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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 05/04/2020

05 de Abril de 2020

Brasil conta com 140 processos de Causa dos Santos

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Brasil conta com 140 processos de Causa dos Santos

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08/03/2020 00:00
Por: Redação

Brasil conta com 140 processos de Causa dos Santos 0

A Igreja no Brasil conta com 140 processos abertos para a beatificação e canonização de novos santos. O último nome adicionado à lista foi o do padre Léo Tarcísio Gonçalves Pereira, mais conhecido como Padre Léo, religioso dehoniano, fundador da Comunidade Bethânia, que trabalha com dependentes químicos, e falecido em 2007. 

Desses 140 candidatos, cinco são da Arquidiocese do Rio de Janeiro. No governo do Cardeal Orani João Tempesta teve início os processos da menina Odete Vidal Cardoso e do médico e seminarista Guido Vidal França Schäffer, e retomados os processos do casal Zélia Amália e Jerônimo Bulhões, e da carmelita descalça Maria José de Jesus, do Convento de Santa Teresa.

Segundo o delegado para a Causa dos Santos na Arquidiocese do Rio, Dom Roberto Lopes, o florescimento de abertura de novos processos começou com o pedido de São João Paulo II quando esteve no Brasil.

“Quando São João Paulo II presidiu em Florianópolis, em 1991, a beatificação da primeira santa do país, Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus, ele disse: ‘O Brasil precisa de santos’. Até então, os fiéis brasileiros se moviam olhando para os santos antigos da Europa, como as figuras de São Bento, São Francisco, Santa Clara, São Domingos, Santo Inácio, Dom Bosco, São Francisco de Sales e Teresinha de Liseux”, disse.
Outra pessoa que deve ser lembrada como incentivadora da Causa dos Santos, segundo explicou Dom Roberto, foi a religiosa catarinense Célia Cadorin, que faleceu em 2007, aos 90 anos.

“Irmã Célia Cadorin nasceu na cidade de Nova Trento, em Santa Catarina, a mesma cidade que Santa Paulina fundou a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. Irmã Célia, que conheceu Santa Paulina e ingressou na mesma congregação, fez todo o processo para a canonização da primeira santa do Brasil, embora ela fosse de origem italiana. Inicialmente, ela se empenhou na canonização de Santa Paulina, depois estendeu seu trabalho para outros candidatos. Irmã Célia Cadorin organizou boa parte de tudo o que temos hoje, e quando fomos buscar uma orientação do que ela fez, tornamo-nos seus discípulos”, disse o delegado para a Causa dos Santos

Dom Roberto contou que a religiosa trabalhou ainda nos processos de outros santos, como Santo Antônio de Sant'Ana Galvão, Frei Galvão e Santa Dulce dos Pobres. Também preparou os processos de outros candidatos, como a do Beato Francisco de Paula Victor, mais conhecido popularmente como padre Vitor, da cidade de Três Pontas, e da leiga Francisca de Paula de Jesus, conhecida como Nhá Chica, ambos da diocese mineira da Campanha.

“Na diocese de origem de Dom Orani, São João da Boa Vista, no interior do Estado de São Paulo, temos dois casos. Um deles é do Beato Padre Donizetti Tavares de Lima, conhecido como Padre Donizetti, de Tambaú, que foi a ‘menina dos olhos’ da irmã Célia Cadorin; e num processo mais recente, da leiga Lourdinha Fontão, que morreu com fama de santidade, em São José do Rio Pardo, a mesma cidade que nasceu nosso cardeal”, disse.

Durante o último Curso Anual dos Bispos do Brasil, realizado no Rio de Janeiro, em janeiro deste ano, Dom Roberto apresentou um panorama dos processos da Causa dos Santos em todo o país, e demonstrou sua admiração pelo interesse dos bispos em relação à abertura do processo de candidatura a santos.

“Creio que a temática dos santos vem sendo despertada no nosso episcopado. Muitos bispos pedem auxílio, e estamos dando assessoria para cada caso. Com as novas tecnologias fica mais fácil orientar os bispos sobre a Causa dos Santos, estimulando a candidatura de mais pessoas de todo o país”, disse.

Dom Roberto lembrou ainda o trabalho que está sendo feito no Rio Grande do Sul com processos dos mártires, o padre espanhol Manoel Gómez Gonzalez, de Adílio Daronch, o único coroinha brasileiro, e da menina Albertina Berkenbrock, todos beatificados em 2007.

Também recordou o processo do advogado Marcelo Câmara, que morreu em 2008 com 28 anos, que está sendo conduzido pela Arquidiocese de Florianópolis, de Dom Helder Câmara e Dom Francisco Expedito Lopes, em Pernambuco, de monsenhor Joaquim Arnóbio de Andrade e do monsenhor Waldir Lopes de Castro, ambos de Sobral, no Ceará.

Dom Roberto ressaltou ainda a importância de um olhar especial para a Causa dos Santos e do olhar para a santidade de pessoas de todas as regiões.

“Devemos procurar em cada região do país figuras que se destacaram. São bispos, padres, religiosos e leigos que fizeram a diferença no campo da evangelização e no testemunho de vida. O testemunho desses candidatos a santos contribui para despertar no povo brasileiro a vivência da santidade, de viver como leigos discípulos missionários”, sugeriu.

João Guilherme Novais


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