Arquidiocese do Rio de Janeiro

26º 21º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 06/06/2020

06 de Junho de 2020

Orações que vêm da clausura

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

06 de Junho de 2020

Orações que vêm da clausura

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

01/05/2020 00:00 - Atualizado em 03/05/2020 17:39
Por: Redação

Orações que vêm da clausura 0

Para além das paredes dos hospitais, os doentes, seus familiares e os profissionais de saúde não sabem, mas também contam com as graças de amor que vêm de Deus pelas orações das irmãs na clausura. Elas rezam por todas as enfermidades humanas e, especialmente, nesse momento de pandemia, dedicam suas preces à cura.

As monjas carmelitas do Convento de Santa Teresa vivem em oração e imolação, quando apresentam a Deus as necessidades mais urgentes da Igreja e da Humanidade, e que, iluminadas pelo testemunho de Santa Teresa, doutora da Igreja, buscam o amor por meio da vida de oração e de santidade.

"Como o coração bombeia o sangue para todo o corpo humano, assim nossa intercessão pode impulsionar graça, salvação e vida em plenitude para todos os profissionais da área de saúde, seus pacientes e seus familiares para serem consolados na caridade, animados na esperança e fortalecidos pela fé", comparou a superiora, madre Fabiana Maria de Jesus.

Em tempos de solidão provocada pela necessidade do isolamento social, uma das monjas carmelitas aconselhou:

"É importante compreender que não há motivo para nos sentirmos sós, pois não estamos. O amor e o carinho continuam, mesmo que o contato físico se tenha distanciado. Esta é uma oportunidade para conviver de forma mais íntima. Fale com quem está em casa com tranquilidade, sem pressa. Escute até que terminem, deixe que o diálogo faça crescer a confiança e as confidências construam cumplicidade. Diga aquilo que nunca teve tempo de dizer, conte o que sempre quis contar, fale de tudo e de nada, mas com carinho, que é o que chega à alma e nela faz ninho. Assim descobrirá que a distância não é ausência".

No Instituto Filhas da Pobreza do Santíssimo Sacramento, a adoração eucarística se estende durante todo o dia e também até a madrugada, quando todas as irmãs da comunidade levam em seus corações os sofrimentos e as angústias de todos os homens e mulheres, e pedem intercessão por cada um.

Uma das filhas do instituto, a irmã Inês da Mãe de Deus, ressaltou que pedem a Deus para que cresça a fé nos corações, com a certeza de que o Senhor está conosco:

"Ele segura nossa mão, o sofrimento é habitado por seu amor, embora não compreendamos os seus mistérios. Pedimos ouvidos afinados para captarmos os apelos que Ele nos dirige nos convidando a rever o essencial em nossa vida, o conforto para os que mais sofrem e a graça de unirem-se a Cristo. Pedimos a fortaleza ao nosso Papa, bispos, sacerdotes e a todos os que estão à frente desta batalha, especialmente os governantes, médicos e agentes de saúde, para que, a exemplo de Jesus Bom Samaritano, possam ser alívio e esperança e, particularmente, suplicamos a Deus pelo fim desta pandemia", disse irmã Inês.

Nos mosteiros clarianos, as súplicas seguem as intenções recomendadas pelo Santo Papa Francisco e o Cardeal Orani João Tempesta, por todos os atingidos pelo novo coronavírus. Segundo madre Pacífica de Jesus, da Ordem de Santa Clara, as irmãs rezam especialmente pelos irmãos enfermos, pelos médicos e profissionais de saúde que se dedicam arriscando a própria vida. E vão além: "Pedimos também em preces que os governantes sejam iluminados em suas decisões, em favor dos mais necessitados".

Segundo o vigário episcopal para a Vida Consagrada, Dom Roberto Lopes, a Arquidiocese do Rio tem carismas missionários, apostólicos e das virgens consagradas. Os de vida contemplativa são quatro mosteiros: dois carmelitanos, o Santa Teresa, em Santa Teresa, e São José, em Jacarepaguá; das clarissas, na Gávea, e das concepcionistas, em Vila Isabel.

“É um testemunho de vida, mesmo dentro da clausura. São os tipos de vida monástica mais antigos da Igreja, e possuem uma espiritualidade forte. A vida monástica é uma grande graça para uma Igreja Particular, para uma diocese”, disse.

“Neste tempo de pandemia”, acrescentou Dom Roberto, “eles se unem, de maneira particular, na vida de oração, prolongando no tempo a adoração ao Santíssimo Sacramento, na qual são divididos em quatro momentos, sendo 24 horas de oração por dia. Viver a vida monástica já é santificar o tempo e, agora, neste momento histórico, a oração é feita com mais intensidade”.

“Que os fundadores e patronos dos nossos mosteiros, Santa Teresa, São João da Cruz, Santa Clara, São Francisco e Santa Beatriz, intercedam por todo o nosso povo”, rogou o vigário episcopal para a Vida Consagrada.

Carlos Moioli
Colaboração: Cristina Miguez


 
Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.