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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 31/10/2020

31 de Outubro de 2020

‘Com muita fé e esperança, fiéis aclamaram Jesus com ramos, lágrimas, palmas e hosanas’

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31 de Outubro de 2020

‘Com muita fé e esperança, fiéis aclamaram Jesus com ramos, lágrimas, palmas e hosanas’

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24/04/2020 18:23
Por: Redação

‘Com muita fé e esperança, fiéis aclamaram Jesus com ramos, lágrimas, palmas e hosanas’ 0

“Saudade da nossa casa de oração, do nosso abraço”, assim definiu o pároco da Paróquia Imaculada Conceição, no Recreio dos Bandeirantes, padre André Vilar de Moraes Martins, sobre a reação dos fiéis neste tempo de pandemia.

Para ficar próximo aos fiéis, as missas passaram a ser transmitidas ao vivo, o contato começou a ser feito por gravações e, por sua vez, os paroquianos responderam às convocações.

“Tudo isso nos têm feito chegar aos paroquianos que um dia celebraram conosco e hoje estão longe, mas puderam se sentir em casa, na sua comunidade, com a certeza que não estão sozinhos e nem distantes”, disse o pároco.

Segundo padre André Vilar, a paróquia já fazia transmissões no Facebook e no Instagram e, em menos de dois dias, foi alcançando o número de mil inscritos no YouTube.

“Hoje, temos transmissões ao vivo e gravações, com a participação dos agentes de pastoral nos três canais, sem contar as reuniões virtuais com os conselhos, grupos pastorais e sociais, o que nos permite não parar no trabalho de evangelização”, disse.

Para o pároco, o uso das mídias sociais foi algo inédito, não imaginado.

“Sempre usei as mídias modernas para questões mais pessoais, alguns ensaios pastorais, mas de um dia para o outro foi necessário me reinventar. Usar esses novos instrumentos para manter a comunidade unida e alimentada pela Palavra de Deus. Poder entrar em muitas casas e ser ouvido por muitas pessoas transmitindo a paz, o amor, a bênção do bom Deus”, disse.

Catequese
Segundo explicou padre André Vilar, os catequizandos foram, num primeiro momento, os que mais sentiram os efeitos da pandemia.
Neste ano, não foi possível fazer os escrutínios dos jovens e adultos para a recepção dos sacramentos durante a Vigília de Páscoa. Também os encontros das crianças e adolescentes.

“Tudo teve que ser reinventado. Os jovens e adultos com seus catequistas se uniram em seus lares para a assistência da missa através das mídias paroquiais, no mesmo horário, e fizemos referência a eles, rezamos com e por eles, e assim continuam até podermos voltar e administrar a eles os sacramentos da Iniciação à Vida Cristã”, contou.

O pároco acrescentou que as crianças se mostraram as mais animadas e fiéis aos encontros online com seus catequistas.

“Tudo o que fazem os catequizandos registram e compartilham conosco: oratórios, ornamentação de ramos, eles com a família assistindo as missas ou outros momentos orantes. Uma participação entusiasmada. Eles mesmos convocam suas famílias para rezar”, destacou.

Caridade social
As campanhas de alimentos em beneficio dos pobres são feitas regularmente pela paróquia. Neste período de pandemia, a campanha foi feita entre os agentes de pastoral, através de posts nos grupos de WhatsApp.

“Na Sexta-Feira Santa, foi feito um mutirão emergencial de caridade, no sistema drive-thru. Após a celebração da Paixão e Morte do Senhor, transmitida pelas mídias, expomos as imagens de Nossa Senhora das Dores e do Senhor Morto, na arena de eventos, na qual os fiéis passaram em seus veículos para a veneração às imagens e entregar os alimentos e itens de limpeza e higiene. Em duas horas de duração, passaram 200 veículos, e recolhemos mais de três toneladas de alimentos”, contou.

Procissão com o Santíssimo
No Domingo de Ramos, seguindo as orientações de isolamento social, devido ao coronavírus, padre André Vilar presidiu com seus vigários a missa e a procissão com o Santíssimo pelas ruas do bairro. Foram contempladas as casas, apartamentos, portas e varandas ornamentadas com os ramos.
“Por quase duas horas, passamos com Nosso Senhor pelas ruas em carro aberto. Foi uma experiência inexplicável, indescritível. Janelas, portas, portões, varandas enfeitadas com ramos para Jesus que passa. Pessoas, famílias com suas crianças e idosos aclamando Jesus, com ramos, lágrimas, palmas e hosanas. Algo muito forte. Fé e esperança podiam ser vistas. Minhas lágrimas se uniram as dos fiéis. Nosso Hosana foi de ramos verdes e lágrimas”, contou padre André Vilar.

Carlos Moioli
 

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