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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 05/06/2020

05 de Junho de 2020

Projeto ‘Estudo Bíblico’

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27/03/2020 16:54
Por: Redação

Projeto ‘Estudo Bíblico’ 0

Projeto ‘Estudo Bíblico’
Livros do Novo Testamento (4)

Para entender a mensagem essencial do Novo Testamento é preciso crer com a Igreja Apostólica, conhecer o contexto sociorreligioso do cristianismo primitivo, aquele do Império Romano e da Palestina de Jesus de Nazaré, além do estudo da teologia. Prossigamos, assim, em nossa introdução ao Novo Testamento.

1. As fontes para o cristianismo primitivo:

Os escritos do NT são as principais fontes para a investigação sobre o cristianismo, durante o primeiro século de sua existência.
Existem diversos problemas a serem enfrentados antes, de dizer simplesmente que o Cânon do NT constitui um acesso objetivo à realidade histórica do Movimento Cristão Primitivo.

O primeiro seria a própria coleção dos Escritos do NT. Isto é, aquilo que denominamos de NT, seriam os assim chamados "escritos apostólicos", que terão sua autoridade normativa reconhecida na Igreja Universal somente a partir dos séculos terceiro e quarto, isto é, depois do reconhecimento de Constantino .

Outro aspecto seria o alcance de visão panorâmica que nos oferece este conjunto literário, escolhido dentro de uma vasta produção de escritos, uns rejeitados, outros aceitos, sempre dentro da lógica da "regula fidei".

A historiografia moderna nos coloca em alerta para o fato que os textos do Cânon do NT exprimem um juízo sobre a história do cristianismo nascente, de Jesus à Igreja primitiva, e o faz, evidentemente, como parte interessada.

O Cânon enquanto representa uma escolha teológica, não pode garantir, segundo as exigências epistemológicas modernas, a mais ampla, completa e objetiva visão deste período.

A teologia é histórica, enquanto conhecimento humano e social, mas não é história, enquanto traduz e interpreta sinais e eventos, e, segundo a própria intuição, elimina e anula outros tantos dados presentes nesta circunscrição o espaço-temporal.

Sobre esta questão, dois elementos devem ser considerados. O primeiro, a relação entre verdade e história.

O segundo elemento seria a consciência do historiador moderno diante de textos que se exprimem dentro do âmbito do historiador antigo. No caso do Cânon do NT, encontramo-nos diante de outra compreensão dos eventos, por parte de cronistas e intérpretes da Antiguidade.
Neste caso, o historiador moderno busca, de forma "transversal", as informações oferecidas pelo Cânon, através das quais será capaz de reconstituir criativamente os diversos aspectos do cristianismo primitivo.

Para o estudioso moderno permanece claro que o significado histórico, presente nos escritos do Cânon do NT, representa o background produtor, isto é, a origem sociocultural dos textos, mas ao mesmo tempo, este mesmo contexto vem "produzido" pelos textos, na medida em que eles fazem uma referência mediada da realidade descrita, já incorporada na lógica narrativa.

2. O problema da canonicidade:
Na discussão sobre a questão do Cânon, isto é, da lista dos livros confirmados pela Igreja Apostólica como inspirados, há muitos problemas a serem enfrentados.

Duas tendências ameaçam uma equilibrada perspectiva deste problema, a saber, de um lado, uma tendência pré-crítica, ou melhor, fundamentalista, do outro, uma perspectiva criticista, isto é, que elimina os aspectos da fé no estudo da Bíblia, reduzindo o conteúdo à mera ‘ideologia’ religiosa.
Neste caso, trata-se da tendência de um exagerado cepticismo, que a partir de Rudolf Bultmann impõe-se, inclusive nos estudos bíblico-teológicos católicos, através da suposição que Jesus Cristo se torna o único verdadeiro objeto de fé, sem a mediação da história, pois sua "biografia" presente nos textos do NT constitui-se uma "mitificação" dos fatos.

A avaliação crítica das fontes, porém, é a única possibilidade para o historiador, caso ele queira utilizar os escritos do NT como fonte para reconstruir o cristianismo primitivo.

Aqui é evidente a necessidade de avaliar o material histórico contido nas fontes. Ele deverá equilibrar proposições de fé e sentenças históricas. Não se trata evidentemente de uma distinção química entre o que se crê e o que se apresenta como fato histórico, isto é, comum aos não crentes.


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