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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 31/10/2020

31 de Outubro de 2020

Testemunho de Fé - 2020

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Testemunho de Fé - 2020

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17/04/2020 20:36
Por: Redação

Testemunho de Fé - 2020 0

Projeto ‘Estudo Bíblico’
Livros do Novo Testamento (6)
Neste artigo continuamos a desenvolver uma longa e espessa introdução aos diversos aspectos e problemas que caracterizam o estudo dos livros (28) que compõem o Novo Testamento.

1. VARIEDADE E UNIFORMIDADE ECLESIAL
Partindo do testemunho dos Atos e da Carta aos Gálatas percebe-se a realidade da diversidade real ao interno do Cristianismo Primitivo através do conflito entre Paulo e o cristianismo difuso nos diversos ambientes pagãos e o cristianismo judaico de Jerusalém.
Caracterizam o fenômeno do Cristianismo Primitivo os contrastes e diferenças expostos em diversos níveis, do geográfico ao sociocultural.
Porém uma questão profundamente simples e direta se impõe diante deste vasto campo da diversidade sócio-eclesial: Como se pode definir nos termos mínimos uma comunidade cristã? Ou ainda, ter ido tão longe da parte de uma confissão cristã conscientemente aceita, é obviamente ter deixado o essencial para trás; mas qual é o limite? A prova nada mais seria que o batismo no Nome de Cristo?

Para Moule (1981) a resposta se orienta na direção do cânon do NT. Quanto mais inspirado fosse o comportamento destas comunidades no «Kérigma Apostólico», quanto mais teriam elementos reconhecidamente eclesiais e cristãos.
Estes elementos da «fé cristológica» não excluem no entanto, que se perceba a difícil síntese de tantos elementos encontrados e individualizados ao interno do corpo literário do NT.

Mas dentro desses limites há uma ampla gama de ênfases. E, os diversos escritos do Novo Testamento ajudam a torná-lo articulado para nós, de modo que os escritos do Novo Testamento nos dão uma ideia de uma gama de variedades e no Cristianismo articulado no âmbito da confissão apostólico

2. A DIVERSIDADE LITERÁRIA DO NOVO TESTAMENTO:
Quanto aos escritores do Novo Testamento, muito poderia ser dito ainda sobre as espessa variedade de estilos entre eles.
Para Moule (1981) existe um centro unificador que não reduz ou destrói a inevitável diversidade do NT.

Tendo em conta a grande gama de diversidade não é para admirar-se que encontremos diferenças marcantes em ênfase e tom entre os escritos representativos de diferentes localidades e várias tradições.

Seguindo a conceituação «trajectories» utilizada por J.M.Robinson e H. Koester (1971) Moule afirma que além disso, o fato de existirem diferentes tipos ou gêneros de escrita no Novo Testamento torna inevitável que desenvolvimentos subsequentes sigam diversas linhas.
Para ele o conceito de «desenvolvimento» permite identificar os diversos tipos de escritos localizados a partir desta gama de variação presente no mosaico do cânon do NT.

Moule afirma sobre o Cânon que um exame cuidadoso da unidade e da diversidade no Novo Testamento embora traga uma variedade notável de diferenças entre os múltiplos tipos de fé do Novo Testamento, alcança a seguinte conclusão: que através de toda a universidade existe o reconhecimento unificador de que o Senhor transcende com o mestre histórico.

Para Moule a diversidade que se verifica no conjunto dos exemplos extremos representados nas «teologias» do NT, exprime realmente um quadro de variedade ao interno da realidade mesma, social e eclesial do Cristianismo Primitivo mas se deve entender esta diversidade sob a obrigatória chave dialética da unidade.

Isto é, os diversos centros do Cristianismo nascente se encontram unidos através da experiência de fé, que se exprime na máxima eclesial: Jesus é o Cristo, apesar das suas distintas unidades, irredutíveis entre si.

Parece que o nascimento do NT tem seu ponto fulcral sempre no «Kérigma» Cristológico central do «O Senhor Transcendente», que anunciado como 'Evangelho' isto é, acontecimento histórico, se insere na dinâmica escatológica da Salvação humana.

Com tudo isso, se o Novo Testamento fosse representativo da generalidade dos cristãos naquela época, indicaria que, se alguém viajasse de um centro para o outro, poderia encontrar variedades de ênfase, mas raramente qualquer abandono do evangelho cristão único e distinto da graciosidade imerecida de Deus efetivamente efetivado na história em Jesus Cristo - em outras palavras, a continuidade do Senhor do culto cristão com Jesus Nazaré.

Assim, apesar de toda a sua individualidade e distinção, mesmo com os caprichos provavelmente extremos do "submundo" das comunidades cristãs das quais eles nascem, o alcance considerável de variação entre os níveis de linguagem e estilo representados no Novo Testamento seus vários escritos falam quase com voz unânime de um único Evangelho e um Senhor.


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