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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 07/08/2020

07 de Agosto de 2020

O Redentor abraça o mundo

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O Redentor abraça o mundo

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17/04/2020 20:07
Por: Redação

O Redentor abraça o mundo 0

No dia 12 de abril de 2020, os católicos do mundo inteiro celebravam uma Páscoa diferente. Não vimos igrejas lotadas, celebrações concorridas, o Santo Padre celebrava numa Basílica de São Pedro fechada, dava a bênção a uma Praça de São Pedro vazia. Não vimos as tradicionais imagens vindas da Terra Santa. No entanto, a esperança que nos vem da ressurreição de Cristo, essa foi sentida mais forte do que nunca!

Pelas redes sociais, testemunhamos as famílias católicas, fervorosamente, participando através das celebrações nas lives transmitidas pelas milhares de paróquias católicas. O povo não estava no templo, mas fazia-se presente em cada celebração espalhada pelas cidades do mundo inteiro que vivem o isolamento social por conta da epidemia global da Covid-19. Essa situação que não foi diferente no Rio de Janeiro.

A Cidade Maravilhosa testemunhou uma Páscoa silenciosa, porém, intensa. Na noite do Domingo de Páscoa, nossos olhos se voltaram para aqu'Ele que é o símbolo maior dessa cidade "abençoada por Deus e bonita por natureza", que repousa sob os braços do Cristo Redentor.

E o Redentor, cantado em verso e prosa, cumpria a sua principal função, pois mais que um simples cartão postal, ali temos um verdadeiro santuário, de onde emanam a fé e esperança de um povo sofrido, mas que não perde o sorriso diante das mazelas e vicissitudes da vida.

Naquela noite, o Cristo Redentor, mais carioca do que nunca, abraçou não somente o Rio de Janeiro e os cariocas. O Redentor abraçou o mundo! Vestido de médico, ele que é o médico dos médicos, homenageando aqueles que estão, mais do que ninguém, na linha de frente no combate diário contra esse inimigo invisível aos olhos humanos, mas que tem gerado tanta tensão em todo mundo.

Olhamos para o Cristo e enxergamos, a partir d'Ele, tantos profissionais da saúde exaustos e enfermos, outros tantos, mortos, nessa guerra mundial contra esse vírus, pouco conhecido, intensamente estudado, mas que ainda nos enche de dúvidas e incertezas.

Eram não apenas os médicos brasileiros, mas eram os chineses, os italianos, os espanhóis, os americanos, os africanos, os indianos, os franceses, os ingleses, os australianos, os japoneses, os coreanos, enfim, todas as nacionalidades estavam ali representadas e eram, por Ele, e também por nós, abraçadas.

“A Esperança não decepciona” (Rom 5,5), o Cristo Redentor quis ser esse sinal de esperança em meio a tantas dúvidas. Ele é o sinal maior dessa esperança, Ele é a nossa esperança. São Pedro nos diz que devemos estar prontos para dar a razão da nossa esperança (cf. 1Pd 3,15). É Cristo nossa esperança! Como cantamos na belíssima sequência pascal da missa desse Domingo Santo: “surrexit Christus spes mea” ('ressuscitou o Cristo minha esperança').

E finalizando a homenagem, o Cristo Redentor é revestido de uma pintura feita por uma criança, e é pelas mãos dessa criança que nos veio a mensagem final: "Tudo vai ficar bem”.

Olhando para o Redentor, para o Ressuscitado dentre os mortos, nós somos, portanto, chamados a ser, no meio das incertezas de nossos dias, esse sinal, concreto, da esperança. Somos bombardeados, diariamente, por notícias que muitas vezes nos assustam, excessivamente, nos levam à exaustão, com números de infectados, números de mortos, brigas por protagonismo em meio à crise, notícias que nos desgastam, nos cansam, muitas vezes nos irritam, que tornam ainda mais difícil lidar com essa situação inédita que vivemos em todo o mundo. Fala-se muito de tudo, faz-se projeções catastróficas e , o pior, que mudam a cada dia e acabam embaralhando nossa cabeça, nos confundindo ainda mais, sem falar das notícias falsas, as famosas fake news que surgem de todos os lados, pululam em nossos aplicativos de mensagens, em meio a tudo isso. Nós, cristãos, somos chamados a encontrar o Redentor Ressuscitado e colocar n'Ele a nossa esperança, reconhecer que Ele é a nossa esperança.
Uma vez encontrando no Redentor nossa esperança, somos, então, convocados a sermos homens e mulheres que levam essa esperança a esse mundo. Devemos acreditar que "Tudo vai ficar bem!".

Meus amigos, nos revistamos dessa esperança e espalhemos essa esperança pelo mundo. Que a experiência do Redentor Ressuscitado, que celebramos na Liturgia, mas que, através dos mistérios celebrados passamos, também, a fazer experiência concreta em nossa existência, faça com que nossa vida, nossas atitudes, nossas palavras espalhem essa esperança pelo mundo inteiro.

Sejamos nós os arautos da Boa Notícia, sejamos nós a levar bons sentimentos, sejamos nós a espalhar essa esperança junto aos nossos, àqueles com quem encontrarmos, com quem falarmos. Quando tantas pessoas se perguntam: como isso tudo vai ficar? Sejamos nós aqueles que, repletos de esperança, anunciam ao mundo: Tudo isso vai passar! "Tudo vai ficar bem!".

Em tempos em que não podemos nos abraçar, em que o contato físico deve ser evitado, o que, para nós, brasileiros e cariocas, é tão custoso, acolhamos esse abraço do Redentor em nossas vidas, e tenhamos a certeza, que sim, "Tudo vai ficar bem!

Padre Carlos Augusto Azevedo da Silva
Vigário paroquial da Paróquia Divino Espírito Santo e São João Batista, no Maracanã


 
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