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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 05/08/2020

05 de Agosto de 2020

Comunidade Pequena Nuvem

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Comunidade Pequena Nuvem

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24/04/2020 18:17
Por: Redação

Comunidade Pequena Nuvem 0

‘As pessoas que buscam a Deus de coração se comovem em servir os irmãos em situação de rua, e cada um faz o que pode, conforme suas possibilidades’

A Comunidade Pequena Nuvem continua sua missão de servir os moradores em situação de rua. Na impossibilidade, por causa da pandemia, de receber assistidos nas duas casas de acolhimento situadas no Complexo da Maré, o trabalho está sendo feito nas ruas, com a distribuição de quentinhas.

No Domingo de Páscoa, 12 de abril, e no Domingo da Divina Misericórdia, 19 de abril, a missão foi realizada em Bonsucesso, na Comunidade Bandeira Dois, em Manguinhos. Junto com a quentinha, não faltaram momentos de oração, do anúncio da Palavra de Deus e de mensagens de esperança.

“Jesus está presente no meio de nós, e a nossa vida está em Suas mãos. Ele vem comunicar a graça de Deus, dar-nos a paz, tranquilizar nosso coração. A graça e a misericórdia que recebemos de Deus devemos transmiti-la para quem precise, principalmente para quem tem sua fé abalada e até para quem não tem fé”, disse o fundador da Comunidade Pequena Nuvem, diácono Edilson Ezequiel de Lima.

“O trabalho é desafiante, mas se torna possível com a partilha de dons de muitas pessoas”, destacou o diácono Edilson. Ele disse que conta com o apoio de muitas pessoas e associações, e de fiéis da Paróquia São José, da Vila do Pinheiro, em Bonsucesso. Além das doações, ele contou que muitas pessoas se prontificam para fazer a missão nas ruas, e quem não pode ir por causa da idade, ajuda com a preparação de quentinhas.

“As pessoas que buscam a Deus de coração se comovem em servir os irmãos em situação de rua, e cada uma faz o que pode. É muito gratificante ver várias formas de ajuda ao próximo, no cumprimento do mandato de Nosso Senhor”, completou.
Seguem abaixo os depoimentos de pessoas envolvidas na missa da Comunidade Pequena Nuvem.

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“Nessa Quaresma fui tocada por Deus para ajudar os irmãos que vivem nas ruas. Muitos passam fome, e isso é triste. Junto com meu marido, Antônio, decidimos ajudar a Comunidade Pequena Nuvem, preparando quentinhas. Tudo o que fazemos é com muito amor, porque sabemos que os irmãos de rua passam por necessidades.”

Eliane Batista Silva, da Aliança de Casais com Cristo, da Paróquia São José Operário, na Maré

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“Neste período de dificuldade que estamos passando, devido à situação da pandemia, achei oportuno dar um suporte à Comunidade Pequena Nuvem, principalmente no aspecto da espiritualidade. As pessoas em situação de rua precisam do alimento, mas também da nossa presença física espiritual, quando levamos o amor de Deus. Estou feliz por ter a oportunidade de participar da missão e ver que têm muitas pessoas que se preocupam com os irmãos de rua, demonstrando que eles não estão abandonados. O trabalho que a Pequena Nuvem faz, conduzida pelo diácono Edilson, é um sinal que jamais devemos abandonar os pobres e excluídos.”

André Luiz de Souza do Carmo, membro do Ministério de Música e coordenador do grupo de oração Leão de Judá, da Renovação Carismática Católica, na Paróquia São José Operário, na Maré

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“Sinto em cada dia uma pequena gota de nuvem cair sobre a minha vida, transformando um poço de água parada em uma linda e frágil corrente de água, capaz de dar de beber a outros desta pequena gota recebida. Tenho imensa alegria em fazer parte desta obra que de pequena só tem o nome, mas seu efeito missionário é muito eficaz e grandioso na nossa vida, na vida da Igreja e na vida dos irmãos, que neste momento sofrem como nós também com os efeitos desta pandemia. Jesus nos ensina e afirma, conforme o Capítulo 25 do Evangelho de Mateus, que quando fazemos a um de seus pequeninos, é a Ele mesmo que fazemos, e nós cremos nisso. A Pequena Nuvem, de gota em gota, vai umedecendo a terra dos corações secos e feridos, mostrando sempre o caminho daqu'Ele que dá vida e vida em abundância, que é o de Jesus Cristo. Só com Ele encontraremos o caminho, só n'Ele encontraremos a verdade, e só permanecendo n'Ele teremos vida, e vida em abundância. Vivemos um tempo de testemunho da fé, na coragem e sem medo de perder a própria vida pra dar vida aos irmãos. ‘É dando que se recebe, e é morrendo que se vive para a vida eterna’, como nos ensina nosso patrono, São Francisco de Assis.”

Maria do Socorro Lucas da Silva Farias, missionária da Comunidade Pequena Nuvem

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“Comecei a participar da Comunidade Pequena Nuvem através de um sonho que tive no qual Deus me mostrou uma pessoa sofrendo e correndo na Avenida Brasil. Comecei a participar dos encontros de oração e a participar das missões. Ajudo na entrega das quentinhas nas ruas. Nesta quarentena estamos tomado o maior cuidado para que os irmãos de rua tenham o que comer, e se algum de nós estiver com a doença, não transmitir a eles. Entregamos as quentinhas, damos uma palavra de conforto e perguntamos como eles estão, para não se sentirem excluídos da sociedade no momento que estamos vivendo.”

Joyce Kelly Lima da Silva, voluntária na Comunidade Pequena Nuvem

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“Já faz cinco anos que faço missão na Comunidade Pequena Nuvem. Esse foi o chamado que Deus me fez, além de ser mãe. Cumpro essa missão com satisfação, porque vejo a necessidade dos irmãos em situação de rua em ter alguém que os dê atenção. Levamos o alimento físico e espiritual, e vemos como eles ficam felizes em chegar alguém para conversar com eles e ouvi-los. Saio de lá muito grata, porque ali também aprendemos com eles, principalmente a humildade. Deus me deu esse privilégio de estar junto dos meus irmãos, excluídos pela sociedade. Hoje, por causa da pandemia, tudo é mais rápido para nos proteger e a eles também. Jesus fala que o filho do homem veio para servir e não para ser servido. E é isso que Jesus nos pede: servir e evangelizar.”

Ilsa dos Santos Moura, missionária da Comunidade Pequena Nuvem

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“Ser missionária dessa comunidade é se doar de coração para aqueles que chegam quebrados por dentro e por fora, desacreditados da vida e de si mesmos. Ficamos a postos para dar um pouco de dignidade, amor e atenção. Jesus Cristo nos ensinou o que fizermos aos pequeninos é a Ele que estaremos fazendo. É um trabalho que nos edifica e nos ensina a viver o Evangelho no dia a dia. A experiência de trabalhar neste período de pandemia nos faz lembrar que os irmãos em situação de rua têm que se alimentar espiritualmente e também fisicamente. O Senhor nos ensina a amar o nosso próximo como a nós mesmos, por isso preparamos os alimentos com muito amor, como se fosse para pessoas de nossa própria família.”
Marinalva Pereira de Carvalho, casada, missionária de aliança da Comunidade Pequena Nuvem

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“Ser missionária é se doar de coração, é dividir o tempo com quem mais precisa, seja de uma palavra, de algum auxílio. Dividir com aqueles que chegam sofridos por dentro e por fora, desacreditados da vida e desprezados pela sociedade. Jesus Cristo nos ensinou que se fizermos aos pequeninos é a Ele que estamos fazendo. Fico triste por não poder ir às ruas em missão, devido à minha idade e à pandemia. Realizo minha missão em casa, preparando os alimentos para os irmãos em situação de rua, depois distribuídos pelos meus irmãos missionários que levam também o alimento espiritual.”

Maria Luiz Bernardo, missionária da Comunidade Pequena Nuvem

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“Servir a Deus na missão da Pequena Nuvem me dá muita alegria, pois desde pequena desejei estar junta com as pessoas em situação de rua, para conversar, dar atenção, saber o porquê delas estarem na rua e como eu poderia ajudar. A vontade era de levar todos para a minha casa. Minha mãe começou a caminhar de início na comunidade, depois fui convidada pelo diácono a fazer parte desta família. Hoje, posso dizer que com a Pequena Nuvem me encontrei, pois no chamado que o Senhor me fez quando pequena tenho na missão da Pequena Nuvem a oportunidade de colocar em prática. Sou grata a Deus por esta família. Estou na missão há sete anos. Hoje, moro com minha mãe, a irmã Ilsa, na casa de missão Servo de Deus Guido Schäffer, que acolhe pessoas em situação de rua que estão com alguma enfermidade e precisam de cuidados médicos antes de serem encaminhadas para casa de recuperação. Não estou indo, neste momento de pandemia, para a missão nas ruas, pois é preciso que uma missionária fique em casa, mas participo do preparo das quentinhas.”

Geilza Moura Gama, missionária da Comunidade Pequena Nuvem

Sou um adicto em recuperação; tenho 38 anos. Durante 23 anos, eu senti na pele o que os nossos irmãos em situação de rua passam com a falta de dignidade, sendo humilhados pela sociedade. Mas, pela misericórdia de Deus, o diácono Edilson foi um instrumento que me ajudou quando eu estava no fundo do poço. Totalmente arrasado de todas as formas: fisicamente, espiritualmente e financeiramente. Fui para uma casa de recuperação da Fraternidade Missionária Irmãos dos Pobres, em Paracambi (RJ). Venci meus nove meses, graças a Deus, pela ação do Espírito Santo em minha vida. Hoje, faço parte do vocacional da Comunidade Pequena Nuvem. Estou sóbrio há um ano e nove meses, e dando de graça o que recebi de graça. Por isso são muito gratificantes essas missões. Quando abrimos verdadeiramente nosso coração para Deus, Ele entra e faz a obra divina em nossas vidas. E assim, sabendo como Jesus Cristo age, eu tenho a esperança que meus irmãos também abram os seus corações para que essa obra divina se realize em suas vidas.”

Francisco José Gomes da Silva

Carlos Moioli


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