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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 13/11/2019

13 de Novembro de 2019

‘Os meios de comunicação ajudam no relacionamento com o próximo’

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13 de Novembro de 2019

‘Os meios de comunicação ajudam no relacionamento com o próximo’

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25/10/2019 15:25
Por: Redação

‘Os meios de comunicação ajudam no relacionamento com o próximo’ 0

A Arquidiocese do Rio de Janeiro promoveu, entre os dias 15 e 18 de outubro, a sexta edição do Seminário de Comunicação, no Centro de Estudos do Sumaré, no Rio Comprido. O evento anual reúne sacerdotes, consagrados e leigos representantes de dioceses, congregações e pessoas interessadas em ajudar na comunicação institucional da Igreja.

Com a participação de cerca de 70 dioceses e fiéis de todo o país, o seminário trouxe palestrantes de diferentes realidades, do Brasil e do mundo, para tratar de diversos temas como investigação de fake news e jornalismo comunitário.

Nesta entrevista, o coordenador do seminário, padre Arnaldo Rodrigues, doutorando em comunicação na Universidade Sapienza de Roma, falou sobre o evento e seu impacto para os comunicadores católicos.

Testemunho de fé (TF) – Há quantos anos estuda em Roma? O que cursou, em quais instituições? Quais os temas de seu mestrado e doutorado?
Padre Arnaldo Rodrigues – Estou há seis anos em Roma. Comecei a estudar na Universidade Santa Croce, onde fiz mestrado em comunicação institucional com o tema “Desafios e oportunidades dos departamentos de comunicação nas realidades urbanas”. Já o doutorado, que também dura três anos, estou concluindo na Universidade Sapienza de Roma, uma universidade federal e pública. Tenho como tema a crise de reputação das instituições religiosas no Brasil nas redes sociais, no período das eleições presidenciais.

TF – A temática da sexta edição do seminário de comunicação abordou as pessoas e suas habilidades. Como valorizar o potencial humano no momento em que se valorizam as máquinas?

Padre Arnaldo – Creio que a coisa mais importante é recordar que, mesmo que tenhamos máquinas, há sempre um ser humano por trás. Nunca podemos esquecer que o ser humano é essencial para a comunicação. As máquinas viabilizam que ela seja mais eficaz, e ampliam cada vez mais essa capacidade que o ser humano tem, por natureza, de se comunicar. Por isso creio que o ser humano é essencial em todo tipo de relação, e a comunicação é uma relação.

O Papa Francisco destaca muito isso, que a comunicação e os meios de comunicação servem para ajudar a nos relacionarmos com o próximo, criar essa cultura do encontro. A comunicação mais eficaz se dá com a valorização do ser humano enquanto essência para a comunicação.

TF – O que fazer, na prática, para combater fake news que procurem desvalorizar uma pessoa ou uma instituição?

Padre Arnaldo – Como Bento XVI falava, o ser humano está sempre em busca da verdade. Quem busca realmente essa verdade, busca se informar. Ao se informar, busca as fontes verdadeiras de uma informação. Creio que as fake news não só destroem uma verdade, como também têm a capacidade de destruir um ser humano ou uma instituição. Para que isso não aconteça, é necessário ajudar as pessoas com ferramentas e caminhos para conhecer a verdade. A partir daí, cada um tem sua responsabilidade sobre aquilo que informa e repassa.

Então, a coisa mais importante é: se você recebeu uma informação, deve ver se aquilo é verídico ou não, por meios oficiais. Se a informação é de uma instituição, procurar saber se a instituição falou alguma coisa pelos meios oficiais. Tem que ter aquela famosa pulga atrás da orelha sobre a veracidade da informação, e nunca repassar quando estiver em dúvida. A partir do momento em que repasso uma informação que não é verídica, também tenho responsabilidade sobre aquela informação e me torno responsável por aquilo que as pessoas vão ler.

TF – O tema escolhido pelo Papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2020 fala da importância da história de vida. A comunicação hoje olha para o futuro. A Igreja diz que devemos aprender com o passado. Como o seminário contribuiu para essa reflexão?

Padre Arnaldo – Já é o sexto ano em que temos o seminário de comunicação, e a cada ano aprendemos mais para o futuro. A Igreja não trabalha com fatos isolados, é sempre uma continuidade, uma tradição. A coisa mais importante para o seminário, corroborando o que o Papa incansavelmente nos diz, é essa tradição e continuidade, que já é um aprendizado da Igreja, não é uma novidade. Fazemos isso aprendendo a utilizar esses novos meios de comunicação para potencializar, tornar mais acessível e expandir a palavra de Deus por esses meios, que são colocados à disposição para o nosso trabalho.

TF – Qual foi o objetivo para realizar a primeira edição do seminário? Por que de início foi destinado somente aos padres, depois aberto aos leigos?

Padre Arnaldo – O objetivo inicial era colaborar com a Igreja no Brasil usando aquilo que eu estava aprendendo no começo do meu mestrado em comunicação institucional. Assim surgiu a ideia do seminário de comunicação. Pela graça de Deus, no último dia de encontro do primeiro seminário, um padre perguntou a Dom Orani se este poderia ser realizado todos os anos. Dom Orani gostou da ideia, aprovou e incentivou. A partir disso passamos a fazer o seminário todos os anos, chegando ao sexto ano em 2019.

O primeiro seminário foi destinado aos padres, porque inicialmente pensamos que era uma forma de colaborar com a formação permanente do clero. Por meio dos sacerdotes que trabalham diretamente com o departamento de comunicação, poderíamos ajudar todas as dioceses que participavam. Com o tempo, percebemos que, na maioria dos departamentos de comunicação, não são apenas os padres que trabalham, mas principalmente os leigos.

Por isso a importância de abrir para os leigos, que são os principais colaboradores das dioceses. São os leigos que movem os departamentos de comunicação das dioceses, dos institutos, e são eles que mais têm a colaborar conosco. Não que os padres também não tenham colaborações, mas os leigos, por estarem mais inseridos dentro da realidade das dioceses, da sociedade, dos bairros e das comunidades podem colaborar muito com o crescimento do seminário. Nosso seminário de comunicação é uma via de mão dupla, em que damos informações, mas também recebemos informações daqueles que participam.

TF – Que balanço faz desta edição do seminário?

Padre Arnaldo – Avalio a sexta edição Seminário de Comunicação de forma muito positiva. Em primeiro lugar, porque os palestrantes, que vieram de todo o Brasil e de fora do país, corresponderam perfeitamente àquilo que propusemos para o encontro, tanto em nível acadêmico como prático.

Também foi muito proveitoso pela participação daqueles que se inscreveram. A grande maioria dos participantes vem de grupos que nos acompanham desde a segunda ou terceira edição e trazem novos participantes. Então, é muito positivo pela participação dessas pessoas e o modo como elas interagem com os palestrantes e entre si.

O grande crescimento do seminário se dá exatamente por esta integralidade e cooperação entre quem está na organização do seminário e quem veio participar. Este ano fizemos algumas parcerias que ajudaram muito na realização do evento, e outras novas virão para os próximos. A tendência é crescer ainda mais nas próximas edições.

TF – Quando será o próximo seminário?

Padre Arnaldo – A próxima edição será de 20 a 23 de outubro de 2020. Ainda estamos pensando no tema, mas tudo estará disponível no site novo, lançado este ano, que é o seminariodecomunicacao.com.br. No site temos as fotos e as palestras da edição de 2019 e lá estará, em breve, o anúncio do tema do seminário de 2020.

João Guilherme Vianna
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