certo momento da História do cristianismo resolveram se afastarem da Tradição.

3º) Quanto pode ser atribuído à autoridade teológica pelas decisões canônicas da Igreja Antiga? Se o tempo que desempenha um papel de condicionante, juntamente com as características culturais, realmente influenciou determinante neste processo, em que medida foi o Cânon simplesmente uma superreação defensiva à ameaça dos montanistas e gnósticos?

Se muitos destes critérios com os quais a canonicidade foi decidida, como a apostolicidade, têm sido questionados com o avanço das ciências históricas, como podem os resultados destas decisões ter uma autoridade última para a Igreja hodierna?

A resposta a estas questões colocadas pela teologia protestante e, em parte, por ambientes católicos provém dos textos do Concílio Vaticano II, a Constituição Dogmática "Dei Verbum” (A Palavra de Deus 1965):

Deus dispôs amorosamente que permanecesse íntegro e fosse transmitido a todas as gerações tudo quanto tinha revelado para salvação de todos os povos. Por isso, Cristo Senhor, em quem toda a revelação do Deus altíssimo se consuma (2 Cor. 1,20; 3,16-4,6), mandou aos Apóstolos que pregassem a todos, como fonte de toda a verdade salutar e de toda a disciplina de costumes, o Evangelho prometido antes pelos profetas e por Ele cumprido e promulgado pessoalmente, comunicando-lhes, assim, os dons divinos. Isto foi realizado com fidelidade, tanto pelos Apóstolos que, nas suas pregações orais, exemplos e instituições, transmitiram aquilo que tinham recebido dos lábios, trato e obras de Cristo, e o que tinham aprendido por inspiração do Espírito Santo, como por aqueles Apóstolos e varões apostólicos que, sob a inspiração do mesmo Espírito Santo, escreveram a mensagem da salvação (DV 7).

E diz ainda que os Evangelhos são a preservação íntegra da vontade apostólica de guardar fielmente as palavras de Cristo:

Porém, para que o Evangelho fosse perenemente conservado íntegro e vivo na Igreja, os Apóstolos deixaram os bispos como seus sucessores, "entregando lhes o seu próprio ofício de magistério". Portanto, esta sagrada Tradição e a Sagrada Escritura dos dois Testamentos são como um espelho no qual a Igreja peregrina na terra contempla a Deus, de quem tudo recebe, até ser conduzida a vê-lo face a face tal qual Ele é (cfr. 1 Jo. 3,2) (DV 7).
 

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