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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 13/11/2019

13 de Novembro de 2019

Seminário de comunicação: ‘Pessoas e habilidades, cultura da instituição e boas estratégias’

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13 de Novembro de 2019

Seminário de comunicação: ‘Pessoas e habilidades, cultura da instituição e boas estratégias’

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18/10/2019 16:45
Por: Carlos Moioli

Seminário de comunicação: ‘Pessoas e habilidades, cultura da instituição e boas estratégias’ 0

"O desafio do século XXI: Pessoas e habilidades, cultura da instituição e boas estratégias” foi o tema da sexta edição do Seminário de Comunicação, realizado de 15 a 18 de outubro, no Centro de Estudos e Formação do Sumaré, no Rio Comprido.

Promovido pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, o evento reuniu representantes de 70 dioceses, institutos de vida consagrada e congregações religiosas de várias partes do país, entre sacerdotes, consagrados e profissionais da área de comunicação.

Na cerimônia de abertura, os participantes foram acolhidos pelo arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, o vigário episcopal para a Comunicação Social e Cultura, cônego Marcos William Bernardo e o coordenador do evento, padre Arnaldo Rodrigues.

“A cada ano tem crescido o número de participantes, com representatividade de todas as regiões do Brasil, nas mais diversas realidades dos departamentos de comunicação da Igreja. É isso que deixa o seminário mais rico porque temos a contribuição das pessoas com suas experiências, partilhas e testemunhos. De acordo com o tema, também convidamos conferencistas nacionais e internacionais, formados no mundo acadêmico, mas também com experiência na área da comunicação”, disse padre Arnaldo.

Comunicação e comunhão
“Uma boa comunicação se faz com pessoas bem informadas, capacitadas. Mais que isso, a comunicação precisa gerar comunhão. Há muitos interesses de manipulação, por isso, mais que um bom profissional, faz-se necessário o testemunho de vida, a coerência cristã. O grande segredo de uma boa comunicação é quem está nas redações, à frente das postagens, atrás das câmeras. Foi a proposta do seminário: recordar as habilidades humanas como principal meio de comunicar a Boa Nova de Cristo”, disse o arcebispo. Ele esteve também presente no último dia, presidiu as Laudes, a missa e concluiu o seminário com a oração do Ângelus.

Para ele, o seminário, em cada edição, tem a preocupação de ajudar as dioceses do Brasil na área da comunicação. É o que tem acontecido de modo eficaz, e a cada ano vem aumentado o número de participantes. Num mundo de exigências, de dificuldades em prevalecer a verdade, destacou a importância de se aprofundarem temas com especialistas, na busca de melhorar a comunicação.

“As fake news estão em moda, sofisticadas, mas sempre existiram. Há muitas dificuldades em encontrar caminhos para distinguir o que é uma notícia falsa da verdadeira. Por trás, sempre há interesses econômicos, políticos, ideológicos. A partilha de conhecimento de quem entende do assunto é necessário. Quando as pessoas são bem formadas, têm boas intenções, fica mais fácil. O importante é que a verdade triunfe no caos que muitos querem implantar, por seus próprios interesses”, acrescentou o arcebispo.

Pessoas e habilidades
A professora e publicitária Verônica Machado que ministrou a conferência “Gestão no Século XXI: Pessoas e habilidades em primeiro lugar”, explicou que, quando se fala em gestão de pessoas, o verbo e o discurso são fundamentais para desenvolver a habilidade.

“A habilidade deve ser adquirida através de muito esforço e da busca de conhecimento e de competências. No mundo contemporâneo, todo discurso é questionado e o hipertexto passa a ditar a comunicação. É preciso atenção com as palavras e com os discursos, eles são fundamentais. Sempre devem ter um propósito, um significado. E significado não se inventa, se constrói com ousadia para mudar tudo o que parecer confortável, com o olhar para o todo. Com vontade de aprender e de passar adiante, com clareza nas relações, com liberdade e responsabilidade”, disse Verônica.

Educação midiática
A conferência “Jornalismo de investigação e fake news”, foi ministrada pela jornalista Bárbara Libório, atualmente editora assistente do site da “Época”, revista semanal do Grupo Globo.

“Fake news não é um fenômeno novo. Sempre houve notícia falsa, boataria. O que mudou foi a maneira de como ela se comunica. Para combater isso, é preciso um passo a passo.

Primeiramente, é necessário monitorar, conhecer o conteúdo da noticia, para depois ver como combatê-la. A saída, certamente, é a educação midiática. Não dá para falar de noticias falsas sem falar de educação. O básico cada um pode fazer: na dúvida, não compartilhe. Só o fato de não compartilhar, já está ajudando para que o boato não seja disseminado”.

Comunicação institucional
O professor de comunicação da Universidade Santa Croce, em Roma, Marc Carroggio, licenciado em ciências da comunicação pela Universidade de Navarra (Espanha), ministrou duas conferências, sobre comunicação institucional na cultura digital e comunicação e vulnerabilidade.

“No atual cenário mundial, como vivemos e nos comunicamos diante das novas exigências, novas competências e também novas prioridades?” Esse questionamento pautou sua conferência, refletindo também sobre a importância de pensar em ações comunicativas como reflexo dos valores e referências.

Ele chamou a atenção para o alcance e as consequências de toda comunicação, que pode construir pontes ou destruir reputações pessoais e de grandes instituições.

“O conteúdo precisa ser bom e comprometido com a verdade, para jogar a nosso favor e ratificar nosso trabalho. Precisamos ter estratégia, cuidado e mais foco nas pessoas. Não comunicamos para plataformas, comunicamos para o outro”, disse Marc Carroggio.

Agente transformador
O ativista social e repórter do site ‘faveladarocinha.com’, Edu Carvalho, retratou assuntos do dia a dia em sua escrita, do local onde reside: a favela da Rocinha, situada na Zona Sul do Rio.

“Por meio do trabalho, procuro transformar e impactar a vida das pessoas. Não é um trabalho fácil, mas são necessárias ações para agregar cada vez mais. Acredito na micropolítica voltada para o centro, para o viver em comunidade, em comunhão, partilhando, na busca de bens para o coletivo. Cada um de nós pode ser agente transformador através da sua ação diária, na participação ativa na sociedade”, disse.

Construção da história
Durante o seminário, houve ainda conferências ministradas pela irmã Helena Corazza, por Marcius Viana, Leonel Azevedo Aguiar, Cida Malka e Suene Siqueira. No último dia, dois representantes da Arquidiocese do Rio, o assessor de imprensa Adionel Seixas e o fotógrafo Gustavo de Oliveira, apresentaram o dia a dia de cada um: “A construção de uma história se faz com pessoas”. Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho fotográfico de Gustavo de Oliveira, com imagens dos três últimos arcebispos.

Carlos Moioli


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