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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/01/2020

23 de Janeiro de 2020

‘Os diáconos permanentes são sinais de uma Igreja servidora’

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23 de Janeiro de 2020

‘Os diáconos permanentes são sinais de uma Igreja servidora’

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20/12/2019 11:24
Por: Redação

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A Igreja no Rio de Janeiro se alegrou no dia 14 de dezembro com a ordenação de 21 novos diáconos permanentes, durante missa realizada na Catedral de São Sebastião, no Centro, presidida pelo arcebispo metropolitano, Cardeal Orani João Tempesta. Eles foram formados na Escola Diaconal Santo Efrém e se juntaram a mais de duas centenas de diáconos permanentes que exercem a missão na Arquidiocese do Rio.

“Diante de um mundo que se afasta da fé, dos valores cristãos, a presença dos diáconos permanentes no dia a dia da sociedade, como pessoas ordenadas e pertencentes ao clero, faz a diferença, por serem fermentos no meio da massa. Não só pela missão a que foram chamados, enviados e que desenvolvem, mas pela vida que levam como profissionais, esposos, pais, avós e homens de Deus, tornando-se testemunhas do Evangelho por onde quer que passem, vivem e caminhem”, disse o arcebispo durante a homilia.

Turma 2019
A Turma Santo Antônio, ordenada neste ano de 2019, escolheu como lema: “Tornei-me servo deste Evangelho em virtude da graça” (Ef 3,7). Antes da ordenação, os ordinandos participaram de um retiro espiritual no Mosteiro de São Bento, sob a orientação de Dom Jeremias.
São eles: Anderson da Silva Moura, Anderson Luiz Ferreira Queiróz, André Leite Guedes, Anselmo Xavier, Cláudio Coutinho Guimarães, Eduardo da Silva, Elias dos Santos Cardoso, Jorge Eduardo Rato Gomes Crespo, Ledenisio Barata Fontes, Leonardo Gomes Coelho, Luiz Carlos Pereira da Silva, Luiz Cláudio Nunes, Marcelo Henrique Del Grande, Marcos Antônio Reis Madeira, Marcos Jorge da Rocha, Mário Fernando Teixeira Cardoso, Mauricio dos Santos, Rafael Medeiros Souza e Silva, Renato Corrêa Verçoza Costa, Roberto Soares da Silva e Sérgio Fernandes Piva.

Sinal de uma Igreja servidora
A celebração de ordenação contou com a presença dos bispos auxiliares, clero, religiosos, diáconos permanentes, fiéis onde os ordinandos fazem pastoral e também de suas esposas, filhos, parentes e amigos.

Na homilia, Dom Orani agradeceu o empenho da Escola Diaconal Santo Efrém e da Comissão Arquidiocesana dos Diáconos Permanentes do Rio de Janeiro (Cadiperj), por todo o trabalho que realizam no acolhimento, acompanhamento e formação permanente dos diáconos, o que proporciona uma presença marcante do ministério na arquidiocese.

“Bendizemos pelos dons e graças que o Senhor concede à Igreja, a nossa arquidiocese presente nesta grande cidade. São homens de Deus que disseram ‘sim’ ao chamado e foram preparados. Nós os escolhemos e, agora, estão prontos para a missão, ao serviço na Igreja e da Igreja para a sociedade. A Igreja é rica de carismas, e nessa diversidade de dons e sinais é que nós vemos a ação do Espírito Santo no meio de nós, a vitalidade da missão e a ação evangelizadora da Igreja acontecer”, disse o arcebispo.

Na reflexão da liturgia, Dom Orani destacou que o serviço é o que marca a vida do diácono, a exemplo do próprio Senhor que veio para servir. Também recordou que foram escolhidos pelos apóstolos para servir às mesas, conforme as necessidades da Igreja, e até hoje são chamados para ser uma presença na sociedade na variedade de dons que o Espírito Santo suscita na vida de cada um.

“A Igreja tem muitas frentes de missão e necessita da presença dos diáconos permanentes como sinal de uma Igreja servidora, que acontece quando cada um configura a própria vida a Jesus Cristo. É a Ele quem serve, quando se colocam à disposição dos irmãos, a Ele a quem buscam quando estão em oração, e a Ele quem proclamam quando evangelizam. A Igreja precisa de pessoas que transformem a realidade, que anunciem e deem testemunho de Jesus Cristo para que a sociedade possa encontrar e reencontrar seus caminhos”, disse o arcebispo.

Na conclusão, Dom Orani disse: “Agradeçam a Deus por serem escolhidos para esta bela e importante missão, na confiança que o Senhor irá continuar conduzindo cada um para o futuro e na certeza que contarão sempre com o apoio das esposas, filhos, parentes e amigos”.
Vocação da família

Durante o rito, o padre Jorge André Pimentel Gouvêa pediu publicamente a Dom Orani para que os candidatos fossem ordenados diáconos permanentes.

Ele que exerce o ofício de diretor da Escola Diaconal Santo Efrém e de coordenador da Comissão Arquidiocesana dos Diáconos Permanentes do Rio de Janeiro (Cadiperj) disse que, embora exista um grande número de sacerdotes, eles são insuficientes. Lembrou que há muitos desafios pastorais na Igreja no Rio, devido à diversidade de frentes de trabalho, e neste sentido, os diáconos permanentes são ordenados para somar, conforme o carisma do ministério.

“Não é só o diácono que assume a missão, é a família toda. A família também fica fascinada, se abre a ação de Cristo e se torna uma igreja de portas abertas. Por mais que o sacerdote queira, existe um diferencial. O Cristo é o mesmo, mas o diácono chega com um olhar e uma experiência diferente de servir o Cristo como esposo, pai e avô. Tudo isso é uma riqueza, porque na sua sabedoria a Igreja aproveita e valoriza os dons que o Senhor concede ao diácono e a sua família”, disse.

Feliz pelo número crescente de ordenações a cada ano, padre Jorge André atribui isso à sensibilidade missionária do pastor e dos párocos que querem servir melhor a comunidade, e ao chamado que cada um recebe.

A presença e o contato de Dom Orani nas comunidades fascinam as pessoas, fazem surgir as vocações e o desejo de provar e ajudar, na realidade de cada um, a ação missionária da Igreja. Ainda, o próprio pároco que consegue despertar e perceber as vocações e encaminhar para o bem da comunidade.

“Além do contágio missionário do pastor ou do convite do pároco, existe o chamado, a vocação que brota no coração para ser um homem de Deus, além dos compromissos profissionais e da responsabilidade como esposo e pai. Neste aspecto podemos dizer que não é só o ‘sim’ do esposo e do pai, mas de toda a família: ‘Eu e a minha casa serviremos ao Senhor’. É uma ação bonita na qual se manifesta a beleza da vocação da Sagrada Família”, disse padre Jorge André.

Braços da Igreja
Segundo o diácono André Leite Guedes, da Paróquia Imaculada Conceição e São Sebastião, no Engenho de Dentro, “receber a sagrada ordem do diaconato foi responder com generosidade ao chamado do Senhor que pede que sejamos suas mãos, sua voz, num mundo cada vez mais mergulhado dentro do imediatismo e do egoísmo”.

Dentro dessa perspectiva, ele disse que “a diaconia se exerce nas periferias existenciais, conforme pedido do próprio Papa Francisco, para sermos os braços da Igreja nestes locais, exercendo a caridade e pregando o Evangelho”, disse o diácono André Guedes.

Presença do Cristo servidor
Na opinião do diácono Luis Carlos Pereira da Silva, da Paróquia São Tiago, em Inhaúma, a ordenação foi marcada por uma experiência extraordinária após cinco anos de preparação, o que habilita ao serviço ministerial ordenado para a diaconia da Liturgia, da Palavra e da Caridade.

“Para nós está claro que o ministério diaconal ordenado encontra no serviço a perfeita realização de sua natureza. Tanto em sua origem, como também em sua restauração é traço característico dos diáconos servir o povo de Deus em comunhão com o bispo e o seu presbitério. Nos comprometemos em, não sem empenho, realizar aquilo que nos identifica. E se a nossa missão diaconal exige de nós que sejamos presença do Cristo Servo onde a Igreja sente essa necessidade, eis o que nós seremos”, disse o diácono Luis Carlos.

Ele destacou que os novos diáconos são homens casados, quase todos com filhos e até netos.

“Não há dúvida de que essa companhia e presença em nossas vidas, que nos acompanha desde antes que esse chamado ao diaconato surgisse em nossa história, foram, certamente, os mais vivos sinais da consolação de Deus para nós. As orações, o estímulo, a parceria e também as correções nos ajudaram até a ordenação, e serão necessárias na nova etapa da nossa caminhada”, afirmou o diácono Luis Carlos.

Emoção
Segundo Marcelo Henrique Del Grande, da Paróquia Salvador do Mundo, em Guaratiba, foram cinco anos de lutas, de estudos, de aprendizado, de aprofundamento teológico, filosófico, litúrgico e catequético, e todos valeram a pena, em cada ano, cada momento, além de formar durante a caminhada uma grande amizade com todos os integrantes da turma.

“Saímos do retiro direto para a Catedral com nossas almas e corações preparados para o grande acontecimento, a nossa ordenação, mas ao entrarmos na Capela do Santíssimo a emoção tomou conta de meu ser e as lágrimas rolavam sem controle, e quando me dei conta olhava meus amigos e o mesmo acontecia com cada um. Nos acalmamos e fomos nos dirigindo ao presbitério para o ápice de todos os momentos já vividos em nossa formação”, disse o diácono Marcelo Henrique.

Carlos Moioli


 
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