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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 14/10/2019

14 de Outubro de 2019

Admissão às Ordens Sacras marca os 280 anos do Seminário São José

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14 de Outubro de 2019

Admissão às Ordens Sacras marca os 280 anos do Seminário São José

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13/09/2019 11:39
Por: Carlos Moioli

Admissão às Ordens Sacras marca os 280 anos do Seminário São José 0

Os 280 anos de fundação do Seminário Arquidiocesano de São José, celebrados no dia 5 de setembro, na Igreja de São Pedro, no Rio Comprido, foram marcados com a admissão às Ordens Sacras de 17 seminaristas que estão cursando o primeiro ano de teologia.

Em unidade com o arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, bispos auxiliares, sacerdotes, formadores, diáconos, seminaristas e fiéis que se dedicam na promoção das vocações celebraram solenemente a data, dando graças a Deus por toda a caminhada e por todos os frutos.

Fidelidade do Senhor
Na homilia, Dom Orani lembrou que o Seminário São José formou muitos padres durante seus 280 anos de existência e, depois de ordenados, serviram à Igreja no Rio e também no Brasil. Alguns deles são conhecidos pela história e outros emprestam seus nomes a logradouros públicos na cidade. Há também os que exercem hoje o ministério com muita dedicação por todos os cantos da grande cidade.

“A data comemorativa serve para olhar a História e ver como o Senhor tem sido fiel em meio às idas e vindas da História, com seus altos e baixos de tristezas e alegrias, de dificuldades e soluções. Como Ele tem encaminhado através dos tempos aqueles que são chamados a serem pescadores de homens. Olhando a História, vemos quantos se colocaram à disposição, disseram ‘eis-me aqui, Senhor’, fizeram a experiência de lançar as redes em águas mais profundas”, disse.

Olhar para a frente
Dom Orani recordou o protagonismo do fundador, Dom Frei Antonio de Guadalupe, a diversidade de situações passadas pelo seminário com seus percalços, quando problemas financeiros dificultaram o sustento dos seminaristas e motivaram seu fechamento por um breve tempo, a centralização da formação e as incompreensões teológicas. Também lembrou as situações de perseguição e a difamação hoje com relação à Igreja e ao sacerdócio ministerial, mas destacou que deve ser levado em consideração todo bem que é realizado em benefício do povo de Deus.

“O Senhor é fiel, conduziu a História até aqui, durante 280 anos. Hoje é dia de fazer memória pelo que recebemos como legado dos nossos antepassados, na qual cada um deu sua parcela de contribuição. Nós também fazemos parte desta história, e agora, cabe a nós olhar para frente com confiança e responsabilidade, e levar adiante a missão de formar bons e dedicados pastores para que possam servir, na diversidade de situações, a Igreja presente em nossa grande cidade”, disse o arcebispo.

Ordens Sacras
Durante a celebração, Dom Orani presidiu o rito de admissão às Ordens Sacras de seminaristas que estão cursando o primeiro ano de teologia. Ele lembrou que a admissão é um sinal de renovação, tanto para a vida do seminário quanto da Igreja, que acontece a cada ano, na qual os escolhidos são confirmados para dar continuidade ao processo de formação até chegar ao Sacramento da Ordem.

“Que nossa ação de graças ao Senhor seja por tantos dons e tantas graças que recebemos, quer pelos padres que foram formados no seminário, pelos formadores, e também pelos seminaristas e, em especial, pelo que são admitidos às Ordens Sacras. É um belo momento que vivemos em nossa arquidiocese, que marca o Ano Vocacional Sacerdotal, e nos impulsiona a viver com mais intensidade a missão que recebemos como discípulos missionários”, disse o arcebispo.

Os seminaristas que receberam as Ordens Sacras foram: Álef Bragança Monteiro, Alexandre Carvalho Lima Pinheiro, Anderson Santos de Oliveira, Carlos Ébano Costa da Silva, David de Assis Ramos da Silva, Eduardo de Carvalho Gonçalves, Felipe de Souza Pertence, Francisco Évison Isaías Lopes, Hebert Queiroz Borges, Isaac Freire de Deus, Kadun Dornelles Garcia, Leandro Henrique Rêgo Fernandez, Leandro Silva da Paz, Luis Paulo Gomes Renovato, Ramon Guilherme Pitilo da Silva Ramos, Rodrigo Brum Moreira Junior e Walker de Souza Viana.

Ação de graças
No final da celebração, o reitor, cônego Leandro de Souza Câmara, lembrou que o Seminário São José tem muitas prerrogativas que a própria História lhe atribui, dentre as quais: o mais antigo e, portanto, o primeiro do Brasil.

Em nome dos padres formadores, seminaristas e de todos que compõem a comunidade do seminário, cônego Leandro agradeceu a Deus pela Sua graça, amor e providência refletidos ao longo da caminhada.

“Não conseguiremos humanamente dimensionar o alcance do bem feito por esta honrada instituição. Apesar do nosso zelo em investigar os pormenores de nossa estimada história, sabemos, por certo, que só o Senhor é capaz de conhecer cada detalhe e recompensar a cada um por seu esforço em amar e servir a Deus neste seminário. Contudo, aquilo que conhecemos de nossa história já é bastante relevante para nos fazer gratos e, ao mesmo tempo, responsáveis por levar adiante a humilde escrita das páginas de sua história neste tempo”, disse cônego Leandro.

O reitor também destacou que o Seminário São José se faz presente no céu através de tantas pessoas que estão na eternidade junto de Deus, por levarem consigo a pertença à casa de formação.

“Muitos veneráveis pés pisaram em nossa casa, elevando a Deus o mais sublime louvor e nos ensinando o valor inestimável de uma vida ofertada a Deus. Pedimos ao Senhor que possamos contar continuamente com aqueles bravos homens que passaram por nossa casa e, que com seus corações elevados, nos ensinaram o coração elevar: rogamos a intercessão suplicante de São João Paulo II, cujos pés tocaram nossa casa; dos servos de Deus Dom Othon e Guido Schäffer, ex-alunos de nosso seminário e da nossa estimada Madre Bernardete, cuja oferta de vida nos ensinou a ver nos sacerdotes o próprio Cristo, ressaltou cônego Leandro.

Bons resultados
Na sua mensagem, o bispo auxiliar e referencial para os seminários, Dom Roque Costa Souza, disse que ele já fazia 33 anos de vínculos com o seminário, desde que chegou para iniciar sua formação. Lembrou a dedicação dos formadores e os bons resultados dos últimos anos no campo da formação, sempre com a assistência do Espírito Santo.

“Agradeço aos formadores que se dispõem a servir essa casa no modelo que estamos insistindo, em ficar mais próximos dos seminaristas como parte do processo formativo”, disse Dom Roque.

O bispo auxiliar lembrou que sempre pede aos seminaristas para que “se deixem transformar pela graça de Deus”, e ainda destacou a figura do padroeiro São José, exemplo para os “formadores na dimensão da paternidade responsável”.

Carlos Moioli


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