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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 09/12/2019

09 de Dezembro de 2019

‘A paz é algo que diz respeito a todos nós’

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‘A paz é algo que diz respeito a todos nós’

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10/10/2019 00:00
Por: Redação

‘A paz é algo que diz respeito a todos nós’ 0

A Basílica Santuário de Nossa Senhora da Penha, na Zona Norte da cidade, ficou lotada para a Missa da Paz, na noite do dia 24 de setembro, convocada pelo arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta. Ele pediu que os fiéis trouxessem velas e viessem vestidos com roupas brancas. Ele também, para a surpresa de todos, chegou de branco.

“Existe um tempo para rezar e um tempo para agir. Hoje, o Senhor nos reuniu no seu amor para rezar pela paz em nossa cidade. Vocês que subiram o penhasco, para pedir a intercessão de Maria, representando toda a cidade do Rio de Janeiro que reza pela paz”, disse o arcebispo no inicio da celebração, que começou com a canção da oração de São Francisco de Assis “Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz”.

“São muitas as situações de violência e intolerância na nossa grande cidade. Temos notícias, a cada dia, de pessoas que morrem, como a menina Agatha Felix, de oito anos. A ela se somam outras crianças, vítimas de balas perdidas. Violência gera violência, por isso peçamos ao Senhor que sejamos instrumentos de paz, para que aconteça no meio de nós a paz, o perdão, a fraternidade, a justiça”, lembrou o arcebispo durante a celebração, que contou com a presença de bispos auxiliares e diversos sacerdotes.

“A consequência de nossa oração deve ser um compromisso pela paz. Com nossas velas acessas, vamos pedir que as vítimas da violência repousem no Senhor. Ao mesmo tempo, vamos multiplicar nosso compromisso pela paz começando com nossas famílias, ao redor da Palavra de Deus. Vamos aproveitar outubro, também o Mês do Rosário, para rezar nas casas dos nossos vizinhos. Precisamos contagiar as pessoas”, destacou o arcebispo.
Na reflexão do Evangelho, cujo episódio narra o episódio da “mãe e os irmãos de Jesus que queriam vê-lo” (Lc 8,19-21), Dom Orani destacou quais os verdadeiros laços que unem as pessoas. “Maria, a mãe de Jesus, é um exemplo de quem coloca em prática a Palavra de Deus. Devemos fazer o mesmo, porque os laços que nos unem são maiores que os laços de sangue. Quando ouvimos e colocamos em prática a Palavra de Deus, somos corresponsáveis uns pelos outros, porque somos irmãos em Jesus Cristo”, afirmou.

“Como arcebispo desta cidade, queremos dar voz não só aos católicos, a quem está sob a minha responsabilidade. Devido ao diálogo ecumênico, também a tantos irmãos de Igrejas não católicas, mas cristãs, a uma das quais pertencia a menina Agatha e tantas outras que sofrem a violência em nossa cidade”, disse ainda.

“A paz é algo que diz respeito a todos nós. Somos solidários com todos os cristãos, também com os não-cristãos e até com aqueles que não têm religião, e os que não acreditam em nada. De qualquer forma, somos irmãos por causa de nossa humanidade e, por isso, nossa preocupação é estarmos juntos. Todos nós temos nossas convicções de fé, mas somos solidários e fraternos para com todos por causa de Jesus Cristo. A preocupação com o outro está dentro daquilo que é a cultura cristã que existe na cidade, de ajudar-se mutuamente nas situações de dor e sofrimento, atuando e rezando para que aconteça a paz, a fraternidade, a justiça”, afirmou.

Apesar dos ventos contrários, Dom Orani lembrou que não se pode perder a esperança diante dos ‘exílios’ da vida. Pelo contrário, é preciso ter perseverança, sabendo que o Senhor vai agindo, atuando, independentemente ou não das iniciativas humanas. “Desejamos uma cidade de paz. Ela que é rica em belezas naturais, insiste em ser maravilhosa. Uma cidade que tem um povo generoso e disposto a enfrentar as situações de cada dia. Enquanto cidadãos desta cidade, cristãos ou não, somos chamados a dar as mãos como irmãos, para que a cidade tenha paz. Sabemos que a violência gera mais violência então o caminho é a paz, e como instrumentos de paz, devemos mediar conflitos e contagiar todos com o bem, com a paz.”

Por fim, Dom Orani convocou todos para pedir a intercessão e a proteção de Maria, a mãe de Deus, para que cada vez mais as pessoas possam se ver e conviver como irmãos. Sempre na esperança que o Senhor vai reconstruindo a vida de cada um, que é o sonho de todos. “Que o desejo de paz para a nossa cidade faça eco. Do alto do penhasco da Penha, cujo vento sopra forte em volta deste santuário mariano, que nossas palavras voem e entrem em todas as casas, em todos os corações”, finalizou o arcebispo.

Carlos Moioli


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