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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 31/10/2020

31 de Outubro de 2020

‘O Rio está repleto de missionários consagrados envolvidos na missão de servir a Cristo junto aos mais necessitados’

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31 de Outubro de 2020

‘O Rio está repleto de missionários consagrados envolvidos na missão de servir a Cristo junto aos mais necessitados’

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01/04/2020 00:00 - Atualizado em 07/04/2020 21:18
Por: Redação

‘O Rio está repleto de missionários consagrados envolvidos na missão de servir a Cristo junto aos mais necessitados’ 0

Em tempos nos quais a pobreza e a desigualdade se tornam evidentes, é quase impossível não se recordar daquela que servia a Cristo nos mais pobres: Santa Teresa de Calcutá. O legado da religiosa que percorria as ruas de Calcutá, na Índia, se espalhou por milhares de ruas no mundo, inclusive pelas da Arquidiocese do Rio de Janeiro. 

É na região central da cidade, no bairro da Lapa, que as Missionárias da Caridade abrem as portas da casa de missão para acolher moradores em situação de rua. “Todos os dias, as religiosas acolhem mais de cem pessoas por turno, de manhã, à tarde e à noite, servindo cerca de 500 refeições diárias. Em outros momentos, há a possibilidade de os irmãos em situação de rua tomarem banho e trocarem de roupa”, contou Dom Roberto Lopes, vigário episcopal para os Institutos de Vida Consagrada, Sociedades de Vida Apostólica, Movimentos Eclesiais e Novas Comunidades.
Devido à pandemia do coronavírus, Dom Roberto lembrou que as missionárias ficaram impossibilitadas de realizar o acolhimento da população de rua dentro da casa de missão.

“Nesses dias, de maneira particular, as refeições começaram a ser servidas na praça, e, atualmente, elas acontecem no portão da casa da comunidade. É uma verdadeira multidão, mas graças a Deus têm surgido benfeitores que colaboram na distribuição”, comentou o vigário.

Além da missão na região central do Rio, as Missionárias da Caridade também acolhem idosas em situação de vulnerabilidade, as quais não possuem nenhum familiar na casa de repouso em Bonsucesso. Já na casa em Realengo, as irmãs acolhem mulheres soropositivas. Há, ainda, um trabalho mais recente, iniciado durante a visita da provincial, irmã Maria do Carmo, para o acolhimento de mulheres em situação de dependência química. Este trabalho está direcionado para mulheres grávidas, que são acompanhadas durante a gestação até o nascimento da criança.

De acordo com Dom Roberto, dessa maneira, as irmãs missionárias dão continuidade ao legado e exemplo deixados por Santa Teresa de Calcutá. “Nesse serviço que elas realizam podemos ver a beleza da congregação espalhada pelo mundo, a serviço dos irmãos mais pobres. Assim, elas dão continuidade a esse importante trabalho que foi sempre a origem da espiritualidade de Madre Teresa de Calcutá”, completou.

Um exército de consagrados
De acordo com o vigário episcopal, a área central da cidade do Rio está repleta de missionários consagrados envolvidos na missão de servir a Cristo junto aos mais necessitados.

“Além das Irmãs de Calcutá, temos também os irmãos da Fraternidade Toca de Assis, que já realizam esse trabalho há alguns anos. Eles também tiveram de dispensar os colaboradores, e a missão ficou restrita apenas aos irmãos, que preparam e distribuem os alimentos. Temos um verdadeiro exército nas ruas de consagrados e consagradas, levando um pouco de conforto aos que mais precisam”, acrescentou.

Segundo Dom Roberto, é importante destacar a apoio mútuo que uma obra oferece à outra, o que tem permitido que o necessário esteja sempre disponível para todos.

“O mais bonito de tudo isso é o saber compartilhar entre as congregações, novas comunidades e fraternidades: se uma recebeu mais, esta divide com a que tem menos. E assim não tem faltado alimento. Ao mesmo tempo, há um belo testemunho de vida de oração. A maneira de atender, acolher e zelar pelos demais nos edifica muito. Essa é a beleza da Igreja. Então, a Arquidiocese do Rio tem um trabalho social muito próximo aos nossos irmãos em situação de rua. Há, também, o apoio da Cáritas, que dá todo o suporte, além do Vicariato da Caridade Social, sempre muito atento às necessidades espalhadas pela nossa arquidiocese”, pontuou.

Laicato protagonista
Em todo o território arquidiocesano há, pelo menos, 48 novas comunidades. Uma parte delas tem como carisma o trabalho social com pessoas em situação de rua, vulnerabilidade social e dependência química. Porém, nesse período difícil, mesmo as que não possuem esse mesmo carisma contribuem para que a ajuda chegue até os irmãos mais necessitados.

“O trabalho em conjunto tem sido fundamental. Esse serviço acaba sendo uma grande ajuda para nossa população de rua. As comunidades de organizam para arrecadar doações e contribuir com outras ações. As novas comunidades são formadas por leigos, ou seja, é o laicato protagonista, sendo luz e sal da terra, que levam esse consolo aos irmãos em situação de rua e outras situações”, frisou.

Atualmente, os leigos se dividem em cerca de cinco grupos e atuam na região central e na Zona Oeste, preparando e distribuindo alimentos diariamente.

“Neste tempo de pandemia, tudo acontece de forma segura, com a utilização de luvas, máscaras, álcool em gel, seguindo as orientações dadas pelos órgãos públicos. Cada comunidade prepara, aproximadamente, entre 150 e 300 quentinhas por cada ação. Multiplicando tudo isso, temos uma boa colaboração. Para que o trabalho tenha continuidade, pedimos ajuda e muita oração por esses irmãos”, rogou Dom Roberto.

Da Redação
 
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