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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 10/08/2020

10 de Agosto de 2020

‘A pandemia do coronavírus exige uma resposta pronta e rápida’

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10 de Agosto de 2020

‘A pandemia do coronavírus exige uma resposta pronta e rápida’

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23/03/2020 12:44
Por: Carlos Moioli

‘A pandemia do coronavírus exige uma resposta pronta e rápida’ 0

O coranavírus tem “características preocupantes”, alertou o padre Aníbal Gil Lopes, médico e membro da Pontifícia Academia para a Vida, no Vaticano, porque “ele faz parte de uma família de vírus na qual vários deles já causaram diversas doenças no passado, e tem uma trajetória de infectar pessoas porque é um vírus animal”.

“A primeira é sua alta taxa de transmissibilidade, a facilidade com que o vírus passa de uma pessoa para outra. A segunda é que, ainda que um grande número de pessoas não tenha manifestações da doença, elas são possíveis transmissoras do vírus, e assim, em um tempo muito curto, poderemos ter essa pandemia atingindo toda a população”, acrescentou padre Aníbal, que também é professor aposentado da UFRJ e membro Academia Nacional de Medicina

Pessoas sensíveis à doença
Segundo padre Aníbal, o grupo de pessoas mais sensíveis à doença são os mais velhos, que têm problemas pulmonares, cardíacos, diabéticos e obesidade.

“São mais vulneráveis porque é o grupo que utiliza medicações imunossupressoras, entre eles, os transplantados e as pessoas que estão em tratamento de câncer. Para esse conjunto da população, os mais vulneráveis, a doença será muito grave”.

Isolamento social
Para o padre Aníbal, as estatísticas indicam que, em um período muito curto de tempo, se não for evitada radicalmente a transmissão, o serviço de saúde será incapaz de atender todas as pessoas.

“A evolução da doença é muito rápida nas pessoas sensíveis, o tratamento existente envolve a ventilação assistida com intubação e o número de aparelhos de ventilação a serem utilizados é muito limitado”.

Ele destacou o exemplo da Itália, na qual nem todos os pacientes foram atendidos, e que a gravidade da situação pode fazer que muitas pessoas morram sem a possibilidade de atendimento. O fundamental é que a doença seja evitada, porque se todos ficarem doentes ao mesmo tempo, haverá a saturação do sistema de saúde.

“A única forma que temos de fazer com que a propagação seja mais lenta é com o isolamento social sério, não pode ser relativo. As pessoas mais vulneráveis devem ficar em casa, não devem ter contato próximo com as pessoas mais jovens da sua família, que poderão ser portadores assintomáticos”.

“É um momento de exercício da abstinência, no sentido de nos abstermos de atividades sociais. É um momento de solidariedade, que não envolve necessariamente o contato físico, mas, por exemplo, um vizinho que pode fazer as compras para os outros”, acrescentou padre Aníbal.

Novas possibilidades
Analisando o decreto da Arquidiocese do Rio, assinado pelo Cardeal Orani João Tempesta sobre as medidas preventivas, padre Aníbal lembrou que a “pandemia do coronavírus exige uma resposta pronta e rápida”.

Ele enfatizou que o documento é muito claro, e as buscas pelas celebrações devem ser substituídas para todas as pessoas que estejam fragilizadas ou que tenham pessoas frágeis em suas casas.

“Que seja um momento forte de oração, de comunhão espiritual, utilizando nossos veículos sociais, a Rádio Catedral, a WebTV e outras emissoras de televisão e rádios que, no Brasil, transmitem a Palavra de Deus e que oferecem apoio e consolo. Talvez essa seja uma área em que nós, como Igreja, devemos nos empenhar em oferecer mais aos nossos fiéis”, exortou.

Entrevista: Marcilene Kaper
Texto: Carlos Moioli


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