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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 31/10/2020

31 de Outubro de 2020

‘A celebração da santa missa tem tanto valor como a morte de Jesus na Cruz’

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31 de Outubro de 2020

‘A celebração da santa missa tem tanto valor como a morte de Jesus na Cruz’

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26/04/2020 00:00
Por: Redação

‘A celebração da santa missa tem tanto valor como a morte de Jesus na Cruz’ 0

Neste domingo, 26 de abril, comemoramos a primeira missa no Brasil, a Terra de Santa Cruz, presidida pelo frei Henrique de Coimbra, na Praia da Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália, no litoral sul da Bahia, após 47 dias de viagem pelo Atlântico.

Participaram da missa os portugueses que faziam parte da expedição de colonização, descrita por Pero Vaz de Caminha em Carta ao El-Rei português: “Ao domingo de Pascoela pela manhã (ano 1500), determinou o capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu (Ilha de Vera Cruz). Mandou a todos os capitães que se aprestassem nos batéis e fossem com ele. E assim foi feito num altar ‘mui bem corregido”.

Saudades da missa
Passados 520 anos, os fiéis católicos brasileiros não veem a hora de terminar essa “viagem” por águas tempestuosas e abarcar nos átrios do solo sagrado das comunidades paroquiais para celebrar com júbilo o santo sacrifício do altar: o corpo e sangue do Senhor Jesus e Salvador.
Segundo Santo Tomás de Aquino, “a celebração da santa missa tem tanto valor como a morte de Jesus na Cruz”. “A celebração dominical da Eucaristia está no centro da vida da Igreja: nós vamos à missa para encontramos o Senhor Ressuscitado”, disse o Papa Francisco (audiência geral de 13/12/2017). O padroeiro dos padres, São João Maria Vianney, diz: “Se conhecêssemos o valor da Santa Missa nos morreríamos de alegria”; já Santo Tomás de Aquino escreveu: “O martírio não é nada em comparação com a Santa Missa. Pelo martírio, o homem oferece a Deus a sua vida; na Santa Missa, porém, Deus dá o seu Corpo e o seu Sangue em sacrifício para os homens”.

Fechados em casa
Nestes tempos de pandemia, quando todos são orientados a ficar em casa, no isolamento social, porque os templos estão de portas fechadas, os veículos de comunicação têm aproximado os fiéis do sagrado, das celebrações e devoções.

"Na fé e certeza de que a presença real de Jesus e a eficácia da Eucaristia nos alcançam pelos veículos de comunicação. É sublime a todo instante ter Jesus adentrando em nosso lar, estando nós fechados em casa. Tem sido uma experiência da passagem (Páscoa) do Senhor muito concreta. É Ele quem vem às nossas igrejas domésticas, é Ele quem entra, estando às portas fechadas, demora-se conosco e parte o Pão para nós. Isso e a dedicação dos sacerdotes em manterem o Santo Sacrifício sendo celebrado é o que mitiga e sublima a saudade do templo", disse Flávia Muniz, da Legião de Maria e da Paróquia Senhor do Bonfim, na Cidade Alta.

Celebração da fé
Para Morgana Colombo, consagrada da Comunidade Mar a Dentro, a sua maior privação nestes tempos de pandemia é a “proximidade física das pessoas, de não celebrar a Eucaristia junto com tantos irmãos, conhecidos ou não”. Para a consagrada, “o Espírito, de fato, nos conduz ao deserto, e diante da saudade, a gratidão tem crescido no meu coração, junto com uma grande esperança, de que no tempo oportuno, a comunidade vibrará em júbilo, celebrando sua fé”, disse Morgana, fazendo votos que esse momento que alimenta sua esperança possa acontecer na sua vida e na de tantos irmãos.

Saudade da comunhão eucarística
“Neste nosso isolamento podemos dizer que as missas assistidas pela mídia ajudam a manter nossa sanidade e espiritualidade em alta, mas, claro, que nossos corações e mentes estão sentindo uma enorme saudade da Comunhão Eucarística e da alegre, saudável e fraterna convivência com nossos sacerdotes e irmãos na fé”, disse Glória Milagres, do Apostolado da Oração e da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, na Glória .

Missas presenciais
Para Michelle Neves, agente da Pastoral de Comunicação, a esperança não morre jamais.
“Ainda que este período de quarentena tenha nos ensinado que o que nos une é infinitamente mais forte do que imaginávamos, que a criatividade e o zelo pastoral tenha cumprido a difícil missão de trazer Cristo em nossas igrejas domésticas, nada poderá ser mais significante para nós que voltar às missas diárias presenciais. Nesses dias excepcionais o que nos nutre é a expectativa que, se Deus quiser, e o quanto antes, poderemos juntos cantar que Jesus é a nossa alegria e que estará para sempre conosco”, afirmou.

O próprio Deus se apresenta como dom
Segundo Rafael Godinho, que trabalha na Cúria Metropolitana do Rio, a missa não é mero serviço religioso, comparável a um conjunto de orações e gestos, “em que nós falamos com Deus, mas o momento em que o próprio Deus se apresenta como dom, em Palavra e Eucaristia, para sua assembleia reunida. A missa toda é um momento grave e alegre, não triste nem desleixado, em que nos esforçamos para absorver todo o seu valor, com uma postura interna e externa compatíveis”. Rafael acrescentou que afirmar na missa, por exemplo, que Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus é algo muito profundo. “O sacrifício eucarístico precisa reverberar em nosso interior, numa escala crescente. É essencial termos essa consciência, em meio ao mundo neopagão”, afirmou

Renovar o sacrifício de Jesus
Na opinião de Thiago Neves, coordenador de liturgia na Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem, na Rocinha (Gávea), participar da missa, junto com os irmãos, é estar inteiramente ligado com Cristo através do seu mistério pascal. “Todo cristão católico necessita do alimento tanto das Escrituras, proferidas na Liturgia da Palavra, como da Sagrada Eucaristia. Então, participar da missa junto ao povo reunido, para mim, tem um valor extraordinário; tenho necessidade de reviver e renovar todo o sacrifício que Jesus passou pela minha (nossa) redenção”, afirmou.

Louvor a Deus.
“Quando estou na igreja sinto a alegria e a harmonia do local, o amor de Cristo nos envolvendo durante o transcorrer da missa. Meu coração se rejubila no momento da consagração, e me sinto honrada em receber o Corpo de Cristo. Também sinto falta da presença dos paroquianos, pois todos nós juntos emanamos a energia de louvor a Deus.

Em casa, permanecemos conectados com Deus também, porém é outro tipo de sensação que vivemos”, disse Janete Lopes, da Paróquia Nossa Senhora da Glória, em Cordovil.

Carlos Moioli

Legenda

A primeira missa encontra-se retratada, de modo fantasioso, num quadro denominado “A Primeira Missa no Brasil”, uma das principais obras de Victor Meireles, pintado em 1860.


 
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