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13 de Novembro de 2019

Projeto muda realidade de pessoas com deficiência física e ajuda a preservar o meio ambiente

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13 de Novembro de 2019

Projeto muda realidade de pessoas com deficiência física e ajuda a preservar o meio ambiente

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25/10/2019 16:03
Por: Redação

Projeto muda realidade de pessoas com deficiência física e ajuda a preservar o meio ambiente 0

Mais de 25 toneladas de tampinhas plásticas retiradas do meio ambiente e 145 cadeiras de rodas doadas para a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação do Rio de Janeiro. Esses são os últimos números do projeto “Rodando com Tampinhas”, criado pela professora do curso de “Negócios Sustentáveis” da UFRJ, Márcia Dabul, em parceria com o pároco da Igreja São José da Lagoa, na Lagoa, padre Omar Raposo.

As tampinhas de plástico recolhidas por voluntários são levadas até os pontos de coleta espalhados pela cidade. Todas elas são concentradas no ponto de coleta principal, a Paróquia São José da Lagoa. Em seguida, elas são vendidas para empresas de reciclagem, através do Instituto Soul Ambiental. O dinheiro é revertido para a compra de cadeiras de rodas aos pacientes que estão na fila da Associação de Reabilitação.

Em nove meses de existência, dezenas de pessoas atendidas pela associação realizaram o sonho de poder se locomover. Segundo o pároco da Igreja São José da Lagoa, padre Omar, esse é mais um grande trabalho da Igreja para ajudar os mais necessitados.

“É importante o nosso olhar atento às necessidades do próximo e também a preocupação com o meio ambiente. Um simples gesto pode gerar um grande resultado para as pessoas necessitadas”, destacou o padre.

A coordenadora do projeto, Márcia Dabul, explicou que ele surgiu de uma observação que fez sobre a grande quantidade de tampinhas jogadas na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio, que colocavam os animais em risco, e da ideia de reciclá-las. A partir disso, a solidariedade atraiu mais solidariedade e a corrente do bem foi se formando até chegar aos milhares de voluntários que hoje ajudam, inclusive alguns deles comprando diretamente cadeiras de rodas.

“É uma ideia diferente em relação aos projetos tradicionais. Não somos uma ONG. Somos apenas uma rede de voluntários. O ‘Rodando com Tampinhas’ é muito mais uma proposta para que todos se unam e recolham tampinhas plásticas, e essa tampinha pra gente significa uma moedinha. Com a força da união das pessoas conseguimos tirar do meio ambiente, vender e, com isso, comprar uma cadeira de rodas. Há uma fila de espera enorme. Solidariedade não é ter dinheiro para ajudar, mas agir”, lembrou.

Para o superintendente administrativo e financeiro da Associação de Reabilitação, Antônio Mota, a cadeira de rodas abre um novo mundo ao paciente, dando o direito a trabalhar, frequentar uma escola ou se locomover até o local de tratamento.

“O projeto possibilita compartilhar momentos de muita alegria e emoção com todos os envolvidos, fortalecendo-nos para avançarmos em nossa principal missão, que é a de proporcionar a reabilitação física a pessoas de todas as idades, com melhor qualidade de vida e o estímulo das potencialidades e da independência, para uma vivência plena e digna na sociedade”, explicou.

Todos os pontos de coleta e as informações sobre o projeto “Rodando com Tampinhas” estão no Instagram @rodandocomtampinhas.

Colaboração: Renato Saraiva


 
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